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	<title>João Bosco Leal &#187; Energia</title>
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	<description>João Bosco Leal, articulista político e palestrante sobre assuntos ligados ao agronegócio, reforma e conflitos agrários. Foi presidente do Movimento Nacional de Produtores por oito anos.</description>
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		<title>A omissão da oposição: o (des)caso Gemini</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Feb 2012 08:00:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[João Vinhosa* Continuam a serem denunciadas, sem que ninguém do Governo se manifeste, as várias facetas da Gemini – espúria sociedade por meio da qual o cartório nacional de produção e comercialização de Gás Natural Liquefeito (GNL) foi entregue a uma empresa privada pertencente a um grupo norte-americano. Esse silêncio do Governo é normal, pois [...]<div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_32x32_style" addthis:url='http://www.joaoboscoleal.com.br/2012/02/01/a-omissao-da-oposicao-o-descaso-gemini/' addthis:title='A omissão da oposição: o (des)caso Gemini ' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong>João Vinhosa*</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.joaoboscoleal.com.br/2012/02/01/a-omissao-da-oposicao-o-descaso-gemini/joao-vinhosa-01-5/" rel="attachment wp-att-86327"><img class="alignleft size-full wp-image-86327" title="João Vinhosa 01" src="http://www.joaoboscoleal.com.br/wp-content/uploads/2012/01/João-Vinhosa-011.bmp" alt="" /></a>Continuam a serem denunciadas, sem que ninguém do Governo se manifeste, as várias facetas da Gemini – espúria sociedade por meio da qual o cartório nacional de produção e comercialização de Gás Natural Liquefeito (GNL) foi entregue a uma empresa privada pertencente a um grupo norte-americano.</p>
<p style="text-align: justify;">Esse silêncio do Governo é normal, pois fingir-se de morto é a melhor estratégia para quem não tem como explicar aquilo que é inexplicável.</p>
<p style="text-align: justify;">O que não é normal é a impressionante omissão da oposição, fato destacado em artigo publicado em 27 de janeiro de 2012 no blog do jornal Tribuna da Imprensa sob o título “Privilégio concedido pela Petrobras à multinacional (&#8230;) precisa ser investigado. A acusação é grave demais.”.</p>
<p style="text-align: justify;">Em tal artigo, o jornalista Carlos Newton – depois de esclarecer que o caso já havia sido infrutiferamente denunciado “à então chefe da Casa Civil Dilma Rousseff, que na condição de ministra de Minas e Energia e presidente do Conselho de Administração da Petrobras, avalizou a criação de tal sociedade” – foi no âmago da questão: “Não dá para compreender é porque a oposição não se interessa em apurar nem cobra uma manifestação de Dilma a respeito das graves denúncias”.</p>
<p style="text-align: justify;">Cumpre informar que inúmeras vezes denunciei – de maneira clara, precisa e enérgica – às mais diversas autoridades e a políticos da oposição, atos lesivos ao interesse nacional envolvendo a Gemini.</p>
<p style="text-align: justify;">A curiosidade de Serra</p>
<p style="text-align: justify;">Depois de já estar denunciando há anos o autêntico crime de lesa-pátria representado pela Gemini, levei o assunto ao pessoal da campanha do candidato Serra para que ele questionasse a candidata Dilma logo nos primeiros debates para as eleições presidenciais.</p>
<p style="text-align: justify;">Enquanto Serra era atacado sob a alegação que, se eleito fosse, iria privatizar a Petrobras, Dilma – que não teria como se explicar diante das maracutaias que beneficiaram enormemente uma empresa privada em detrimento da Petrobras – navegava tranqüila na imensa incapacidade do pessoal da campanha de Serra.</p>
<p style="text-align: justify;">A situação se tornou ridícula no último debate, realizado na TV Record em 25 de outubro de 2010. Pelas regras de tal debate, um candidato perguntava, o outro candidato replicava; porém, não havia possibilidade de tréplica. como nos debates anteriores.</p>
<p style="text-align: justify;">Só nessa última precária oportunidade, Serra tentou imprensar Dilma com o caso Gemini, afirmando: “O atual governo cedeu para a (&#8230;), uma multinacional, a sociedade do fornecimento de gás liquefeito. A Petrobrás ficou com a menor parte, 40%. Ela favoreceu uma multinacional em relação à ação da Petrobras, que tinha toda a condição para fazer esse trabalho”.</p>
<p style="text-align: justify;">Embora Serra tenha citado duas vezes tal espúria sociedade, Dilma, que sempre se recusou a falar do caso Gemini, não se manifestou sobre o assunto.</p>
<p style="text-align: justify;">Só restou a Serra, em entrevista concedida ao final do debate, afirmar pateticamente que havia ficado “curioso” para saber o pensamento de Dilma sobre “essa associação estranha da Petrobras com a (&#8230;), que entregou a essa multinacional o controle do gás liquefeito no Brasil”.</p>
<p style="text-align: justify;">Interessante é que Serra fez um papel ridículo, e deve continuar, até hoje, curioso para saber o pensamento de Dilma a respeito da Gemini; porém, tem medo de perguntar, pois não é do feitio de nossa oposição contestar quem tem alto índice de aprovação popular, por mais suspeita que sejam as pesquisas.</p>
<p style="text-align: justify;">Tráfico de influência para blindar a Gemini</p>
<p style="text-align: justify;">Entre minhas denúncias, uma das mais recentes encontra-se no artigo “Escândalo Gemini: Dilma questionará Graça Foster &#8211; sua preferida para presidir a Petrobras?”, publicado no Alerta Total (http://www.alertatotal.net/) em 28 de novembro de 2011.</p>
<p style="text-align: justify;">Em tal artigo – que é, na realidade, uma carta-aberta à presidente Dilma – acusei, entre outras coisas, o fato de a Diretora de Gás e Energia da Petrobras, Maria das Graças Foster, ter se mantido em silêncio diante da denúncia por mim formulada ao Procurador-Geral da República em 19 de outubro de 2010.</p>
<p style="text-align: justify;">Referida denúncia – que se encontra anexada a uma carta não respondida pela citada Diretora – trata de evidências sobre uma rede de cumplicidade para praticar tráfico de influência com o objetivo de blindar a Gemini.</p>
<p style="text-align: justify;">Para piorar a situação, tal denúncia foi considerada altamente ofensiva à honra da presidente Dilma pelo Ministério Público Federal (MPF). A seguir, são reproduzidos alguns trechos do documento em que o Procurador Paulo Roberto Galvão de Carvalho decidiu pelo arquivamento da denúncia.</p>
<p style="text-align: justify;">1 – “O objeto destas peças informativas é, exclusivamente, o suposto tráfico de influência imputado à Presidenta da República”;</p>
<p style="text-align: justify;">2 – “A alegação de tráfico de influência praticado pela então Ministra das Minas e Energia, Dilma Rousseff, foi mera ilação”;</p>
<p style="text-align: justify;">3 –“Aprovação da formação da sociedade pelo CADE, ilícito este que teria sido praticado pela Presidenta da República Dilma Rousseff”;</p>
<p style="text-align: justify;">4 –“Quanto ao suposto tráfico de influência, deve-se dizer que não há um mínimo de lastro probatório para dar suporte a tese de que a Presidenta da República Dilma Rousseff, então Ministra das Minas e Energia e Presidenta do Conselho de Administração da Petrobras tenha praticado atos ilícitos”;</p>
<p style="text-align: justify;">5 –“A mera correlação feita pelo representante entre os cargos ocupados à época e a fusão das empresas não permite a presunção de que tenha ocorrido intermediação ilícita entre a então Ministra de Minas e Energia e os Conselheiros do CADE, a ensejar a irregular aprovação da criação da empresa. Trata-se, assim, de mera ilação”.</p>
<p style="text-align: justify;">Cabe informar que, para confrontar com o acima transcrito entendimento do MPF, escrevi o artigo “Dilma foi caluniada no escândalo Gemini?”, no qual afirmei que as interpretações do MPF seriam por mim pulverizadas em outra oportunidade – caso a presidente Dilma se julgasse por mim caluniada e, em defesa de sua honra, me processasse judicialmente.</p>
<p style="text-align: justify;">Finalizando, deixo no ar a pergunta: onde anda a oposição?</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: x-small;">*João Vinhosa é Engenheiro &#8211; <a href="mailto:joaovinhosa@hotmail.com">joaovinhosa@hotmail.com</a></span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Publicado por:  <a title="Alerta Total" href="http://www.alertatotal.net/2012/01/omissao-da-oposicao-o-descaso-gemini.html" target="_blank">Alerta Total</a></strong></p>
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		<title>Dilma assume enfim a Petrobras</title>
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		<pubDate>Sun, 29 Jan 2012 08:01:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Admin</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Mensalão do PT]]></category>

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		<description><![CDATA[O Globo &#8211; Editorial Faz tempo que a Petrobras é considerada um verdadeiro Estado. Na ditadura militar, em que hierarquia era assunto sério, a estatal tinha visível linha direta com o Planalto. Quando o general Ernesto Geisel deixou a empresa para assumir o Planalto, em 1974, na prática acumulou os cargos. Guardadas as diferenças históricas, [...]<div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_32x32_style" addthis:url='http://www.joaoboscoleal.com.br/2012/01/29/dilma-assume-enfim-a-petrobras/' addthis:title='Dilma assume enfim a Petrobras ' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong>O Globo &#8211; Editorial</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.joaoboscoleal.com.br/2012/01/29/dilma-assume-enfim-a-petrobras/maria-das-gracas-foster-02/" rel="attachment wp-att-85696"><img class="alignleft size-full wp-image-85696" title="Maria das Graças Foster 02" src="http://www.joaoboscoleal.com.br/wp-content/uploads/2012/01/Maria-das-Graças-Foster-02.jpg" alt="" width="225" height="225" /></a>Faz tempo que a Petrobras é considerada um verdadeiro Estado. Na ditadura militar, em que hierarquia era assunto sério, a estatal tinha visível linha direta com o Planalto.</p>
<p style="text-align: justify;">Quando o general Ernesto Geisel deixou a empresa para assumir o Planalto, em 1974, na prática acumulou os cargos. Guardadas as diferenças históricas, José Sérgio Gabrielli por Maria das Graças Foster, diretora de Gás e Energia.</p>
<p style="text-align: justify;">Alinhar a Petrobras aos planos do Palácio é preocupação de qualquer presidente. Com FH, responsável por arejá-la ao conseguir aprovar no Congresso a quebra do monopólio, a estatal passou por uma reforma administrativa, a fim de ganhar em agilidade.</p>
<p style="text-align: justify;">Permitida a licitação de áreas para exploração por empresas privadas, abriram-se as portas para o salto da produção nacional de petróleo e gás, além de ser encontrada a nova e estratégica fronteira do pré-sal.</p>
<p style="text-align: justify;">Com a chegada de Lula ao poder, em 2003, a Petrobras, como esperado, passou ao controle de grupos políticos ligados a sindicatos e não deixou de entrar no rateio entre partidos da base aliada.</p>
<p style="text-align: justify;">José Eduardo Dutra, nomeado presidente por Lula, geólogo de formação, presidente do Sindicato dos Mineiros do Estado de Sergipe (Sindimina) e dirigente da CUT, estava na empresa enquanto se desenrolava o mensalão. A empresa é citada no escândalo, no caso de tráfico de influência em que o então secretário-geral do PT, Sílvio Pereira, ganhou um jipe de luxo de uma empreiteira baiana contratada pela estatal, GDK.</p>
<p style="text-align: justify;">Gabrielli, economista, diretor financeiro na gestão Dutra, assumiu o cargo em 2005 e bateu o recorde de permanência no posto, sete anos. Dilma agiu bem ao não permitir que um pré-candidato ao governo da Bahia em 2014 se mantenha num cargo tão poderoso. Mas também não devem ser esquecidas as desavenças entre ele e Dilma, quando ela, no governo Lula, presidiu o conselho de administração da Petrobras.</p>
<p style="text-align: justify;">Gabrielli não escapou de histórias comuns a administrações companheiras, como os relatos de desmesurada ajuda a ONGs de militantes do partido. Mas, do ponto de vista do lulopetismo, Gabrielli foi um bom companheiro.</p>
<p style="text-align: justify;">Desdobrou-se na defesa do equivocado projeto de tornar a estatal dona cativa de 30% da operação no pré-sal e na mudança do modelo de exploração de concessão para partilha, mais um passo no processo de reestatização do setor. Trata-se de um projeto de longo alcance, porque passa até pela conversão da estatal no centro de um ressuscitado programa de substituição de importações de figurino geiselista.</p>
<p style="text-align: justify;">Em contrapartida, depois de um gigantesco processo de capitalização, em 2010, em que os acionistas minoritários perderam espaço, o valor de mercado da estatal passou a cair. Mas isso não deve preocupar os estatistas.</p>
<p style="text-align: justify;">A química Maria das Graças Foster, além de relação pessoal, antiga e próxima com Dilma, tem a vantagem de conhecer bastante a empresa, da qual é funcionária de carreira. Difícil prever divergências inconciliáveis entre as duas.</p>
<p style="text-align: justify;">A confirmação de Graça Foster, na segunda-feira, fez a ação da Petrobras subir. Deve haver acionista esperançoso que a interferência político-partidária na estatal possa ser contida.</p>
<p style="text-align: justify;">Não se sabe. O ideal é que assim fosse e houvesse mais racionalidade numa empresa tão grande que até mesmo a incompetência pode ser disfarçada no gigantismo.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Publicado por:  <a title="Blog do Noblat" href="http://oglobo.globo.com/pais/noblat/post.asp?cod_post=428176&amp;ch=n" target="_blank">Blog do Noblat</a></strong></p>
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		<title>A Aneel precisa cumprir seu papel</title>
		<link>http://www.joaoboscoleal.com.br/2012/01/26/a-aneel-precisa-cumprir-seu-papel/</link>
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		<pubDate>Thu, 26 Jan 2012 08:03:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Admin</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>

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		<description><![CDATA[José Anibal*   No fim de 2011, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) perdeu outra oportunidade de contribuir decisivamente para a melhoria do fornecimento de energia aos consumidores brasileiros. Em audiência pública, a Secretaria de Energia, o Procon, o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), a Proteste e a Federação Nacional dos Engenheiros solicitaram [...]<div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_32x32_style" addthis:url='http://www.joaoboscoleal.com.br/2012/01/26/a-aneel-precisa-cumprir-seu-papel/' addthis:title='A Aneel precisa cumprir seu papel ' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong>José Anibal* </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><a href="http://www.joaoboscoleal.com.br/2012/01/26/a-aneel-precisa-cumprir-seu-papel/jose-anibal-04/" rel="attachment wp-att-85571"><img class="alignleft size-full wp-image-85571" title="Jose Anibal 04" src="http://www.joaoboscoleal.com.br/wp-content/uploads/2012/01/Jose-Anibal-04.jpg" alt="" width="112" height="112" /></a></strong></p>
<p style="text-align: justify;"> No fim de 2011, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) perdeu outra oportunidade de contribuir decisivamente para a melhoria do fornecimento de energia aos consumidores brasileiros.</p>
<p style="text-align: justify;">Em audiência pública, a Secretaria de Energia, o Procon, o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), a Proteste e a Federação Nacional dos Engenheiros solicitaram à Aneel o fim do falseamento nos indicadores de qualidade do fornecimento de energia.</p>
<p style="text-align: justify;">Isto é, do artifício de expurgar das estatísticas os dias considerados atípicos. A Aneel não só descartou a medida, como recuou de sua posição inicial, que previa acabar com os expurgos num dos indicadores mais importantes para a definição das multas aplicadas às concessionárias.</p>
<p style="text-align: justify;">Pior: foi definido que, em dias atípicos, o limite de tempo para o restabelecimento da energia sem pagamento de multas &#8211; fixado em mais de 12 horas &#8211; seria único para todas as áreas urbanas do país.</p>
<p style="text-align: justify;">É inaceitável que centros urbanos de alta complexidade, com grandes redes de serviços públicos, mobilidade, tecnologia da informação e segurança, tenham padrões de atendimento em emergência similares às áreas com baixa densidade populacional.</p>
<p style="text-align: justify;">O argumento da Aneel é que a medida traria um superdimensionamento de equipes em dias normais, gerando custos e ociosidade. Porém, como sabem os especialistas em operação, as empresas jamais redimensionaram suas equipes de atendimento em dias atípicos.</p>
<p style="text-align: justify;">A prática é redirecionar recursos vinculados a outras atividades &#8211; como manutenção, construção de redes e serviços comerciais &#8211; para emergências. Isto significa apenas que as empresas teriam de estabelecer sistemas mais ágeis de ativação de turmas complementares caso necessário. Numa palavra: eficiência.</p>
<p style="text-align: justify;">Sem a maquiagem dos expurgos, o desempenho real das empresas caiu a níveis próximos aos de 2001. Vale lembrar que foram expurgadas dos indicadores as interrupções em São Paulo entre os dias 7 e 9 de junho de 2011, quando consumidores ficaram até 72 horas sem energia.</p>
<p style="text-align: justify;">Outro problema são as fiscalizações. A Aneel, por força de convênio, transfere sua atribuição fiscalizatória em São Paulo à Agência Reguladora de Saneamento e Energia do Estado de São Paulo (Arsesp), sendo responsável pelo custeio integral da atividade. Mas o contingenciamento de recursos tem comprometido a execução das fiscalizações, em prejuízo do consumidor.</p>
<p style="text-align: justify;">No limite de suas atribuições, o governo de São Paulo se viu obrigado a assinar um convênio de transferência de recursos do Tesouro Estadual à Arsesp para a preservação de condições fiscalizatórias aceitáveis.</p>
<p style="text-align: justify;">É natural que as empresas tentem impor suas vontades. Já o dever do poder público é cuidar dos interesses do cidadão. Um ambiente regulatório mais severo seria ferramenta importante para a defesa da população, sobretudo no período de chuvas.</p>
<p style="text-align: justify;">Num regime de concessão, a função da agência reguladora é zelar pelo cumprimento dos contratos e pela defesa do consumidor. Sem independência ou empenho, a Aneel tem tudo para se tornar mais um obstáculo ao desenvolvimento que os brasileiros almejam e merecem.</p>
<p style="text-align: justify;">*José Aníbal é economista, deputado federal (PSDB) e secretário estadual de Energia de São Paulo</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Publicado por:  <a title="Brasil Econômico" href="http://www.brasileconomico.com.br/noticias/a-aneel-precisa-cumprir-seu-papel_112008.html" target="_blank">Brasil Econômico</a></strong></p>
<div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_32x32_style" addthis:url='http://www.joaoboscoleal.com.br/2012/01/26/a-aneel-precisa-cumprir-seu-papel/' addthis:title='A Aneel precisa cumprir seu papel ' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Energia elétrica em 2011</title>
		<link>http://www.joaoboscoleal.com.br/2012/01/23/energia-eletrica-em-2011/</link>
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		<pubDate>Mon, 23 Jan 2012 08:02:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Admin</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Energia]]></category>
		<category><![CDATA[Infraestrutura]]></category>

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		<description><![CDATA[Adriano Pires Em 2011, o consumo de energia elétrica no Brasil apresentou crescimento moderado. Segundo os dados da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), o consumo médio de energia elétrica entre janeiro e novembro de 2011 aumentou 3,6%, em relação ao mesmo período de 2010. O setor comercial foi o maior responsável pelo crescimento no consumo, [...]<div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_32x32_style" addthis:url='http://www.joaoboscoleal.com.br/2012/01/23/energia-eletrica-em-2011/' addthis:title='Energia elétrica em 2011 ' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong>Adriano Pires </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.joaoboscoleal.com.br/2012/01/23/energia-eletrica-em-2011/adriano-pires-01/" rel="attachment wp-att-84653"><img class="alignleft size-full wp-image-84653" title="Adriano Pires 01" src="http://www.joaoboscoleal.com.br/wp-content/uploads/2012/01/Adriano-Pires-01.jpg" alt="" width="135" height="216" /></a>Em 2011, o consumo de energia elétrica no Brasil apresentou crescimento moderado. Segundo os dados da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), o consumo médio de energia elétrica entre janeiro e novembro de 2011 aumentou 3,6%, em relação ao mesmo período de 2010.</p>
<p style="text-align: justify;">O setor comercial foi o maior responsável pelo crescimento no consumo, com uma elevação de 6,6% em relação a 2010, resultado decorrente do bom desempenho do comércio varejista.</p>
<p style="text-align: justify;">Durante o ano, a questão tarifária ficou em pauta nas discussões do setor pelos altos valores praticados. A elevada incidência de encargos e tributos na tarifa de energia elétrica provocou manifestação dos consumidores, sobretudo os industriais.</p>
<p style="text-align: justify;">A tarifa média brasileira de energia elétrica sofreu um reajuste de 6,2%, em 2011 com relação a 2010. Entre as classes de consumo, o maior reajuste se deu no setor industrial, 7,2%.</p>
<p style="text-align: justify;">A geração de energia elétrica no país permanece com participação predominante da fonte hidráulica, com 91%. A participação da fonte eólica, embora pequena, permanece crescendo, chegando a 0,4%, em 2011.</p>
<p style="text-align: justify;">Para os próximos nove anos, a Aneel estima a entrada em operação de 50,7 GW. Deste valor, 54,1% estão com o cronograma em dia, ou seja, não apresentam restrições ao início de sua operação.</p>
<p style="text-align: justify;">Os 45,9% restantes possuem algum tipo de restrição, o que indica que são empreendimentos que poderão passar por atrasos no cronograma preestabelecido pela agência.</p>
<p style="text-align: justify;">Em 2011, até 23 de dezembro, entraram em operação 4,24 GW. Foram realizados três leilões de linhas de transmissão e subestações e três leilões de geração.</p>
<p style="text-align: justify;">A eólica foi o grande destaque dos leilões no ano passado, pela venda de expressivo número de empreendimentos e pelo alcance do preço médio de apenas dois dígitos, R$ 99,6/MWh.</p>
<p style="text-align: justify;">O ano de 2011 caracterizou-se por um imobilismo, ficando para 2012 a solução de questões cruciais. O vencimento das concessões de geração, distribuição e transmissão é um dos pontos.</p>
<p style="text-align: justify;">A questão é preocupante, pois, entre 2015 e 2017, vencem concessões de 58 UHEs, que totalizam 20.658 MW de capacidade.</p>
<p style="text-align: justify;">Expiram, também, as concessões de 73 mil km de linhas de transmissão, o equivalente a 82% das linhas em operação no SIN (Sistema Integrado Nacional), além das licenças de 42 concessionárias de distribuição, algo em torno de 35% da energia comercializada no mercado cativo.</p>
<p style="text-align: justify;">Considerando a composição hidrotérmica da matriz energética brasileira, outra questão que merece atenção é o fornecimento de gás natural às UTEs (usinas termelétricas), importante instrumento na manutenção da confiabilidade do Sistema Elétrico Brasileiro.</p>
<p style="text-align: justify;">No que se refere ao fornecimento de gás natural para abastecimento do setor elétrico, a Petrobras exerce monopólio. Recentemente, as UTEs tiveram a participação em leilões abortada pela impossibilidade de realização de contratos de fornecimento por parte da estatal petrolífera.</p>
<p style="text-align: justify;">Embora se estime um aumento da produção de gás pelo país, o escoamento ainda não possui uma malha de distribuição adequada. Dessa maneira, faz-se necessário o planejamento para a ampliação da oferta de gás ao SEB.</p>
<p style="text-align: justify;">Nesse sentido, o desenvolvimento de um mercado livre de gás natural é outro ponto a ser definido em 2012.</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: x-small;">*Adriano Pires é diretor do Centro Brasileiro de InfraEstrutura (CBIE)</span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Publicado por:  <a title="Brasil Econômico" href="http://www.brasileconomico.com.br/noticias/energia-eletrica-em-2011_111938.html" target="_blank">Brasil Econômico</a></strong></p>
<div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_32x32_style" addthis:url='http://www.joaoboscoleal.com.br/2012/01/23/energia-eletrica-em-2011/' addthis:title='Energia elétrica em 2011 ' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div>]]></content:encoded>
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		<title>As falácias do “poder defensivo”</title>
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		<pubDate>Thu, 19 Jan 2012 08:02:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Carlos Lungarzo “O ‘martelar’ do discurso militarista não é novo na América Latina. Desde 1828, mais ou menos, Brasil e Argentina concorreram ou se complementaram na tarefa de obter a hegemonia da América do Sul, para pesadelo dos outros países da região” Em novembro de 2011, numa comissão de parlamentares, o ministro da Defesa, Celso [...]<div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_32x32_style" addthis:url='http://www.joaoboscoleal.com.br/2012/01/19/as-falacias-do-poder-defensivo/' addthis:title='As falácias do “poder defensivo” ' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong>Carlos Lungarzo</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><em><a href="http://www.joaoboscoleal.com.br/2012/01/19/as-falacias-do-poder-defensivo/carlos-lungarzo-01/" rel="attachment wp-att-83706"><img class="alignleft  wp-image-83706" title="Carlos Lungarzo 01" src="http://www.joaoboscoleal.com.br/wp-content/uploads/2012/01/Carlos-Lungarzo-01.jpg" alt="" width="119" height="143" /></a>“O ‘martelar’ do discurso militarista não é novo na América Latina. Desde 1828, mais ou menos, Brasil e Argentina concorreram ou se complementaram na tarefa de obter a hegemonia da América do Sul, para pesadelo dos outros países da região”</em></p>
<p style="text-align: justify;">Em novembro de 2011, numa comissão de parlamentares, o ministro da Defesa, Celso Amorim, saiu em defesa da necessidade de armar o país contra os Estados que cobiçam o petróleo, as florestas e os alimentos brasileiros. Este raciocínio pode ser qualificado de muitas maneiras, mas não de ser original.</p>
<p style="text-align: justify;">No século 19, Napoleão advertia o povo francês sobre a cobiça de todas as monarquias europeias contra a grandeza da França. Já em 1914, o corrupto partido Social Democrata Alemão aprovava os créditos de guerra para o Kaiser, aduzindo que, mesmo que a Alemanha fosse imperialista, a Rússia era muito mais (!). Stalin, cujo maior inimigo era o nazismo, se aliou com este para defender-se de um Estado fraco e paupérrimo como a Polônia, enquanto Hitler advertia sobre o perigo representado pela França, a Inglaterra, os judeus, os ciganos, os gays e os povos eslavos.</p>
<p style="text-align: justify;">Nossos países não quiseram privar-se de participar nestes sangrentos espetáculos de circo: a ditadura argentina (autora de mais de 30.000 assassinatos) conseguiu em 1982 o entusiasta apoio do povo, mostrando como umas míseras ilhas habitadas por menos de 2 mil britânicos havia 150 anos, colocavam em mortal risco a soberania do país. (A ideia dos militares foi boa para a democracia, porque sua derrota apressou sua saída.)</p>
<p style="text-align: justify;">O que, sim, pode ser original no ministro Amorim é a falta de identificação do inimigo. Ele não disse quais seriam, em algum futuro, mesmo remoto, os possíveis candidatos a cobiçar a riqueza brasileira. Ele define sua estratégia como a “construção de um cinturão de paz e boa vontade na América do Sul e de dissuasão para fora do continente”.</p>
<p style="text-align: justify;">Portanto, os países da região não devem estar entre os possíveis cobiçosos. Tampouco pode ser a África, devastada por racismos de todas as nacionalidades. Os grandes territórios com alta população, como a Índia, a China e Rússia, são poderosos “emergentes” que formam o exclusivo clube BRIC e, portanto, não poderiam colocar-se contra seus amigos do oeste. Amorim fez uma ressalva interessante:</p>
<p style="text-align: justify;">“Hoje, estamos fora dos eixos de conflito, mas não posso garantir que isso ocorra no futuro.” Ou seja, o ministro não pretende predizer o futuro, mas mostra um perigo. No entanto, qualquer projeto defensivo com um mínimo de realismo deve imaginar cenários futuros que, se não prováveis, pelo menos sejam possíveis.</p>
<p style="text-align: justify;">Parece ridículo sugerir que o panorama mundial possa mudar tão radicalmente em algumas décadas que o Brasil passe a integrar o conflito de Meio Oriente, ou a participar das crises político-militares asiáticas, ou que a geografia física mude de lugar, colocando o Brasil na fronteira com Israel. O ministro não disse isso, é claro, mas o difuso fantasma da agressão, cuja identidade e percurso não mostra, parece sugerir que tudo pode acontecer se os invejosos de grandeza brasileira se unissem.</p>
<p style="text-align: justify;">Ora, se considerarmos um cenário que tenha um mínimo de factibilidade, os inimigos futuros do Brasil não podem estar muito longe. Quantos séculos deveriam passar para que uma potência asiática pudesse ocupar territorialmente a América do Sul usando armas e navios convencionais, e estabelecer linhas de abastecimento de milhares de quilômetros numa guerra nuclear?</p>
<p style="text-align: justify;">(Se falarmos em armas nucleares, estaríamos em outra hipótese de conflito, que já foi adiantada pelo falecido vice-presidente e repetida até o esgotamento por diversos chefes militares. Mas o ministro da Defesa parece ter o bom critério de não referir-se a isso, pelo menos por enquanto.)</p>
<p style="text-align: justify;">De fato, os únicos que poderiam ameaçar o Brasil (se decidirmos levar a sério o novo apocalipse), são os Estados Unidos e a União Europeia.</p>
<p style="text-align: justify;">A cobiça a que se refere Amorim parece representada em várias manifestações dos Estados Unidos há muitos anos. Por um lado, a referência recorrente à Amazônia, algumas insinuações sobre o subsal (ou “pré-sal” como se diz no Brasil), certo desconforto da Casa Branca pelo aparente “orgulho nacionalista” do Brasil, a fraternidade brasileira (sincera?) com os países que os americanos chamam de “Eixo do Mal”, e outros sintomas isolados.</p>
<p style="text-align: justify;">O discurso populista cívico-militar no Brasil parece interessado em mostrar que o país pode ter sua soberania ameaçada pelos Estados Unidos, apesar da colaboração que existiu sempre entre ambos os Exércitos. Obviamente, ninguém é tão pouco diplomático para dizer isso com todas as letras, mas a advertência está colocada implicitamente. Ninguém reagiu há alguns anos quando o então chanceler ameaçou pequenos países como o Equador e a Bolívia por tentar questionar o saqueio a que foram submetidos por empresas brasileiras. No entanto, é possível que o atual establishment pense que talvez a população apoiasse o crescimento das FFAA, se temesse que os antigos amigos americanos pudessem tornar-se poderosos inimigos.</p>
<p style="text-align: justify;">Segundo Amorim, a sociedade e o Parlamento deveriam entender que as forças armadas são “mais ou menos, como um seguro de vida. Você pode viver 80 anos sem precisar de um, mas sempre pode haver um imprevisto.” (Dito seja de passagem, a comparação suscita algumas dúvidas; se houver algum imprevisto que me obrigasse a usar meu seguro de vida, isso quer dizer que devo estar morto. Talvez o ministro quis dizer “seguro de saúde”.)</p>
<p style="text-align: justify;">Mas as novas declarações dos Estados Unidos nos dias 4 e 5 de janeiro de 2012 modificam um pouco este panorama, caso Amorim tenha pensado nos Estados Unidos como possível “cobiçador”. Com efeito, a prometida redução do orçamento militar americano deve ir acompanhada do direcionamento de parte das verbas restantes para recursos tecnológicos diferentes dos recursos da guerra convencional.</p>
<p style="text-align: justify;">O Pentágono parece querer concentrar-se em robótica, cibernética e inteligência artificial para garantir seu predomínio naval em Oriente. Se o Brasil quiser se defender realmente de uma ação americana, deveria desenvolver armas que neutralizem o uso de instrumentos bélicos de alta tecnologia, os quais, se não excedessem as condições econômicas do país, sem dúvida excederão o conhecimento técnico-científico que o país possui. Ou será que os Estados Unidos venderiam armas cibernéticas ao Brasil para que se defenda dele mesmo?</p>
<p style="text-align: justify;">O “martelar” do discurso militarista não é novo na América Latina. Desde 1828, mais ou menos, Brasil e Argentina concorreram ou se complementaram na tarefa de obter a hegemonia da América do Sul, para pesadelo dos outros países da região, como Paraguai, que nunca se recuperou do extermínio a que foi submetido.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas, após a derrota das Falklands/Malvinas, a Argentina perdeu a possibilidade de tornar-se um subimperialismo viável. Portanto, e apesar de todos os protestos de soberania e “altivez” nacional, a Casa Rosada talvez aceitasse a aliança de “boa vontade” proposta por Amorim. Um sério indício é que setores moderadamente fascistas (não me refiro ao nazismo católico, ainda bastante poderoso na Argentina, e dono de uma xenofobia ímpar) cobram do governo atual um maior comedimento com o Brasil. Como o Palácio San Martín não quer surpresas, nestes dias foi aprovada uma lei antiterrorista exigida pelos Estados Unidos.</p>
<p style="text-align: justify;">Enquanto se espera a oportunidade de usar o “seguro de vida”, o Brasil, a Venezuela e a Argentina, usando esta aliança de boa vontade, poderiam fortalecer seus exércitos para reavivar planos de protagonismo castrense na região. Muitos países que hoje são considerados “malditos” e “párias” não seriam desprezíveis para uma aliança oriunda do Terceiro Mundo, especialmente num momento de crise no Primeiro.</p>
<p style="text-align: justify;">Um futuro de reativação bélica nas Américas, que parecia abandonado após Malvinas, não é certamente alentador para países com democracias frágeis, formais, isoladas internacionalmente, e inimigas dos direitos humanos. Por outro lado, também é evidente que a subordinação de qualquer projeto do país ao ritmo de sabres e botas pode ser quase tão nociva como um verdadeiro golpe de Estado.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Publicado por:  <a title="Congresso em Foco" href="http://congressoemfoco.uol.com.br/opiniao/colunistas/as-falacias-do-%e2%80%9cpoder-defensivo%e2%80%9d/" target="_blank">Congresso em Foco</a></strong></p>
<div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_32x32_style" addthis:url='http://www.joaoboscoleal.com.br/2012/01/19/as-falacias-do-poder-defensivo/' addthis:title='As falácias do “poder defensivo” ' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Corrupção e impunidade, as maiores crises brasileiras</title>
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		<pubDate>Tue, 17 Jan 2012 08:04:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[João José Forni A corrupção continua sendo nossa saga, como o crack, o álcool, os acidentes de trânsito, a falta de transporte, a ineficiência na saúde e a impunidade Se o mundo viveu um dos anos mais marcantes, desde 1989, no Brasil não foi diferente. A estréia da primeira mulher na presidência da República trouxe [...]<div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_32x32_style" addthis:url='http://www.joaoboscoleal.com.br/2012/01/17/corrupcao-e-impunidade-as-maiores-crises-brasileiras/' addthis:title='Corrupção e impunidade, as maiores crises brasileiras ' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>João José Forni</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.joaoboscoleal.com.br/2012/01/17/corrupcao-e-impunidade-as-maiores-crises-brasileiras/joao-jose-forni-01/" rel="attachment wp-att-83694"><img class="alignleft size-full wp-image-83694" title="João José Forni 01" src="http://www.joaoboscoleal.com.br/wp-content/uploads/2012/01/João-José-Forni-01.bmp" alt="" /></a>A corrupção continua sendo nossa saga, como o crack, o álcool, os acidentes de trânsito, a falta de transporte, a ineficiência na saúde e a impunidade</p>
<p style="text-align: justify;">Se o mundo viveu um dos anos mais marcantes, desde 1989, no Brasil não foi diferente. A estréia da primeira mulher na presidência da República trouxe a esperança de novos ares na política. Não demorou muito para se perceber a mudança do estilo de governar e até se comunicar. Mas práticas, métodos e pessoas em torno do governo eram os mesmos.</p>
<p style="text-align: justify;">A leva de ministros herdados do governo Lula mostrou-se desastrosa. A ponto de o governo dedicar mais tempo para gerenciar crises, do que para governar. Para o perfil gerencial da Presidente, deve ter sido frustrante.</p>
<p style="text-align: justify;">No outro lado, o ano de 2011 começou com a maior catástrofe climática do país. Chuva, vento e lama arrasaram várias cidades do Rio de Janeiro. Mais de 900 mortos, 400 desaparecidos e 30 mil sobreviventes desalojados ou desabrigados. O despreparo do país para tragédias semelhantes ficou evidente.</p>
<p style="text-align: justify;">Um ano depois, grande parte das cidades atingidas, inclusive pontes e infraestrutura destruídas, não foi reconstruída. Recursos destinados aos desabrigados e à reconstrução foram desviados. Prefeitos acabaram cassados por conta do escândalo. Ou seja, uma crise prestes a se repetir no início de 2012, pela ineficiência do estado em prevenir uma tragédia nem tão difícil de evitar. As enchentes continuaram a matar e desabrigar em outros estados, como SC, AM, MG, ES, PE, SP, PR e RS.</p>
<p style="text-align: justify;">Em abril, uma crise surpreendente. Ex-aluno psicopata entra na Escola Tasso da Silveira, Realengo, no Rio de Janeiro, e atira friamente nos alunos. Resultado: 12 crianças mortas e várias feridas. Foi o maior atentado desse tipo no Brasil. Até hoje se pergunta como um atirador invade uma escola, salas de aula, recarrega o revólver, e segue atirando nas crianças, sem que ninguém pudesse fazer nada. Um país surpreso por um novo tipo de terror: o dos franco-atiradores, tão comum nos Estados Unidos.</p>
<p style="text-align: justify;">As escolas tornaram-se foco de crises. A violência permeia os dois lados. Professor mata aluna em Brasília e aluno atira na professora, em São Caetano do Sul. Creches cometem erros primários, causando morte de inocentes. O bullying, junto com a liberalidade e a falta de estrutura familiar, fizeram os alunos perder o respeito pela escola, pelos professores e colegas. Greves e invasões transformaram as universidades em local de protesto, baderna e não de pesquisa. Servidores das universidades federais ficaram mais de quatro meses em greve. Resultado: baixa produtividade, índice altíssimo de afastamento e depressão, entre os profissionais, e desencanto dos jovens com a carreira de professor. Lamentável.</p>
<p style="text-align: justify;">Se em 2011, o ministério dos Transportes gastou mais tempo explicando os desvios do Dnit e o ministério dos Esportes os imbróglios com Ongs, o MEC especializou-se em explicar as crises anuais do Enem-Exame Nacional do Ensino Médio. Depois de vazamento de provas, em 2009, com prejuízo de milhões ao erário, e problemas com cadernos de provas em 2010, este ano, novo imbróglio envolvendo alunos de um cursinho de Fortaleza. Até o fim do ano, a eterna novela do Enem não havia terminado.</p>
<p style="text-align: justify;">Crises políticas derrubam seis ministros</p>
<p style="text-align: justify;">Na área política, o país viveu 11 meses de sustos. O governo Dilma, por força de composições políticas, herdou do antecessor vários ministros. Logo nos primeiros meses, a imprensa, sempre ela, denuncia o todo poderoso ministro Antonio Palocci. Evolução patrimonial incompatível, de 2006 a 2010 revela um esquema de consultorias que levam Palocci à demissão, pela dificuldade de explicá-las. Resistiu enquanto pôde. Nos bastidores do poder, admite-se que Palocci foi abatido por fogo amigo.</p>
<p style="text-align: justify;">Palocci foi o primeiro. Diante das sucessivas denúncias, cunhou-se a expressão “faxina” para explicar a limpeza do governo Dilma nos ministérios denunciados, demitindo titulares e assessores. Nos meses seguintes, mais cinco ministros caíram por denúncias, em princípio negadas, mas mal explicadas e não desmentidas. Titulares das pastas dos Transportes, Agricultura, Turismo, Esporte e Trabalho foram demitidos em meio a evidências de corrupção, favorecimento, licitações fraudulentas, verbas para Ongs fajutas e tráfico de influência. Nelson Jobim saiu por divergências com a presidente.</p>
<p style="text-align: justify;">A imprensa não deu trégua. Ministro desmentia num dia, no outro as notícias pioravam sua situação. Os brasileiros, mobilizados principalmente pelas redes sociais, foram às ruas nas principais cidades do país denunciar a corrupção. Pacificamente, exibiram vassouras, máscaras, faixas e cartazes para pedir o fim da impunidade para os políticos e da farra com o dinheiro do contribuinte.</p>
<p style="text-align: justify;">Se não tivemos crise econômica, como outros países, nada a comemorar. Nossa crise maior é a falta de vergonha, de escrúpulo com o dinheiro público. A corrupção continua sendo nossa saga, como o crack, o álcool, os acidentes de trânsito, a falta de transporte, a ineficiência na saúde e a impunidade.</p>
<p style="text-align: justify;">No Congresso, tímidos protestos da oposição e um silêncio cúmplice dos governistas transformaram a Casa das leis numa confraria de acordos para a impunidade. “Não se condena ninguém, para não ser condenado”, parece ser a máxima. Nada a esperar de um Congresso lento, omisso e conivente.</p>
<p style="text-align: justify;">Irresponsabilidade e impunidade</p>
<p style="text-align: justify;">Crises também mataram muitos inocentes em 2011. O trânsito brasileiro se tornou mais violento que a guerra do Afeganistão. Fecha o ano com 40 mil mortos. Uma carnificina. Embarcações fluviais, sem fiscalização, também levaram muitos inocentes à morte, em Brasília, Pará, Amazonas. No Rio, a falta de fiscalização e desrespeito ao turista provocou acidente com o bondinho de Santa Tereza, matando seis pessoas e ferindo 55. Havia pelo menos seis falhas graves no bondinho que circulava impunemente. Quem se livrou do bonde, foi pego pelas tampas de bueiros da Light que explodiram e também mataram.</p>
<p style="text-align: justify;">Em São Paulo e outras cidades, também pela ineficiência de fiscalização, até os parques de diversões matam. São crises facilmente evitáveis, mas que acontecem, em sua maior parte, por falta de prevenção e descaso com os frequentadores. Mais vítimas com culpados impunes. Essa prática de nada acontecer aos culpados pode ter contribuído para a PepsiCo deixar entrar no mercado caixas de Toddynho contaminadas com líquido de PH equivalente ao da soda cáustica. Um veneno, portanto.</p>
<p style="text-align: justify;">Pelo menos 40 pessoas no Rio G.do Sul, muitas crianças, precisaram ser medicadas. A empresa sabia do problema, denuncia empregado, mas se omitiu. Provavelmente contou que nada aconteceria. A PepsiCo administrou mal essa crise: foi lenta em assumir o problema e prestar assistência. Nos canteiros de obras das usinas de Santo Antonio e Girau, milhares de empregados se revoltaram contra as construtoras, incendiando os acampamentos, por não cumprirem acordos trabalhistas. Elas colocaram a culpa nos “arruaceiros”. Foi uma crise em que todos perderam. Inclusive o contribuinte.</p>
<p style="text-align: justify;">Num ano em que a aviação teve o menor índice de acidentes no mundo, desde 1990, o Brasil registrou a queda de um avião que matou 16 pessoas, em Pernambuco, e dezenas de outros acidentes com aviões de pequeno porte e helicópteros. A Air France amenizou a crise do acidente de 2009, resgatando cerca de 100 corpos no mar. O passivo financeiro com os parentes das vítimas continua.</p>
<p style="text-align: justify;">O ano acaba com uma crise no Judiciário. Além da morte da juíza Patrícia Acioli, um atentado a toda a Justiça brasileira, o entrevero entre as associações de juízes e o Conselho Nacional de Justiça-CNJ não faz bem ao país. De um lado, não há como olhar de forma isenta essa querela. Para a população, transparece que os juízes não querem ser investigados, denotando certo corporativismo. As filigranas jurídicas não são entendidas pelo povão. O CNJ foi um avanço para a prática jurídica no país. Cerceá-lo, como pretendem os juízes, com aparente respaldo do STF, não contribui para melhorar a imagem do Judiciário. Ao contrário.</p>
<p style="text-align: justify;">Gás metano e petróleo, crises da irresponsabilidade</p>
<p style="text-align: justify;">Para finalizar, em S. Paulo, uma crise inusitada. Frequentadores, lojistas e empregados do Shopping Center Norte enfrentaram a interdição do local por causa de vazamento de gás metano. O shopping foi construído em cima de um lixão. Com o tempo, a decomposição criou uma bomba embaixo do local. Prejuízo para todos e ninguém paga. A Prefeitura de S. Paulo teve seu momento de glória, ao anunciar a interdição, mas esta não durou mais de 48 horas.</p>
<p style="text-align: justify;">Quase no fim do ano, a indústria do petróleo teve uma crise grave no Brasil, com vazamento ocorrido em pólo explorado pela gigante americana Chevron. Uma série de erros, tanto operacionais, quanto de comunicação, arranharam a imagem da empresa e expuseram o perigo da exploração em grandes profundidades. Cerca de 4 mil litros de petróleo vazaram na Bacia de Campos. Sorte da empresa não ter sido perto da costa.</p>
<p style="text-align: justify;">Parecia que todo mundo queria aparecer: secretaria do meio ambiente do Rio, passando por Ibama, ministério das minas e energia, ANP-Agência Nacional do Petróleo. Declarações desencontradas das autoridades mostraram que tanto as empresas de petróleo, quanto o país estão despreparados para crises desse tipo. A lição amarga da British Petroleum, no Golfo do México, parece não ter sido suficiente para colocar todos em alerta.</p>
<p style="text-align: justify;">As pesadas multas anunciadas contra a Chevron, mais a ameaça de não operar no Brasil, parecem mais factóides midiáticos do que ações concretas de punição. No fim, todos se entendem na falta de transparência com que essas crises são explicadas ao público.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Publicado por:  <a title="Brasil 247" href="http://www.brasil247.com.br/pt/247/midiatech/34868/Corrupção-e-impunidade-as-maiores-crises-brasileiras.htm" target="_blank">Brasil 247</a></strong></p>
<div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_32x32_style" addthis:url='http://www.joaoboscoleal.com.br/2012/01/17/corrupcao-e-impunidade-as-maiores-crises-brasileiras/' addthis:title='Corrupção e impunidade, as maiores crises brasileiras ' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Apetralharam a Petrobras: Ildo Sauer explicaria a Gemini?</title>
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		<pubDate>Thu, 12 Jan 2012 08:01:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[João Vinhosa* O Dr. Ildo Sauer, profundo conhecedor da área de energia, é professor catedrático da USP e foi o titular da Diretoria de Gás e Energia da Petrobras do início do primeiro governo Lula até setembro de 2007. Em suma: uma renomada autoridade na área. Em extensa entrevista publicada na edição de outubro de [...]<div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_32x32_style" addthis:url='http://www.joaoboscoleal.com.br/2012/01/12/apetralharam-a-petrobras-ildo-sauer-explicaria-a-gemini/' addthis:title='Apetralharam a Petrobras: Ildo Sauer explicaria a Gemini? ' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;"><strong>João Vinhosa*</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.joaoboscoleal.com.br/2012/01/12/apetralharam-a-petrobras-ildo-sauer-explicaria-a-gemini/joao-vinhosa-01-4/" rel="attachment wp-att-83280"><img class="alignleft size-full wp-image-83280" title="João Vinhosa 01" src="http://www.joaoboscoleal.com.br/wp-content/uploads/2012/01/João-Vinhosa-01.bmp" alt="" /></a>O Dr. Ildo Sauer, profundo conhecedor da área de energia, é professor catedrático da USP e foi o titular da Diretoria de Gás e Energia da Petrobras do início do primeiro governo Lula até setembro de 2007. Em suma: uma renomada autoridade na área.</p>
<p style="text-align: justify;">Em extensa entrevista publicada na edição de outubro de 2011 da revista da Associação dos Docentes da USP (Adusp), o Dr. Sauer denunciou, com riqueza de detalhes, a entrega de substancial fatia do Pré-Sal a Eike Batista.</p>
<p style="text-align: justify;">Em referida entrevista, cujo link se encontra ao final, o Dr. Sauer responsabilizou – de maneira clara, direta e impressionante – o então presidente Lula e sua ministra Dilma, “a voz da política energética” do governo, de citado crime de lesa-pátria.</p>
<p style="text-align: justify;">Diante da disposição mostrada pelo Dr. Sauer, seria por demais valiosa a sua manifestação sobre outro crime de lesa-pátria, que, por certo, ele conhece muito bem: a entrega do cartório de produção e comercialização de gás natural liquefeito (GNL) a uma empresa privada, cujo nome eu estou judicialmente impedido de falar.</p>
<p style="text-align: justify;">A entrega a que me refiro foi feita por meio da constituição da Gemini – sociedade da Petrobras com tal empresa privada, arquitetada no período em que Dilma Rousseff acumulava os cargos de Ministra de Minas e Energia e Presidente do Conselho de Administração da Petrobras. A propósito, Dilma é chamada de “Mãe da Gemini”.</p>
<p style="text-align: justify;">Assim como fez no caso do Pré-Sal, seria conveniente que, no caso da Gemini, o Dr. Sauer localizasse as responsabilidades não só do Governo Federal, da Agência Nacional do Petróleo e do Conselho de Administração da Petrobras, como também das pessoas que colaboraram com tal ato lesivo ao interesse do País.</p>
<p style="text-align: justify;">O primeiro ponto a ser analisado é se, de fato, era necessária a constituição de uma sociedade para levar adiante o empreendimento. Teria, a Petrobras, condição de tocar o empreendimento sozinha, mesmo se fosse preciso contratar alguns serviços externos em setores especializados?</p>
<p style="text-align: justify;">O segundo ponto trata da escolha da sócia. Apesar dos diversos alertas, a Petrobras escolheu para sócia uma empresa acusada de graves crimes contra o interesse público; além de diversos processos por superfaturar contra hospitais do governo, a sócia escolhida para a Petrobras estava sendo processada por formação de cartel em um tumultuado processo no qual foi condenada a pagar a astronômica multa de R$ 2,2 bilhões. A empresa que superfaturou contra o Exército Brasileiro, contra a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e contra o Hospital do Câncer superfaturaria, também, contra a Petrobras?</p>
<p style="text-align: justify;">O terceiro ponto trata da divisão acionária da sociedade. A Petrobras, monopolista da matéria-prima, ficou com apenas 40% das quotas, permitindo que sua sócia ficasse com 60% da Gemini, fato que, inclusive, impede qualquer ação do Tribunal de Contas da União sobre a sociedade.</p>
<p style="text-align: justify;">O quarto ponto é o fato de a sociedade ter contratado sua sócia majoritária para a prestação de todos os serviços necessários a levar o GNL ao consumidor final, que se espalha num raio de 1000 km a partir da unidade de liquefação situada em Paulínia-SP. Não pode passar despercebido que essa contratação pode levar a uma inusitada situação: se a prestadora de serviços superfaturar os serviços por ela prestados à sociedade, a uma diminuição de lucratividade da Gemini corresponderá um aumento da lucratividade da sócia majoritária.</p>
<p style="text-align: justify;">Decorrente, também, do fato da Gemini ter como prestadora de serviços a sua sócia majoritária, surge o quinto ponto a ser analisado: o possível passeio do GNL. Considerando que o consumo de GNL em regiões distantes da unidade de liquefação favorece extremamente à sócia majoritária – que passa a faturar mais com o frete – é de se esperar que ela estimule o consumo nessas regiões (Brasília e Goiânia, por exemplo).</p>
<p style="text-align: justify;">O sexto ponto refere-se à brecha facilitadora de superfaturamento da prestadora de serviços à Gemini (sua sócia majoritária) deixada no comprometedor Acordo de Quotistas que se encontra vinculado ao Contrato Social da Gemini. Em diversos artigos, expliquei claramente como poderiam ser feitos tais superfaturamentos contratualmente “legalizados” pelo Acordo de Quotistas. Se preciso, tornarei a explicar.</p>
<p style="text-align: justify;">O sétimo ponto trata de comparação dos seguintes preços: 1- o preço que a Petrobras cobra pelo gás natural que ela fornece à Gemini; 2- o preço que a Petrobras cobra pelo gás natural que ela fornece à concessionária estadual do estado de São Paulo; 3- o preço que a Gemini pagaria, se tivesse que adquirir o gás natural da concessionária estadual, em vez de adquirir diretamente da Petrobras por meio de uma sangria feita no gasoduto Brasil-Bolívia.</p>
<p style="text-align: justify;">Uma palavra final: uma possível manifestação do Dr. Ildo Sauer em mais este assunto de interesse nacional cresce de importância diante das evidências de que a Gemini se transformou numa caixa preta, blindada de maneira inexpugnável por aqueles que teriam o dever de apurar as acusações contra a espúria sociedade. Denúncias por mim protocoladas para Dilma Rousseff, para os conselheiros do Conselho de Administração da Petrobras, especialmente para Jorge Gerdau, representante dos acionistas minoritários em tal Conselho, não merecem respostas.</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: x-small;">*João Vinhosa é engenheiro &#8211; <a href="mailto:joaovinhosa@hotmail.com">joaovinhosa@hotmail.com</a></span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Publicado por:  <a title="Alerta Total" href="http://www.alertatotal.net/2012/01/apetralharam-petrobras-ildo-sauer.html" target="_blank">Alerta Total</a></strong></p>
<div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_32x32_style" addthis:url='http://www.joaoboscoleal.com.br/2012/01/12/apetralharam-a-petrobras-ildo-sauer-explicaria-a-gemini/' addthis:title='Apetralharam a Petrobras: Ildo Sauer explicaria a Gemini? ' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Dilma, Gerdau e Gemini: transparência &amp; corrupção</title>
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		<pubDate>Fri, 23 Dec 2011 08:00:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[João Vinhosa* Durante a última reunião da ONU, realizada em setembro de 2011, na cidade de Nova York, o ponto alto da participação da presidente Dilma Rousseff foi seu discurso no ato de adesão do Brasil à Parceria para Governo Aberto – acordo internacional criado para difundir práticas que estimulem a transparência governamental. Naquela oportunidade, [...]<div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_32x32_style" addthis:url='http://www.joaoboscoleal.com.br/2011/12/23/dilma-gerdau-e-gemini-transparencia-corrupcao/' addthis:title='Dilma, Gerdau e Gemini: transparência &#38; corrupção ' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong>João Vinhosa*</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.joaoboscoleal.com.br/2011/12/23/dilma-gerdau-e-gemini-transparencia-corrupcao/joao-vinhosa-01-3/" rel="attachment wp-att-82788"><img class="alignleft size-full wp-image-82788" title="João Vinhosa 01" src="http://www.joaoboscoleal.com.br/wp-content/uploads/2011/12/João-Vinhosa-01.bmp" alt="" /></a>Durante a última reunião da ONU, realizada em setembro de 2011, na cidade de Nova York, o ponto alto da participação da presidente Dilma Rousseff foi seu discurso no ato de adesão do Brasil à Parceria para Governo Aberto – acordo internacional criado para difundir práticas que estimulem a transparência governamental.</p>
<p style="text-align: justify;">Naquela oportunidade, Dilma enfatizou que um Governo Aberto assegurava “a prestação de contas, a fiscalização e a participação do cidadão, criando uma relação de mão dupla permanente entre o governo e a sociedade&#8230; Governo aberto não é apenas transparência e combate à corrupção. É cidadania, participação popular e melhor prestação de serviços públicos”.</p>
<p style="text-align: justify;">Dentro desse entendimento, Dilma criou a Câmara de Políticas de Gestão, Desempenho e Competitividade, que tem como um dos principais objetivos implementar a prática da transparência como forma de combater a corrupção.</p>
<p style="text-align: justify;">Mais recentemente, no caso em que o Ministro Pimentel foi acusado de tráfico de influência (o irmão siamês da corrupção), Dilma foi categórica: “Nada a ver o que estão acusando com o meu governo. Nada”. Na mesma entrevista, Dilma declarou: “O meu governo não tem nenhum compromisso com qualquer prática inadequada, de malfeito, de corrupção dentro do governo. Nenhum, É zero. Tolerância zero”.</p>
<p style="text-align: justify;">Dos nomes que aparecem no título do presente artigo, só falta falar de Jorge Gerdau, conselheiro do Conselho de Administração da Petrobras, e da Gemini, espúria sociedade da Petrobras com uma empresa privada, arquitetada no período em que Dilma acumulava as funções de Ministra de Minas e Energia e Presidente do Conselho de Administração da Petrobras.</p>
<p style="text-align: justify;">E nada mais perfeito para falar nesses nomes que a transcrição da íntegra da carta dirigida pelo autor deste artigo ao conselheiro Gerdau. Tal carta, datada de 19 de dezembro de 2011, foi devidamente protocolada, e cópia dela encaminhada formalmente aos demais conselheiros do Conselho de Administração da Petrobras.</p>
<p style="text-align: justify;">Carta ao conselheiro Gerdau</p>
<p style="text-align: justify;">O Senhor preside a Câmara de Políticas de Gestão, Desempenho e Competitividade – entidade criada pela presidente Dilma para, entre outras coisas, propor a modernização do processo de transparência como forma de combater a corrupção.</p>
<p style="text-align: justify;">Assim sendo, qualquer procedimento seu que obscureça a transparência de atos lesivos ao patrimônio público nos quais existam suspeitas de corrupção será semelhante ao procedimento de um Juiz que protege um criminoso, ou de um policial que dá cobertura a um bandido.</p>
<p style="text-align: justify;">O Senhor é representante dos acionistas minoritários da Petrobras no Conselho de Administração da empresa.</p>
<p style="text-align: justify;">Portanto, a sua mais elementar obrigação é proteger os interesses dos acionistas minoritários diante de possíveis prejuízos a eles causados por decisões temerárias no âmbito da Petrobras.</p>
<p style="text-align: justify;">Ante a realidade acima exposta, Conselheiro Gerdau, venho, mais uma vez, solicitar sua manifestação diante de minhas denúncias relativas à Gemini – espúria sociedade por meio da qual foi entregue o cartório da produção e comercialização de gás natural liquefeito (GNL) a uma empresa privada.</p>
<p style="text-align: justify;">As correspondências por mim dirigidas às diversas autoridades, bem como os artigos por mim escritos, mostram que tal empresa foi beneficiada com incomensuráveis vantagens em detrimento do patrimônio público, prejudicando grandemente os interesses de seus representados, os acionistas minoritários da Petrobras.</p>
<p style="text-align: justify;">As manifestações do sindicato dos trabalhadores na indústria de petróleo (Sindipetro) escancaram a denúncia de corrupção envolvendo a Gemini. É de se destacar que o jornal do sindicato chegou a publicar matéria ilustrada por uma charge de uma pessoa com uma mala recheada de dinheiro na qual aparece gravado o nome da empresa privada que foi beneficiada com a negociata.</p>
<p style="text-align: justify;">É impossível haver denúncia de corrupção mais transparente que essa feita pelo Sindipetro, não é mesmo, Conselheiro Gerdau?</p>
<p style="text-align: justify;">Senhor Conselheiro, devido à possibilidade de não ter chegado a seu conhecimento o artigo (ANEXO I) intitulado “Escândalo Gemini: Gerdau, o homem que não sabia demais”, estou protocolando a entrega desta carta para ter a certeza que, se o Senhor não sabia dos graves fatos relativos à Gemini, passará a saber.</p>
<p style="text-align: justify;">Aproveito a oportunidade para lembrar-lhe que continuo à espera de sua manifestação sobre a enérgica carta que lhe encaminhei e foi protocolada no Conselho de Administração da Petrobras em 23 de novembro de 2011. Saliento que, enquanto não forem respondidos os questionamentos contidos em citada carta (e, em seus anexos) sobre esse autêntico crime de lesa pátria, será um embuste falar em transparência nos procedimentos governamentais.</p>
<p style="text-align: justify;">Cumpre ressaltar que, em carta datada de 26 de fevereiro de 2010, encaminhada a diversos conselheiros do Conselho de Administração da Petrobras, detalhei as denúncias de corrupção feitas pelo Sindipetro e anexei cópia do documento “Dossiê Gemini: Maio de 2009”.</p>
<p style="text-align: justify;">Apesar dos contundentes termos nela contidos, nenhum conselheiro se dignou a se manifestar sobre tal carta, que deu motivo ao artigo “Petrobras: Conselho de Administração sob suspeita” (ANEXO II).</p>
<p style="text-align: justify;">Quando se pensava que a omissão dos conselheiros era a maior das evidências de blindagem da Gemini, numa troca de correspondência que tive com a Diretora de Gás e Energia da Petrobras, Maria das Graças Foster, a situação ficou ainda mais comprometedora.</p>
<p style="text-align: justify;">Em sua carta DG&amp;E n° 75/2010, a mim encaminhada em 2 de dezembro de 2010, a diretora Foster informou-me que o contido na carta que eu encaminhei ao conselheiro Gabrielli em 26 de fevereiro de 2010 era mera repetição de fatos relatados desde 2004, fatos esses já esclarecidos.</p>
<p style="text-align: justify;">Além disso, afastando-se muito da verdade, citada diretora declarou-me categoricamente que “todos os esclarecimentos sobre o assunto lhe foram exaustivamente prestados, não restando mais nada a ser acrescentado”. Isso é uma afirmativa absolutamente falsa, o que torna ainda mais evidente a existência de muito esforço para blindar os atos lesivos ao interesse público praticados nas operações da Gemini.</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: x-small;">*João Vinhosa é Engenheiro &#8211; <a href="mailto:joaovinhosa@hotmail.com">joaovinhosa@hotmail.com</a></span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Publicado por:  <a title="Alerta Total" href="http://www.alertatotal.net/2011/12/dilma-gerdau-e-gemini-transparencia.html" target="_blank">Alerta Total</a></strong></p>
<div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_32x32_style" addthis:url='http://www.joaoboscoleal.com.br/2011/12/23/dilma-gerdau-e-gemini-transparencia-corrupcao/' addthis:title='Dilma, Gerdau e Gemini: transparência &amp; corrupção ' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Belo Monte: mentiras sinceras interessam</title>
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		<pubDate>Mon, 19 Dec 2011 08:02:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Murillo de Aragão A questão de Belo Monte traz de volta a mesma e velha situação. Algumas celebridades em busca de boas causas disparam a dizer besteiras alimentadas por fontes tendenciosas. É o irresistível bom-mocismo que assola nossa sociedade. O que é o bom-mocismo? É o desejo de ser sempre politicamente correto, falar o que [...]<div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_32x32_style" addthis:url='http://www.joaoboscoleal.com.br/2011/12/19/belo-monte-mentiras-sinceras-interessam/' addthis:title='Belo Monte: mentiras sinceras interessam ' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong>Murillo de Aragão</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.joaoboscoleal.com.br/2011/12/19/belo-monte-mentiras-sinceras-interessam/murillo-de-aragao-05/" rel="attachment wp-att-81696"><img class="alignleft size-full wp-image-81696" title="Murillo de Aragão 05" src="http://www.joaoboscoleal.com.br/wp-content/uploads/2011/12/Murillo-de-Aragão-05.jpg" alt="" width="150" height="112" /></a>A questão de Belo Monte traz de volta a mesma e velha situação. Algumas celebridades em busca de boas causas disparam a dizer besteiras alimentadas por fontes tendenciosas. É o irresistível bom-mocismo que assola nossa sociedade.</p>
<p style="text-align: justify;">O que é o bom-mocismo? É o desejo de ser sempre politicamente correto, falar o que deve ser falado e defender boas causas, ainda que estas não sejam verdadeiramente boas. Tudo porque o julgamento sobre temas sérios é superficial, rasteiro, de baixa reflexividade e, muitas vezes, direcionado para agradar.</p>
<p style="text-align: justify;">Certa feita, estudante de direito, fui assistir a uma palestra de um cara legal da OAB do Rio. Quase que emocionado, ouvi o dito cujo dizer que o direito era uma questão de pele. A gente podia sentir na pele o bom direito. O cara estava criando um novo tipo de direito: o direito tátil!</p>
<p style="text-align: justify;">Dizia ele que poderíamos sentir na pele se o tema era justo ou injusto. Pois bem, a usina de Belo Monte é um desses casos: basta ler uma manchete sobre ela para ficar contra. É muito fácil. Sentimos na pele!</p>
<p style="text-align: justify;">Afinal, o tema traz índios, matas, rios e fauna. Utilizando-se de outro mecanismo típico do raciocínio rasteiro, “não é possível” que a obra seja boa coisa!</p>
<p style="text-align: justify;">É muito fácil, confortável, politicamente correto ser contra. Difícil é fazer o dever de casa e estudar a fundo a questão. Saber qual seu impacto, de fato, e, ainda, saber quantas pessoas vão ser realmente atingidas. É difícil, sobretudo, livrar-se dos falsos bons-moços e da patrulha de fanáticos e tentar endereçar racionalmente a questão.</p>
<p style="text-align: justify;">É evidente que, para as algumas celebridades, cuja especialidade é fazer caras e bocas e fingir que dizem coisas inteligentes, estudar e adentrar o tema com seriedade não vem ao caso. O “legau” é ser contra as grandes empresas, os grandes projetos, o grande capital. Independentemente do que o projeto de fato represente para o futuro do país.</p>
<p style="text-align: justify;">A revista Veja de algumas semanas atrás foi brilhante ao desmascarar os “bons-moços e moças” da campanha contra a Usina de Belo Monte. Na reportagem, universitários se dedicaram a destruir com fatos e dados científicos os argumentos fracos, pueris e tendenciosos de algumas celebridades.</p>
<p style="text-align: justify;">Tal qual na época do debate em torno da transposição do rio São Francisco, quando critiquei os argumentos bobocas de artistas que são contra a obra, vejo a situação de Belo Monte do mesmo ângulo. É claro que a obra de Belo Monte é um tema sensível e ambientalmente polêmico. Justamente por isso, deveria receber um tratamento estratégico quanto às explicações de sua necessidade para a sociedade.</p>
<p style="text-align: justify;">O governo e os demais interessados na obra têm sido incompetentes ao se comunicarem e não têm conseguido explicar a nossos formadores de opinião o real impacto de sua execução. Não é de hoje que erram nesse campo. Batalhas na esfera pública são perdidas no campo da comunicação.</p>
<p style="text-align: justify;">Belo Monte sofre de muitos males. Além da luta contra a nossa monumental incompetência burocrática e contra a tendência para sobrevalorizar custos, o futuro da obra está sendo prejudicado pelo desequilíbrio no debate sobre a sua real necessidade e importância para o país. Não deveria ser assim. </p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: x-small;">*Murillo de Aragão é cientista político</span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Publicado por:  <a title="Blog do Noblat" href="http://oglobo.globo.com/pais/noblat/post.asp?cod_post=421740&amp;ch=n" target="_blank">Blog do Noblat</a></strong></p>
<div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_32x32_style" addthis:url='http://www.joaoboscoleal.com.br/2011/12/19/belo-monte-mentiras-sinceras-interessam/' addthis:title='Belo Monte: mentiras sinceras interessam ' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Etanol: uma visão míope</title>
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		<pubDate>Sun, 18 Dec 2011 08:04:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Arnaldo Luiz Corrêa*   A produção de etanol no Brasil está se tornando insuficiente para atender a demanda potencial de etanol no país. Esse ano mesmo, tivemos que importar o produto dos Estados Unidos para fazer frente à necessidade de consumo. Nos últimos três anos, a média anual de crescimento do consumo de combustíveis no Brasil [...]<div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_32x32_style" addthis:url='http://www.joaoboscoleal.com.br/2011/12/18/etanol-uma-visao-miope/' addthis:title='Etanol: uma visão míope ' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong>Arnaldo Luiz Corrêa* </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.joaoboscoleal.com.br/2011/12/18/etanol-uma-visao-miope/arnaldo-luiz-correa-01/" rel="attachment wp-att-81706"><img class="alignleft size-full wp-image-81706" title="Arnaldo Luiz Corrêa 01" src="http://www.joaoboscoleal.com.br/wp-content/uploads/2011/12/Arnaldo-Luiz-Corrêa-01.jpg" alt="" width="140" height="127" /></a> <em>A produção de etanol no Brasil está se tornando insuficiente para atender a demanda potencial de etanol no país. Esse ano mesmo, tivemos que importar o produto dos Estados Unidos para fazer frente à necessidade de consumo.</em></p>
<p style="text-align: justify;">Nos últimos três anos, a média anual de crescimento do consumo de combustíveis no Brasil foi de 7,39%. Nos últimos doze meses, cresceu 3,83% &#8211; quase 1,7 bilhão de litros no total. Devemos encerrar 2011 com um consumo total de combustível de 46,2 bilhões de litros.</p>
<p style="text-align: justify;">Essa disparidade entre produção e consumo, gerou a celeuma discussão de quem é a culpa. O governo coloca a culpa no setor, porque os &#8220;usineiros não cumpriram seu papel&#8221; &#8211; dizem alguns burocratas.</p>
<p style="text-align: justify;">Entretanto, com a política míope do governo, acenando com o retorno intervencionista do morto-vivo Instituto de Açúcar e do Álcool e a total falta de transparência para com o investidor, não há como haver crescimento sustentado. Justamente no momento em que o setor se moderniza e agrega novos participantes com poder de caixa para promover a expansão necessária.</p>
<p style="text-align: justify;">Pergunto: quanto o país perde no longo prazo pelo, ora descaso, ora interferência, ora a combinação sórdida desses dois ingredientes?</p>
<p style="text-align: justify;">Se assumíssemos um cenário que combinasse a mistura de etanol anidro em 18% na gasolina, o crescimento da venda de veículos em 2% ao ano e a escolha por etanol por parte dos proprietários de carros flex em 55%, o Brasil chegaria, à safra 2019/2020, com uma necessidade de moagem beirando 900 milhões de toneladas.</p>
<p style="text-align: justify;">Porém, para alcançar esse patamar, o setor precisaria alocar investimentos da ordem de US$ 45 bilhões na construção de pelo menos 40 novas usinas em apenas oito anos.</p>
<p style="text-align: justify;">Só assim, em 2020, atenderíamos a um consumo estimado de 83,4 bilhões de litros de combustível, dos quais 49,8 bilhões seriam etanol e 33,6 bilhões gasolina A &#8211; que juntos abasteceriam uma frota próxima dos 48 milhões de veículos, sendo 72% deles flex.</p>
<p style="text-align: justify;">Infelizmente, esse quadro (estimativas da Archer Consulting, usando dados da ANFAVEA, Bioagência e Sindipeças) é demasiado róseo, dada a falta de planejamento de longo prazo e miopia estratégica do governo, que fazem os investimentos desaparecer.</p>
<p style="text-align: justify;">Muitos usineiros e produtores de cana acreditam que esse lamentável estado de coisas vai nos levar ao sepultamento do etanol hidratado e o Brasil passará então a ser somente um produtor de anidro para atender a mistura do combustível à gasolina.</p>
<p style="text-align: justify;">Na somatória desse período (até 2019/2020), o Brasil iria consumir 60 bilhões de litros a mais de gasolina, substituindo 100 bilhões de litros de etanol que deixariam de ser produzidos, o equivalente a 1 bilhão de toneladas de cana.</p>
<p style="text-align: justify;">Quantos empregos diretos e indiretos são gerados por 1 bilhão de toneladas de cana? Qual o custo para o meio-ambiente da substituição de 100 bilhões de litros de combustível verde renovável por 60 bilhões de litros de gasolina? Qual o custo para a saúde? Qual o custo para o bolso do contribuinte, considerando que o Brasil importa gasolina mais cara do que vende na bomba dos postos de combustível?</p>
<p style="text-align: justify;">O governo parece acertar na receita de bolo de como matar um setor pujante como é o sucroalcooleiro. Os ingredientes abundam: descaso, miopia e falta de planejamento estratégico.</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: x-small;">*Arnaldo Luiz Corrêa é gestor de riscos, especializado em commodities agrícolas, e diretor da Archer Consulting. Escreveu o livro &#8220;Derivativos Agrícolas&#8221;, publicado pela Editora Globo.</span></p>
<p><strong>Publicado por:  <a title="Brasil Econômico" href="http://www.brasileconomico.com.br/noticias/etanol-uma-visao-miope_110608.html" target="_blank">Brasil Econômico</a></strong></p>
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