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A Sovietização das Forças Armadas

31 de agosto de 2010

Nivaldo Cordeiro

Os movimentos do PT e sua conspiração totalitária de forma alguma estão confinados ao rosário de mentiras institucionais em torno do projeto eleitoral de perpetuação no poder. Esses episódios em torno do vazamento dos dados da base da Receita Federal, gravíssimos em si, nada são perto do que estão fazendo para preparar o tempo do poder total. Refiro-me aqui às modificações que foram introduzidas na estrutura do ministério da Defesa e na criação do Estado-Maior das Forças Armadas por lei recentemente, agora recheado de “assessores” civis. Bem sabemos que o coração das estruturas militares é a sua linha de comando clara, que tem no topo um chefe preparado e respeitado dentro da instituição. Quebrar essa hierarquia personificada, que tem nome, por órgãos colegiados e sem rosto, é algo próprio da ideologia comunista. 

A minha surpresa foi ver a passividade com que a alta hierarquia militar engoliu o fato. É a própria destruição das Forças Armadas que está em curso. É o aparelhamento da estrutura militar, sua sovietização. Finalmente o PT deu o passo mortal para fundir o partido com a estrutura militar, fato que já havia conseguido com demais órgãos e carreiras de Estado. O caso citado de vazamento de dados apenas nos deu um exemplo à luz do dia do que significa essa união partido/estado. É o totalitarismo com todas as letras. A nova estrutura aprovada prepara o caminho para o passo final. A carapaça do Exército de Caxias foi finalmente quebrada e a estrutura de comando diluída. 

Chamo a atenção para o artigo publicado na revista Isto É (Jobim vai à guerra), única publicação que ousou comentar a gravíssima inovação. O jornalista Hugo Marques sintetizou tudo no primeiro parágrafo da matéria:

“Ao anunciar a nova estrutura das Forças Armadas, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, declarou guerra à caserna. Além de subordinar ainda mais os militares ao poder civil, o projeto prevê a redução de postos de comando, transfere o controle sobre as compras de materiais das três Forças e alija os militares de todas as decisões políticas. Se custaram a digerir a criação do próprio Ministério da Defesa há dez anos, os oficiais do Exército, da Aeronáutica e da Marinha agora terão de engolir uma pílula ainda mais amarga. Na opinião de generais ouvidos por ISTOÉ, o abalo maior atingirá o Exército. Um deles, com posto de chefia no comando do Exército, afirma que as mudanças impostas por Jobim serão funestas para os quartéis. “O foco dessa reorganização é a retirada de poder das Forças Armadas. Militar vai virar enfeite”, revolta-se”. 

Se Jobim (leia-se: o PT) declarou guerra às casernas, estas não tiveram nenhum poder de fogo para dar resposta. Nenhum movimento, nenhum abaixo asssinado, nenhuma revolta. Nossos generais estão emasculados, omissos, acovardados diante da ousadia revolucionária. A passividade da geração que está no comando das Forças é total. Estão indo para o matadouro como ovelhas, sem gemer. Nessa viagem macabra estão levando junto todo o povo brasileiro, a quem elas têm a missão contitucional de defender. Ninguém pediu demissão, agarrados como carrapatos a seus carguinhos. Estamos como a Wermacht prussiana diante de Hitler. Deu no que deu. As Forças Armadas viraram a guarda pretoriana dos verdugos do povo no poder. 

Dilma eleita com essa estrutura vigorante o PT terá a faca e o queijo nas mãos para instutir o totalitalitarismo. Não terá oposição eficaz de espécie alguma. Quem viver verá.

 Publicado por:  Nivaldo Cordeiro

Mais de 14 mil proposições aguardam deliberação dos deputados na Câmara Federal

24 de agosto de 2010

Correio Braziliense 

Agência Brasil

A campanha eleitoral praticamente parou as atividades parlamentares na Câmara Federal. Mesmo com o presidente da Casa, deputado Michel Temer (PMDB-SP), tendo convocado dois esforços concentrados nos dias 2, 3 e 4 e 17 e 18 deste mês, mais de 14 mil proposições aguardam deliberações. São projetos de lei (PL), projetos de lei complementar (PLP) e propostas de emenda à Constituição (PEC). Desse total, 1.292 estão prontas para serem votadas no plenário. Se forem aprovadas, a maioria será encaminhada à apreciação do Senado Federal.

Entre as matérias prontas para serem votadas estão o projeto de lei que trata do sistema de exploração do pré-sal sob o regime de partilha e cria o Fundo Social, o que altera a Lei Pelé, o que trata das cooperativas de trabalho, o que institui a igualdade das mulheres no trabalho, entre outros.

Também estão prontas para ir a plenário, as PECs do piso salarial dos policiais e bombeiros, a que cria a Polícia Penal, a que prevê a jornada de trabalho de 40 horas semanais, o PLP que regulamenta a Emenda 29 – que repassa mais recursos para a saúde e os projetos de decreto legislativo (PDC) sobre o Tratado de Itaipu, da criação dos estados de Tapajós e de Carajás.

Entre as proposições mais antigas em tramitação na Câmara estão: o Projeto de Lei 1.052/83, que dispõe sobre a distribuição de leite aos trabalhadores; o Projeto de Lei Complementar 33/88 que cria proteção contra as despedidas arbitrárias de trabalhadores; e a proposta de emenda à Constituição (PEC) que trata da simplificação dos impostos (reforma tributária).

Normalmente, a maioria das proposições é apresentada à Câmara no primeiro ano de cada legislatura, em função da renovação dos deputados por causa das eleições. Em 2007, primeiro ano da atual legislatura, foram 3.215 proposições; 2.121, em 2008, e, em 2009, 2.390 propostas. Até o fim de julho deste ano, 1.174 matérias, entre projetos de lei ordinária (PLs), projetos de lei complementar (PLPs) e PECs foram apresentadas pelos parlamentares.

Só de propostas de emendas à Constituição foram apresentadas nesta legislatura, iniciada em 2007, 517 PECs. Mesmo com tantas matérias, o número de proposições aprovadas é pequeno. Em 2010, por exemplo, os deputados aprovaram em votações no plenário uma PEC, quatro PLPs e 12 Pls.

Além dessas propostas, os deputados aprovaram, em plenário, 13 medidas provisórias, 42 projetos de decreto legislativo (PDCs) e dois projetos de resolução (PRCs). No entanto, nas comissões técnicas foram aprovadas neste ano 700 matérias em caráter terminativo, ou conclusivo.

Em 2009, os deputados aprovaram sete PECs, cinco PLPs, 60 PLs, 26 medidas provisórias, 124 PDCs e sete PRCs. Já as comissões técnicas aprovaram em caráter conclusivo 1.204 matérias. No ano seguinte, o foram aprovadas em plenário três PECs, oito PLPs, 53 PLs, 51 MPs, 84 PDCs e oito PRCs. As comissões aprovaram conclusivamente 697 propostas.

No primeiro ano desta legislatura (2007), foram aprovadas três PECs, três PLPs, 25 Pls, 61 MPs, 49 PDCs e um PRC. No mesmo ano, as comissões técnicas aprovaram, em caráter terminativo, 560 proposições que foram encaminhadas diretamente à apreciação do Senado Federal.

Publicada por:  Correio Braziliense 

Com o crescimento de Dilma, aliados iniciam conversas sobre cargos no futuro governo

23 de agosto de 2010

Correio Braziliense 

Empolgados com a arrancada de Dilma Rousseff nas pesquisas de intenções de voto, políticos começam desde já a trabalhar com o “dia seguinte” da sucessão presidencial e conversam sobre ocupação de espaços, tanto no Congresso quanto no Executivo. Na Câmara dos Deputados, por exemplo, o líder do PMDB, Henrique Eduardo Alves (RN), antes mesmo de reeleito, está em plena campanha para presidir a Casa no ano que vem, no lugar de Michel Temer (PMDB-SP), candidato a vice-presidente na chapa de Dilma. Alguns peemedebistas afirmam, inclusive, que já existe um acordo informal com o petista Cândido Vaccarezza (SP), líder do governo, para inverter o que ocorreu na atual Legislatura, quando nos primeiros dois anos de mandato, a Câmara esteve sob o comando de Arlindo Chinaglia (PT-SP) e, depois, ficou com o PMDB. Pelo acordo, Vaccarezza seria o presidente da Câmara nos dois últimos anos e Alves nos dois primeiros.

Perguntado sobre o acordo, Henrique Eduardo Alves, um dos maiores interessados, disfarça: “Não é hora de tratar desse assunto. Até porque a sucessão de Michel tem que ser discutida por todos os partidos independentemente de ser maior ou menor, governo ou oposição. O que está em jogo aqui é a instituição ao qual eu pertenço a 40 anos. Meu maior patrimônio é pertencer ao Legislativo por tanto tempo”, diz ele, com ares de candidato que evita colocar todo o bloco na rua desde já.

Enquanto o líder evita comentários, outros peemedebistas asseguram que as conversas estão em curso. O imbróglio, no entanto, é o que fazer com o Senado, onde PMDB e PT lutam pela maior bancada. Se o PMDB ficar com a Presidência da Câmara, cumprindo o plano traçado agora, a intenção da cúpula peemedebista é oferecer a Presidência do Senado ao PT. Daí, o trabalho de Lula para tentar alavancar a candidatura de Fernando Pimentel (PT), ex-prefeito de Belo Horizonte, terceiro colocado nas pesquisas de intenção de voto no estado. Pimentel foi o primeiro para quem Lula gravou uma participação no horário eleitoral gratuito e, na viagem de campanha a Minas, o presidente fez questão de ficar o tempo todo ao lado do ex-prefeito, a ponto de chamá-lo para o seu carro.

Desgaste

O interesse dos atuais deputados em oferecer o comando do Senado ao PT, no entanto, vem da constatação de que a maioria dos senadores considerados “de ponta” dentro do PMDB está desgastada no plano nacional — Renan Calheiros, José Sarney e Romero Jucá. Sobraria, no caso, para Edison Lobão, candidato a mais um mandato de senador pelo Maranhão. Lobão hoje acalenta o sonho de voltar ao Ministério de Minas e Energia, cargo que deixou em abril para concorrer ao Senado. Porém, os sonhos de Lobão não são compartilhados pelo PT.

Os petistas almejam ficar com o ministério ocupado por Dilma no primeiro mandato de Lula. Para isso, há no partido quem pense em indicar a atual ministra da Casa Civil, Erenice Guerra, braço direito da candidata petista tanto na pasta de Minas e Energia quanto na Casa Civil. Para alguns petistas, o nome de Erenice seria a desculpa perfeita para evitar que Minas e Energia ficasse nas mãos do PMDB, uma vez que o partido de Sarney e Temer mira ainda diretorias da Petrobras e cargos nas agências reguladoras.

O deslocamento de Erenice da Casa Civil é dado como certo se Dilma vencer a eleição. Até porque a Casa Civil, dizem alguns antenados no futuro, é um cargo que Lula adoraria ver entregue a Antonio Palocci, o ex-ministro da Fazenda, que está cada vez mais próximo da candidata. Se Erenice não emplacar em Minas e Energia, avaliam os petistas, o mais provável é que fique no lugar em que hoje está Gilberto Carvalho.

Assim como Palocci vem sendo considerado pule de 10 para a Casa Civil, há quem diga que José Eduardo Cardozo, que hoje acompanha a candidata a quase todos os estados, será o nome para o Ministério da Justiça (veja quadro ao lado). Até porque, a área que comanda a Polícia Federal e cuidará ainda de programas de segurança pública é considerada estratégica demais para ficar aberta aos aliados. A ordem é manter esse cargo nas mãos do PT.

O PMDB, por sua vez, tem uma listinha de prioridades em caso de vitória da chapa Dilma-Temer. Uma delas é fincar a bandeira na área econômica, onde o máximo que o partido alcançou no governo Lula foi a vice-presidência de loterias da Caixa Econômica Federal e uma vice-presidência do Banco do Brasil. A ideia agora é jogar para pegar áreas mais estratégicas nesse campo, seja na Fazenda, seja no Planejamento, onde a intenção do PT é manter Paulo Bernardo.

Enquanto petistas e peemedebistas fazem suas apostas, o presidente Lula sempre trata de colocar todos com os pés no chão quando, ao final das reuniões, alguns começam a divagar sobre um futuro governo Dilma. “Gente, vamos trabalhar. Afinal, esta eleição não está ganha. Ainda”, lembra o presidente, confiante.

Personagens em movimento

Erenice Guerra

A atual ministra da Casa Civil é vista hoje dentro do PT como uma espécie de curinga da candidata Dilma Rousseff. Há entre os petistas quem queira indicá-la para a pasta de Minas e Energia para evitar que o PMDB continue a dominar o setor se a candidata de Lula for eleita. É cotada também para ocupar o lugar que hoje pertence ao chefe de gabinete, Gilberto Carvalho

Antônio Palocci

Único indicado por Lula para compor a equipe de campanha de Dilma, Palocci é hoje o nome mais cotado para, em caso da vitória de Dilma, ocupar a Casa Civil.

Henrique Eduardo Alves

Líder do PMDB na Câmara, o deputado está em franca campanha entre os peemedebistas para assumir a Presidência da Casa no lugar de Michel Temer no ano que vem.

José Eduardo Cardozo

O deputado paulista que desistiu de concorrer à reeleição é visto por muitos como um ótimo nome para ocupar o Ministério da Justiça.

Cândido Vaccarezza

O líder do governo na Câmara também é cotado para a Presidência da Casa, caso o PT saia das urnas em 3 de outubro com um número de deputados maior do que o PMDB de Henrique Eduardo Alves.

Publicada por:    Correio Braziliense 

Foro de São Paulo completa 20 anos reunindo a América Latina e o Caribe em Buenos Aires

19 de agosto de 2010

Agência Brasil

Luiz Antônio Alves – Correspondente da Agência Brasil na Argentina

Buenos Aires – Criado em 1990, quando faltavam poucos meses para o fim da União Soviética e em meio à dissolução do bloco socialista europeu, o Foro de São Paulo comemora 20 anos realizando sua 16ª reunião na capital argentina, buscando ampliar o conceito que resultou em sua criação pelo Partido dos Trabalhadores (PT) e por outras organizações políticas da América Latina e do Caribe. De acordo com Valter Pomar, secretário de Relações Internacionais do PT e secretário executivo do Foro, a organização quer consolidar a participação dos partidos de esquerda, progressistas e populares nos governos da região. Segundo Pomar, esses partidos já estão presentes em número expressivo de governos latino-americanos e caribenhos.

Outro objetivo do Foro de São Paulo, na reunião em Buenos Aires, é “aprofundar o processo de integração continental. Temos um processo bastante avançado mas ele pode avançar muito mais no âmbito cultural, econômico, politico e de defesa. Achamos que tudo que acontece em um país depende da sua integração, e vice-versa”. O secretário executivo do foro acrescenta um terceiro objetivo da reunião: “evitar que tenha sucesso o contra-ataque da direita, que faz o que pode e o que não pode para retomar espaço na América Latina”.

Os integrantes do Foro de São Paulo acreditam, segundo documento que serve de base para as discussões que acontecem em Buenos Aires, que a integração latino-americana e caribenha pode ser demonstrada por meio de diferentes instituições, como é o caso da Aliança Bolivariana para os Povos da América Latina e o Caribe (Alba) e da União das Nações Sul-Americanas (Unasul). O documento também afirma que a própria Organização dos Estados Americanos (OEA) tem passado por mudanças substanciais em suas relações com os Estados Unidos e com os países latino-americanos. Um exemplo dessas mudanças, segundo o documento, é a recusa sucessiva de três candidatos apresentados pelo governo norte-americano para ocupar a secretaria-geral do órgão. O documento afirma que, até agora, os Estados Unidos “manejavam à vontade” este cargo.

Sem fazer referência a nomes, o documento também diz que “a nova realidade da América Latina pode ser vista com maior clareza quando comparada com o panorama que prevalecia em décadas anteriores, marcadas por uma sucessão de ditaduras militares. A caracterização social dos governos mudou, com os casos paradigmáticos de um operário metalúrgico ou de um líder indígena que chegaram à Presidência de seus países por meio de milhões de votos de seus compatriotas”. Para os dirigentes do Foro de São Paulo, a política de esquerda de alguns governos latino-americanos gerou benefícios concretos para a população, particularmente aos setores mais excluídos”. Além disso, esses governos ampliaram e aprofundaram a democracia, abrindo espaço para novas formas participativas e diretas da população. 

O documento-base do Foro de São Paulo critica “o cataclismo financeiro iniciado nos Estados Unidos que se propagou rapidamente pelo resto do mundo”, afirmando que esta não é apenas uma crise financeira, mas do próprio sistema capitalista. “A recuperação é incerta e há riscos de que o mundo caia novamente numa recessão global”, diz o documento, “tendo como custo a pobreza e o desemprego. A falta de oportunidades de trabalho continuará elevada no mundo por vários anos”.

Por outro lado, o foro destaca que a crise não foi tão aguda, pelo menos em algumas áreas da América Latina, porque em vários países da região foram aplicadas políticas que compensaram, em grande parte, o impacto recessivo. “Estas políticas”, segundo o documento, “foram possíveis porque os países acumularam importantes reservas monetárias que puderam ser usadas para compensar a queda das exportações e a saída de capitais”.

As diversas delegações de países latino-americanos e caribenhos que participam da 16ª Reunião do Foro de São Paulo estão discutindo a fundação de escolas e centros de capacitação, politicas de defesa regional e continental, o meio ambiente e as mudanças climáticas, a democratização dos meios de comunicação, a soberania nacional e a descolonização, entre outros temas. O encontro em Buenos Aires termina na próxima sexta-feira (20), com a divulgação das resoluções finais.

Publicada por:    Agência Brasil

O Brasil à venda

12 de agosto de 2010

João Bosco Leal

Com autorização do Ministério da Fazenda, o Ministério do Meio Ambiente concluiu um acordo e agora assinará um contrato com os Estados Unidos para converter uma dívida de US$ 23 milhões em um fundo de proteção de biomas brasileiros.

A Ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, declarou que esse fundo de proteção destinará recursos para atividades de preservação e proteção da Mata Atlântica, do cerrado e da caatinga brasileiros, e que esta é a primeira operação de conversão de dívida externa autorizada no Brasil, envolvendo a área ambiental.

Diante dessa notícia publicada pela imprensa, começo a me lembrar da quantidade de ONGs estrangeiras, cineastas americanos, canadenses e de tantos outros países, que tem se sentido no direito de aqui declarar como e o que devemos fazer com nossas terras, nossos índios, as usinas hidrelétricas, a preservação de florestas, dos animais, e tantas outras ingerências que certamente provocaria a expulsão de qualquer brasileiro que, estando em outros países, passasse a se manifestar sobre esses assuntos, os quais, claro, em qualquer país do mundo, são assuntos internos dos mesmos, não se admitindo interferências externas sobre nenhum deles.

A Igreja Católica, com suas diversas pastorais, como a CPT (Comissão Pastoral da Terra) e o CIMI (Conselho Indigenista Missionário), normalmente dirigidas por padres estrangeiros que sequer falam corretamente o português, opina e exerce atividades nos mais diversos assuntos, como reforma agrária, política, índios, distribuição de renda, além de muitos outros, e nunca é repelida, contrariada ou tem um desses padres estrangeiros expulsos do país por opinar onde não foram convidados a fazer, ou seja, além do evangelho.

Nosso atual presidente da República, ultimamente, tem se envolvido com diversos assuntos internos de outros países, como: a promessa de exílio a uma mulher condenada no Irã, que provocou uma resposta oficial do governo iraniano recusando tal oferta para condenados por crimes de acordo com a legislação daquele país; a tentativa de intermediação pacífica para a não fabricação de armas nucleares pelo Irã, quando o mundo todo, inclusive a ONU, já havia tentado e não conseguido; a emissão de opiniões infundadas sobre o conflito Colômbia e Venezuela, que provocou resposta do governo colombiano apontando a sua desinformação.

Provavelmente por isso admite que estrangeiros opinem sobre assuntos que certamente são de interesse e competência exclusiva de brasileiros. Após a assinatura desse acordo, certamente seremos obrigados a ouvir muito mais palpites e ingerências. Afinal, os americanos estão “pagando” para poder preservar.

Essa provavelmente é a maior estupidez que já vi esse governo cometer. E olha que não foram poucas. Para a enorme maioria dos cidadãos brasileiros, US$ 23 milhões é uma fortuna até inimaginável. Mas não o é para muitos outros, milhares de brasileiros que sabem muito bem o que significa ou até mesmo possuem essa quantia. Imaginemos então em termos de um país. É uma merreca, como se diz atualmente. E vamos vender nossa independência em assuntos internos por isso? Não senhor, Presidente Lula, o povo brasileiro não quer vender, por valor algum, nenhum milímetro do país ou, que seja, de sua independência sobre os assuntos internos.

Não impedindo que se assine esse acordo, o senhor ficará na história como o homem que vendeu nossa liberdade. Que vendeu o Brasil.

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Aécio rebate Hélio Costa e diz repudiar oportunismo político como meio de ascensão

12 de agosto de 2010

Folha.com

Em nota divulgada nesta quarta-feira, o candidato do PSDB ao Senado, Aécio Neves, rebateu as declarações do peemedebista Hélio Costa, candidato ao governo de Minas, de que o tucano poderia ter sido o candidato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Planalto se tivesse deixado o PSDB e se filiado ao PMDB ou a outro partido.

“Este é mais um equívoco do senador Hélio Costa. Coragem na vida pública é honrar compromissos assumidos com a população. É priorizar a coerência e a lealdade às próprias convicções e princípios. Por isso sempre repudiei com veemência o oportunismo político como meio de ascensão política”, disse Aécio.

Costa diz que Aécio poderia ter sido o candidato de Lula e que faltou coragem ao tucano
Em sabatina, Hélio Costa defende equipe dos Correios demitida por Lula
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O tucano ainda criticou o peemedebista. “Tenho dificuldade em compreender como o senador não se constrange em caminhar de braços dados com quem já o atacou de forma tão violenta, como é o caso da CUT e do PT, que, num passado pouco distante, talvez até de forma injusta, chegou a pedir a impugnação da candidatura dele ao governo do Estado. Na vida pública, cada um faz as suas escolhas e tem a sua trajetória própria. E por elas será julgado.”

Hoje, durante sabatina da Folha e UOL, Hélio Costa afirmou que faltou a Aécio coragem e desprendimento político. “Nós todos em Minas achávamos que ele seria candidato a presidente da República. Eu cheguei a dizer, lá atrás, que se ele tomasse uma decisão ele seria o candidato do presidente Lula. Faltou um pouco de desprendimento político, para não dizer coragem.”

Segundo ele, a possibilidade de Aécio suceder Lula apareceu após a queda do então ministro da Fazenda, Antonio Palocci.

“Houve um vácuo, depois das quedas do [José] Dirceu [ex-ministro da Casa Civil] e Palocci. Se ele tivesse se manifestado lá atrás, quem sabe até pela relação de intimidade que tinha com o presidente…”

Segundo Costa, a avaliação que se fazia, então, era de que se Aécio ficasse no PSDB, não derrotaria o ex-governador de São Paulo, José Serra (PSDB).

“Quem conversava em São Paulo com políticos e empresários não via a possibilidade de o Aécio emplacar a sua candidatura dentro do PSDB com o Serra.”

O candidato peemedebista contou também que procurou Aécio para dizer que abdicaria de sua candidatura ao governo de Minas, caso o então governador mineiro saísse candidato a presidente da República.

“Eu teria que me posicionar por um candidato mineiro. Seria impossível para um candidato mineiro ficar contra uma candidatura mineira. Se ele fosse candidato, eu estaria rigorosamente fora do processo político.”

Costa disse que sempre foi amigo de Aécio e que a relação de ambos sempre foi “excepcional”.

PT

O candidato do PMDB disse estar emocionado com o engajamento do PT em sua campanha. No Estado, o presidente Lula precisou intervir para que o partido apoiasse o peemedebista.

“Estou emocionado com o empenho dos companheiros do PT. Em Minas, política se faz mais com conversas, é mais demorada, a gente tem que tomar um cafezinho para debater o assunto.”

Sobre as discussões entre PT e PMDB para a definição de alianças, Costa afirmou que “houve uma disputa” dentro dos partidos e que eles preferiram fazer “a linha de aliança”.

O peemedebista também falou sobre o fato de agora andar abraçado com pessoas que antes o criticavam. “O fato de eu trabalhar na Globo e morar nos EUA dava a impressão de que eu era de direita. Com o passar do tempo, o PT foi me conhecendo melhor.”

Publicado por:  Folha.com

Esperto e oportunista!

12 de agosto de 2010

Nas Veredas do Vereza

Carlos Vereza

Um dos argumentos prediletos dos bolsas net, é de que Lula sofre preconceitos por ser mestiço ex-operário, não ter diploma, etc… Ora…o malandro teve 30 anos sustentado pelo PT, e outras fontes, e não preocupou-se sequer em aprender português, enquanto Vicentinho, também de origem humilde, e igualmente petista, formou-se em direito, e Marina (continua petista) alfabetizou-se em condições muito mais precárias, após os dezesseis anos! Uma coisa é inegável: a figura, além de oportunista, é de uma esperteza macunaímica…

Quando liderava as greves no ABC, jogava para os dois lados, e já possuia um corcel 2, segundo depoimento de um ex-sindicalista, e que consta neste blog… Presidente da republica, ficou mais sentado no aero lula, do que na cadeira da presidência! Suas despesas com cartões de crédito, envergonham àqueles que “vivem” de aposentadoria! Dividiu a nação em cotas, jogando negros contra brancos, sob o pretexto de “reparar” injustiças históricas, quando seria mais decente investir no ensino básico, com possibilidades para todos, e não criando situações humilhantes para os negros, que mesmo com notas inferiores são preferidos em disputa de vagas para faculdades, em função da cor de sua pele!

Acusa frequentemente as elites, sendo ele, o Golden Boy dos banqueiros nacionais e internacionais; paga, demagógicamente, o FMI, enquanto a divida interna do país alcança a casa de mais de um trilhão e quinhentos bilhões de reais! Transforma o povo em párias, reféns das várias bolsas anestesias, e tudo isso, pela permanência indefinida no poder! Compara o poste a Mandela, e pasmem!, ao próprio Jesus Cristo, e as “pesquisas” indicam 80% de aprovação para a triste figura! Fica aqui um repto: que Lula vá ao Maracanã em dia de clássico e permita que seu nome seja anunciado no serviço de autofalante…

Outro desafio: repetidamente, a figura acusa o governo de Fernando Henrique Cardoso de todos os problemas, por ele Lula, não resolvidos; experimente mudar o plano econômico herdado de FHC! Troque o real por uma moeda inventada, digamos, pelo Mercadante!  Abandone o cãmbio flutuante…o combate à inflação…a lei de responsabilidade fiscal… Cadê o tal de plano B, que se não fosse o Meireles(ex-PSDB) tería afundado o país logo no primeiro ano de (des)governo? Ah…Duda Mendonça…O que não se inventa por dinheiro!  Aliás, recebido no exterior burlando toda a legislação eleitoral, por ocasião do Mensalão!!! Ah…se eu não acreditasse na Lei de Causa e Efeito…

Publicado por:   Nas Veredas do Vereza

Fumaça de dossiês

11 de agosto de 2010

Congresso em Foco

Roseann Kennedy 

A oposição conseguiu aprovar, nesta quarta-feira (11), na Comissão de Constituição e Justiça do Senado requerimentos para ouvir ex-integrantes da Previ – o fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil. Vão ser convidados a depor o ex-presidente da instituição Sérgio Rosa e o ex-gerente executivo do Fundo Gerardo Xavier Santiago. 

A tentativa dos oposicionistas é de investigar denúncia de Xavier publicada na revista Veja, de que a Previ seria uma “fábrica de dossiês” do PT contra adversários políticos.

Também foi aprovado convite ao corregedor-geral da Receita Federal, Antônio Costa D’Ávila, para falar sobre a apuração da violação dos dados do imposto de renda do vice-presidente do PSDB, Eduardo Jorge Caldas.

A aprovação ocorreu em pleno recesso branco do Congresso Nacional. Ou seja, no período de esvaziamento da Casa. Estrategicamente, porque não haveria resistência da base governista. Só havia um integrante da base do governo na CCJ na hora da reunião.

E se o caso não ganhou holofote nesta quarta, sinceramente não parece fazer diferença para a oposição. Primeiro porque a ideia inicial é apenas manter o assunto em pauta, sem grande expectativa de que haverá avanço na investigação do caso. Segundo porque basta observar a data em que se pretende ouvir os convidados, no dia 31 de agosto, para perceber que a intenção é garantir pauta político/eleitoral no próximo período de esforço concentrado do Congresso.

Muito embora as conversas de bastidores com os tucanos deixem claro que eles não acreditam que isso tenha reflexo direto na opinião do eleitorado ou gere alteração na campanha eleitoral. 

Fora tudo isso, vale observar que estamos falando de convites. Portanto, nenhum deles é obrigado a comparecer. A servidora da Receita, Antônia Aparecida Silva, por exemplo, suspeita de ter quebrado o sigilo fiscal de Eduardo Jorge, não aceitou o convite. Apenas enviou carta à CCJ informando que a senha dela foi usada por terceiros. 

Então, apesar da gravidade das denúncias – que são negadas veementemente pelo PT – os convites são mera fumaça, numa tentativa da oposição de não deixar o caso dos “dossiês” virar cinza e se perder no tempo novamente sem conclusão da apuração.

Publicado por:  Congresso em Foco

O atalho é um caminho mais longo

11 de agosto de 2010

João Mellão Neto

“ Tudo Pelo Social é impossível. Alguma coisa terá que ir pelo elevador de serviço”  O resgate da dívida social do Brasil é urgente e imprescindível. Esse Pais que sempre soube vencer seus desafios agora tem pela frente um enigma para o qual quatro gerações de ideólogos, do vermelho sangue ao verde oliva, não encontraram resposta satisfatória. Com 2.200 dólares de renda per capita muitos dos problemas sociais que nos afligem já deveriam ter sido resolvidos. Países com renda equivalente possuem índices de escolaridade, saúde pública e nutrição muito superiores aos nossos. Na década de 50 ainda era Possível ironizar as utopias distributivistas da onírica esquerda brasileira. Afinal, o único especialista em distribuir pães sem antes tê-los produzido já falecera há dois mil anos e, depois dele, a multiplicação de pães só vem podendo ser feita através da prévia multiplicação das padarias. O incremento da produção, durante três décadas, foi uma bandeira quase que unânime da sociedade. Hoje, infelizmente, para contentar a todos necessário erguer mais alguns mastros.

A eternamente mal-humorada esquerda brasileira não tem razão quando alega que a miséria, no Pais, aumentou. A taxa de mortalidade infantil, que na década de 40 era de 25% , caiu para 7%; a expectativa de vida, que naqueles “anos dourados” era de 40 anos, hoje é de 63 . O analfabetismo, que foi superior a 50%, atualmente ronda a faixa dos 15 a 20%. O número de universitários decuplicou, o número de vagas escolares, proporcionalmente à população de faixa etária adequada, aumentou sensivelmente. Temos um leito hospitalar para cada 300 habitantes (1/1000,em 1940), e um médico para cada 750 habitantes (1/2500 em 1940). Os índices de saneamento básico também apresentaram sensível melhora e, qualquer outro indicador sério e confiável que se analise demonstrará avanços através do tempo.Por que, então, a atual preocupação com a miséria?Por uma razão simples. Na dourada década de 40 a miséria estava convenientemente longe dos olhos da opinião pública. Confinava-se no interior do Brasil, a uma razoável distância dos centros urbanos, onde uma classe media próspera vivia suas aspirações de grandeza sem maiores comprometimentos com as mazelas nacionais. Hoje não. A concentração da população nas metrópoles trouxe os miseráveis e maltrapilhos para a esquina de nossas casas. Não podemos mais ignorá-los. Eles estão em favela do nosso bairro, no semáforo da nossa rua, no assalta à nossa casa. Apesar de ser menor do que no passado, hoje, eles estão, com seu colorido dramático. O que fazer então?

A caridade, nas suas mais diversas modalidades, apesar de ser uma excelente solução para a auto absolvição de cada um, não resolve eficientemente o problema. Repressão e confinamento também não adianta. A não ser que queiramos criar aqui uma nova África do Sul. Enquanto cruzamos os braços, sem saber como proceder, as esquerdas, espertamente, avançam.Suas soluções são tão desconcertantes quanto as nossas. Não acabam com a pobreza e sim com a riqueza. Falam em dividir os campos. O resultado prático é a exportação da miséria de volta à zona rural. Propõem aumentar drasticamente o salário mínimo. Conseguirão apenas incrementar o desemprego e o subemprego. Tentam, através do incitamento a greves e passeatas, promover a ascensão social que, reza o bom senso, só pode ser obtida através do trabalho e do esforço pessoal. Pretendem apagar o fogo através de baldes de gasolina.Permeando os equívocos da esquerda e da direita está o Estado, cujos dirigentes, de forma canhestra e desastrada, esperam equacionar o problema da miséria através do ópio paternalista. Ao mesmo tempo em que distribuem o leite, desincentivam a proliferação das vacas. Quanto mais procuram baratear os alimentos, através de tabelamentos de preços, mais os encarecem através da desmontagem da estrutura produtiva. Prometem casa para todos e arrasam a construção civil, querem aumentar o numero de empregos mas, simultaneamente, aumenta os encargos trabalhistas. O povo talvez vivesse melhor não fossem tantos os seus pretensos defensores…

Há quem diga que, frente a tamanha competência, se entregassem o governo brasileiro a administração do deserto do Saara, em poucos anos iria faltar areia.Eivada por tão desastrosos equívocos, lentamente a nação vai amadurecendo para a aceitação de soluções racionais e anti-demagógicas.Estamos todos à procura de dirigentes que, finalmente, nos prometam o óbvio. Alguém que acredite, por exemplo, que sem trabalho não há progresso, sem sacrifício não há desenvolvimento, sem austeridade não se chega à prosperidade. Alguém que abdique da popularidade imediata em nome do prestigio permanente. Alguém, enfim, que proclame aos quatro ventos aquilo que todos nós já sabemos intimamente: merthiolate que não arde, infelismente também não cura. Governar não é tornar medidas simpáticas e sim necessárias, não se promove o “social” através de um minuto de heroísmo mas através de milhares de dias de trabalho incessante. Não se obtém a independência erguendo-se a espada, mas sim manejando-se a enxada.

Deixemos os heróis confinados às praças. Os pombos cuidarão deles. Precisamos hoje é de homens racionais, sensatos e realistas.Como dizia o filósofo, um povo que precisa de salvadores não merece ser salvo. Não ha soluções milagrosas. Queremos ir ao céu sem passar pelo purgatório. E enquanto não encontramos um jeito, continuamos por aqui, queimando no inferno.

Artigo escrito em 17 de março de 1989. Extraído do livro “Nu com a mão no bolso”.

Publicado por:  João Mellão Neto

Uma tentativa de assalto transmitida ao vivo

11 de agosto de 2010

Augusto Nunes

Até ser promovida a candidata, Dilma Rousseff só fez de conta que nunca foi contrária ao Plano Real. Há dois meses, começou a insinuar que o governo Lula pôde reconstruir o Brasil por ter, primeiro, liquidado a inflação. Na entrevista ao Jornal Nacional, dispensou-se de pudores: para justificar as anêmicas taxas de crescimento registradas nestes sete anos e meio, garantiu que o chefe herdou um país flagelado pela inflação sem controle.

Está claro que é a cabeça de Dilma que não tem controle, mas é improvável que tenha esquecido o que testemunhou já perto dos 50 anos. Como recordam até os feirantes amnésicos, a inflação selvagem se aproximava do índice mensal de 40% quando foi domada em meados de 1994 pelo Plano Real, concebido no governo Itamar Franco por uma equipe de economistas liderada pelo ministro da Fazenda, Fernando Henrique Cardoso.

Comandado por Lula, e amparado em argumentos emprestados pela professora Maria da Conceição Tavares ao aluno Aloízio Mercadante, o melhor da turma dos piores, o PT se opôs com virulência à aprovação do plano. Comandado por Leonel Brizola, o PDT endossou a ideia de matar no berço as medidas que erradicaram a praga inflacionária. Dilma Rousseff endossou sem ressalvas a posição do partido a que foi filiada até ser atraída por uma proposta de emprego do PT.

Enjaulado abaixo de 1% ao mês durante oito anos, o monstro ameaçou acordar em novembro de 2002, contagiado pela excitação dos investidores internacionais com a vitória de Lula, O próprio Fernando Henrique Cardoso cuidou de tranquilizar os amedrontados, o presidente eleito reafirmou publicamente que manteria as diretrizes da política econômica e já em dezembro o índice caiu. Lula assumiu um país em ordem.

Com um sorriso de aeromoça, Dilma fuzilou a verdade diante de milhões de espectadores. Com a naturalidade de quem nunca viu nada de errado na expropriação do patrimônio alheio, protagonizou a tentativa de assalto, transmitida ao vivo, que tem por alvo a maior façanha de Fernando Henrique Cardoso. Cabe à oposição impedir a consumação do roubo. E cumpre a José Serra ordenar à adversária, com todas as letras e sem rapapés, que pare imediatamente de contar mentiras.

Publicado por:  Augusto Nunes