Posts com as Tags ‘Energia’

Capitalização pode tornar Petrobras a 2ª das Américas

4 de setembro de 2010

Economia & Negócios

EQUIPE AE Agencia Estado

SÃO PAULO – A Petrobras divulgou ontem as bases de seu processo de capitalização, que deve ser o maior da história global e levará a estatal a disputar com a Apple o posto de segunda maior empresa das Américas em valor de mercado. Tomando por base o valor das ações no último dia 1.º, a Petrobrás espera levantar até R$ 126,7 bilhões com a venda das novas ações, processo que vai levar a um aumento da participação da União na companhia.

A divulgação dos detalhes e prazos provocou uma corrida por ações da companhia na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), após meses de queda. As ações ordinárias (com direito a voto) subiram 4,71% e as preferenciais, 4,35%.

Segundo o prospecto enviado ontem à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a Petrobrás vai emitir 3,7 bilhões de ações, numa operação dividida em três etapas, com fechamento previsto para o fim de outubro (mais detalhes na página ao lado). O documento diz que a União e o BNDESPar já pediram a reserva de R$ 74,8 bilhões em ações. O valor é semelhante ao arrecadado pelo governo na venda de 5 bilhões de barris à companhia.

Na avaliação do mercado, o governo sairá do processo com maior participação na empresa, percepção reforçada por declarações de ontem do ministro da Fazenda, Guido Mantega. “O governo vai participar cumprindo suas prerrogativas legais, ou seja, na participação das ações que já possui na empresa ou até um pouco mais.”

O controle estatal é um dos riscos para os acionistas citados no documento. “Os interesses da União, nosso acionista controlador, podem ser divergentes ou conflitantes com os interesses dos nossos outros acionistas, inclusive para orientar os nossos negócios com o fim de atender ao interesse público.”

Se bem-sucedida, a capitalização colocará a Petrobras na disputa pelo segundo lugar entre as maiores companhias das Américas em valor de mercado – hoje, é a 12.ª. A empresa projeta um salto em seu valor de mercado para pelo menos R$ 386 bilhões, a valores de 1.º de setembro, com a venda das novas ações previstas.

Cálculo feito pela Economática a pedido do jornal O Estado de S.Paulo aponta que a empresa ficaria com um valor de US$ 221,3 bilhões, bem próximo dos US$ 228 bilhões da Apple, hoje a segunda colocada. A líder é a Exxon, com US$ 310 bilhões. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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Chesf vence leilão de linhas de energia para eólicas

4 de setembro de 2010

Economia & Negócios

WELLINGTON BAHNEMANN Agencia Estado

SÃO PAULO – A estatal Chesf, controlada do grupo Eletrobras, foi a vencedora do leilão de transmissão que a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) realizou hoje. A empresa arrematou os três lotes ofertados na licitação, que teve um deságio médio de 50,9%. “Demos a nossa contribuição para a modicidade tarifária, mas sem comprometer a sustentabilidade empresarial do grupo”, afirmou o presidente da Chesf, Dilton da Conti Oliveira, após o encerramento da disputa. A licitação contou com a participação de nove proponentes, sendo oito empresas e um consórcio.

O presidente da Comissão Especial de Licitação, Hélvio Guerra, destacou que o leilão de hoje cumpre um objetivo importante no setor, que foi o de viabilizar a infraestrutura necessária para conectar as usinas eólicas à rede elétrica. “As quatro subestações irão conectar ao sistema 33 usinas eólicas que negociaram energia nos leilões de 2009 e de 2010″, explicou Guerra. A Receita Anual Permitida (RAP) total do leilão foi de R$ 19,235 milhões, queda de 50,9% em relação à RAP máxima total de R$ 39,175 milhões.

Os três lotes compreendem cinco linhas de transmissão, com extensão de 501 quilômetros, e quatro subestações, localizadas nos Estados do Rio Grande do Norte, Bahia e a Ceará. Segundo o diretor de Engenharia e de Construção da Chesf, Jose Ailton de Lima, a estratégia montada para vencer o leilão foi considerar a sinergia entre os empreendimentos. “Os ativos do Rio Grande do Norte e do Ceará são próximos, o que gera sinergias”, afirmou. Vale lembrar que a Chesf detém grande parte da malha de transmissão do Nordeste, o que amplia a escala da companhia e reduz os custos.

O lote mais disputado pelas empresas foi o B, composto por uma subestação e por uma linha de transmissão de 115 quilômetros de extensão na Bahia. A Chesf ganhou a concessão após a disputa ir para o pregão viva-voz com a Afluente Transmissão de Energia Elétrica, controlada da Neoenergia. A proposta vencedora da estatal foi uma RAP de R$ 4,19 milhões, deságio de 59,21% em relação à receita máxima de R$ 10,272 milhões. Esse foi um dos maiores deságios já registrados em leilões de transmissão organizados pela Aneel.

Para a disputa do leilão, Ailton de Lima explicou que a Chesf assinou pré-contratos com os fornecedores de equipamentos. A companhia também prevê que o valor do investimento fique acima do projetado pela Aneel para os ativos, que é de R$ 300 milhões. “Nunca conseguimos ficar abaixo do orçamento previsto pela Aneel”, comentou o executivo, sem entrar em detalhes. Pelas regras do leilão, as linhas de transmissão e as subestações entrarão em operação em 2012.

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Petrobrás planeja maior oferta de ações da história

4 de setembro de 2010

Economia & Negócios

Incluindo as quantidades máximas do lote adicional e do suplementar, operação pode alcançar R$ 126,7 bi

Luana Pavani, da Agência Estado

SÃO PAULO – A Petrobrás informa no prospecto preliminar da oferta global de ações que o total da distribuição pode alcançar R$ 126,7 bilhões considerando o exercício das quantidades máximas do lote adicional e do suplementar, excluindo ainda a dedução das comissões e despesas, tendo como base as cotações em 1º de setembro. Naquela data, o preço por ação ordinária na BMF&Bovespa era de R$ 31,25 e preferencial de R$ 27,03, além do preço por ADS US$ 35,07 representativo de ON e de US$ 31,12/PN na Bolsa de Nova York, a Nyse.

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  • Se confirmada, será a maior oferta de ações da história, deixando em segundo lugar a operação da Nippon Telegraph and Telephone, que levantou US$ 36,8 bilhões. Outra grande oferta de ações recente foi a inicial realizada pelo Agricultural Bank of China, que arrecadou US$ 22,1 bilhões.

    Também no prospecto, a estatal de petróleo informa outros cálculos: sem os lotes extras, a oferta seria de R$ 110,3 bilhões aproximadamente, sempre com base na cotação de 1º de setembro. Com apenas o exercício integral do lote adicional, chegaria a R$ 121,263 bilhões; e somente com o exercício do suplementar, a R$ 115,792 bilhões.

    No documento, entretanto, a Petrobrás não distingue quanto os lotes adicional e suplementar contém de ações ordinárias ou preferenciais. A estatal deixou em aberto a classe dos papéis, dizendo que a oferta poderá ser acrescida de até 10% da quantidade original em lote adicional e de até 5% no suplementar de ações ordinárias “e/ou” preferenciais. No caso do suplementar, estão incluídos os recibos no exterior, na forma de ADS (American Depositary Shares), sendo que cada ADS representa 2 ON ou PN, conforme o caso.

    A quantidade inicial da oferta global de ações é de 2.174.073.900 novas ON e 1.585.867.998 novas PN, o que de acordo com a cotação de fechamento de ontem, R$ 31,24 e R$ 27,60, respectivamente, soma R$ 111,67 bilhões. Cálculos podem ser feitos com diferentes datas de pregão daqui até a data de fixação do preço da ação na oferta. Essa definição ocorrerá após conclusão do procedimento de coleta de intenção de investimentos, chamado bookbuilding, que fecha no dia 23 de setembro.

    Ao preço do fechamento de ontem, e seguindo um eventual exercício integral dos lotes extras na mesma proporção de ações colocadas na oferta, que tem 1,37 vez mais ordinárias que preferenciais, a oferta alcançaria um valor bruto de R$ 128 bilhões.

    O lote suplementar pode ser exercido pelos bancos coordenadores caso o preço dos papéis no mercado supere a cotação da oferta.

    Também nessa hipótese, o coordenador da oferta poderá exercer atividades de estabilização de preços, comprando e vendendo ações no mercado. O Morgan Stanley poderá fazer a estabilização do preço das ações, no prazo de até 30 dias a partir da data do anúncio de início da oferta, prevista para 24 de setembro. O mecanismo também está previsto para o preço das ações ordinárias e preferenciais sob a forma de ADS, na oferta internacional.

    Os eventuais lucros decorrentes da atividade de estabilização serão compartilhados entre os coordenadores e a Petrobrás, na proporção de 60% /40%, respectivamente. Já eventuais perdas serão absorvidas exclusivamente pelos coordenadores.

    (Com informações da Reuters)

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    TCU aponta irregularidades em obra de Tucuruí

    3 de setembro de 2010

    Economia & Negócios

    AE Agencia Estado

    BRASÍLIA – O nome de Adhemar Palocci, diretor de Planejamento e Engenharia da Eletronorte e irmão do ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci, um dos coordenadores da campanha da candidata do governo Dilma Rousseff, aparece ao lado de várias empreiteiras como “responsáveis” por irregularidades de R$ 38,5 milhões em auditoria aprovada pelo Tribunal de Contas da União (TCU). A auditoria avaliou as obras das eclusas de Tucuruí, no Pará. Orçada em mais de R$ 1 bilhão, o projeto faz parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). A obra vai restabelecer a navegabilidade do Rio Tocantins, interrompida pela construção de uma das maiores hidrelétricas do País.

    Por ora, o tribunal pede mais esclarecimentos aos responsáveis e manda ajustar os pagamentos, descontando valores pagos referentes a serviços não prestados. A obra não será paralisada, mas não será concluída no prazo previsto, avalia o tribunal, no voto do ministro José Jorge, aprovado anteontem pelo plenário do TCU. Procurado, Adhemar Palocci não se manifestou. A Eletronorte informou, por meio da assessoria, que a estatal só se manifestaria depois de notificada oficialmente pelo tribunal. A Eletronorte é responsável pela administração dos contratos da obra.

    Entre as irregularidades apontadas no relatório do TCU, a mais cara é a celebração de mais um aditivo ao contrato, que aumenta o valor da obra em R$ 33,9 milhões, ou o equivalente a 8% do valor previsto anteriormente. Esse foi o 14.º aditivo ao contrato original. As obras da eclusa começaram no início dos anos 80, foram paralisadas várias vezes e retomadas em 2007. “As mudanças agora ocorridas não apresentaram justificativas plausíveis”, afirma o relatório da auditoria. O cálculo inicial de gasto com a demolição de ensacadoras, paredões construídos às margens do rio, por exemplo, quase triplicou. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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    Petrobrás vai pagar R$ 74 bilhões por áreas do pré-sal que já foram suas

    3 de setembro de 2010

    Economia& Negócios

    Campos incluídos na cessão onerosa do processo de capitalização já estiveram, total ou parcialmente, sob concessão da estatal

    Nicola Pamplona e Kelly Lima, de O Estado de S. Paulo

    RIO – A Petrobrás aproveitou as negociações para a cessão onerosa para reaver áreas do pré-sal que já teve sob sua concessão, mas acabou devolvendo ao governo por razões diversas. Segundo levantamento feito a pedido do Estado pela consultoria especializada Stratageo, todos os sete campos incluídos na cessão onerosa já estiveram, total ou parcialmente, sob concessão da estatal, que agora pagará R$ 74 bilhões para ter as áreas de volta.

    O caso mais emblemático é Franco, principal reservatório da cessão onerosa, com reservas estimadas em 3,1 bilhões de barris. Boa parte de sua área está sobre dois antigos blocos exploratórios herdados pela Petrobrás ao fim do monopólio, BS-4 e BS-500, onde a estatal realizou descobertas no pós-sal mas devolveu à Agência Nacional do Petróleo (ANP) a região com potencial no pré-sal.

    No BS-4, que teve contrato de parceria assinado com a Shell, há as descobertas de Atlanta e Oliva, ainda sem definição sobre futura produção. No BS-500, a Petrobrás fez importantes descobertas de gás, como Tambaú e Uruguá, prestes a entrar em operação. O poço Franco, perfurado pela ANP, está na área que pertencia ao BS-4.

    Segundo um experiente geólogo, que já integrou o corpo técnico da ANP, a devolução foi fruto de dificuldades tecnológicas, na época, de identificar reservatórios petrolíferos abaixo da camada de sal. “Apenas a partir de 2000 os estudos sísmicos começaram a traduzir em imagens o que existia no pré-sal”, explicou.

    Ele ressalta, porém, que já havia entre os geólogos brasileiros expectativas da existência de óleo abaixo da camada de sal, após pesquisas sobre o DNA de alguns tipos de petróleo descoberto no pós-sal. “Mas não havia recursos técnicos para identificar locais exatos para a perfuração de poços”, completou. Parte da área de Florim, também incluída na cessão onerosa, também fazia parte do BS-500.

    Em outros casos, como as áreas denominadas pelo governo como Iara Entorno, Tupi Sul, Tupi Nordeste e Guará Leste, a estatal já tinha conhecimento do pré-sal, mas teve de devolver parte das concessões por causa do fim dos prazos exploratórios. As três primeiras eram partes do bloco BM-S-11, onde estão os polos de Tupi e Iara. A última, do bloco BM-S-9, onde está a descoberta de Guará.

    Os contratos desses blocos previam a execução de três períodos exploratórios, com a devolução de partes da concessão remanescente no fim de cada período. Em 2004, a Petrobrás e seus parceiros devolveram 50% da área dos blocos, por força contratual. Em 2007, deveriam ter devolvido mais 25%, mas um acordo com a ANP permitiu a manutenção dessa área, onde estão alguns dos grandes reservatórios do pré-sal.

    Em teleconferência com analistas realizada quinta-feira, o presidente da estatal, José Sérgio Gabrielli comentou que a incorporação dos 5 bilhões de barris representa o crescimento de 35% nas reservas da empresa, em um momento de dificuldades de acesso a grandes reservas mundiais. Segundo ele, com a produção desse petróleo, a estatal “acelera seus planos de se tornar a maior produtora de petróleo entre as supermajors (termo que define as grandes petroleiras privadas globais).” A primeira produção nas áreas da cessão onerosa está prevista para 2015, no projeto Franco.

    Publicada por:  Economia& Negócios

    Seca não prejudicará oferta de energia, diz ministro

    31 de agosto de 2010

    Economia & Negócios

    LEONARDO GOY Agencia Estado

    BRASÍLIA – O ministro de Minas e Energia, Márcio Zimmermann, afirmou hoje que a seca que atinge boa parte do País não prejudicará o abastecimento de energia elétrica e disse que até existe a expectativa de que, na próxima semana, a geração de energia elétrica em usinas térmicas, que usam combustíveis fósseis como gás e carvão, seja reduzida dos atuais 4 mil MW médios para cerca de 2,5 mil MW médios.

    Segundo o ministro, isso deve ocorrer, apesar da seca, porque os principais reservatórios do País, que são da Região Sudeste, estão operando a uma taxa equivalente a 92% da média histórica dos últimos 80 anos para o período. As térmicas são acionadas para evitar que as represas fiquem com um nível muito baixo. Assim, o governo manobra o uso de hidrelétricas e termelétricas de modo a manter o nível nos reservatórios até que venham as chuvas, o que deve ocorrer no último trimestre do ano.

    A situação dos reservatórios foi um dos temas da reunião do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE), encerrada no final da tarde no Ministério de Minas e Energia.

    Publicada por:    Economia & Negócios

     

    Leilão para construção de linhas de transmissão será na próxima sexta-feira

    30 de agosto de 2010

    Agência Brasil

    Sabrina Craide – Repórter da Agência Brasil

    Brasília – A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) promove na próxima sexta-feira (3) o leilão para construção de cinco novas linhas de transmissão nos estados do Rio Grande do Norte, da Bahia e do Ceará. O certame acontecerá às 10h, na sede da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa).

    A entrada em operação das linhas de transmissão, com extensão de mais de 500 quilômetros, e de mais quatro subestações, está prevista para 2012. De acordo com a Aneel, a expectativa de investimentos é de R$ 300 milhões, com geração de 2.150 empregos diretos.

    Poderão participar do leilão pessoas jurídicas de direito privado nacionais ou estrangeiras, isoladamente ou reunidas em consórcio, e fundos de investimento em participações, também de forma isolada ou consorciada com outros fundos ou pessoas jurídicas. As inscrições poderão ser feitas entre os dias 31 de agosto e 1º de setembro, no site da Aneel (www.aneel.gov.br).

    Publicada por:   Agência Brasil

     

    Usinas eólicas devem quintuplicar a capacidade instalada até 2013

    29 de agosto de 2010

    Agência Brasil

    Bruno Bocchini – Repórter da Agência Brasil

    São Paulo – As usinas eólicas deverão quintuplicar sua capacidade instalada para geração de energia elétrica até 2013. A previsão é do presidente da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica), Ricardo de Maya Simões. O setor venceu a maioria dos lances dos dois leilões (de energia de reserva e de fontes renováveis) feitos pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) esta semana, na capital paulista.

    O setor, que hoje tem 744 megawatts (MW) de capacidade instalada, e ainda 1.806 MW em processo de instalação, terá mais 2.047 MW até 2013, resultado dos contratos fechados nos leilões, totalizando 4597 MW.

    “Hoje está próximo a mil megawatts [de capacidade instalada]. Ano que vem, será 1.300 MW, 2012 teremos 3,1 mil MW, e em 2013 mais cinco 5 mil MW de capacidade instalada”, disse Simões.

    Nos dois dias de pregão, iniciado quarta-feira (25), a energia produzida pelas usinas de bagaço de cana (biomassa) foram comercializadas, em média a R$ 144,20 o megawatt-hora (MWh), a energia eólica – a mais barata – a R$ 130,86, e a das pequenas centrais hidrelétricas (PHC) a R$ 141,93 o MWh.

    De toda a energia negociada, as usinas eólicas ficaram com 70% (25% com as de biomassa e 5% com as PCH). Para Simões, o avanço do setor pode ser explicado pelo desempenho da economia brasileira diante de um cenário desaquecido da econômica mundial no pós crise.

    “Você tem claramente a economia mundial desaquecida, e o Brasil crescendo a taxas bem interessantes, que faz com que os grandes fabricantes mundiais de máquinas estejam olhando o país como oportunidade da expansão das suas operações. Também vemos que empresariado está entendendo que a descarbonização da economia gera oportunidade de negócios”, afirmou.

    Publicada por:  Agência Brasil

    Brasil deve avançar na área de energia hidrelétrica e fontes alternativas, analisa Serra

    28 de agosto de 2010

    Agência Brasil

    Alana Gandra – Repórter da Agência Brasil

    Rio de Janeiro – O Brasil está sofrendo um retrocesso na área de energia “porque 60% da nova energia entre 2012 e 2016 vão ser de energia poluente, de energia fóssil”, disse hoje (27) o candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra, após palestra a militares da reserva no Clube da Aeronáutica, na capital fluminense.

    Para o candidato, um modelo baseado nesse tipo de energia fóssil aumenta a dependência em relação à energia que produz gás carbônico. “Esse é um modelo que nós temos que rejeitar”. Serra indicou a necessidade de que seja acelerada a aprovação de projetos hidrelétricos. “Tem 100 [projetos] em carteira, inclusive de pequenas hidrelétricas (PCHs), que não andaram”, disse.

    Ele ressaltou que no caso das usinas hidrelétricas, é necessário cuidar da questão ambiental. “É o oposto do que se fez com Belo Monte. Uma coisa atropelada. E acaba se fazendo uma usina com dinheiro do governo, sem o risco empresarial, com subsídios fortíssimos. Muito discutível do ponto de vista ambiental e muito obscuro do ponto de vista econômico”. Serra afiançou que essa não é a melhor estratégia para aproveitar a hidroeletricidade do país.

    O candidato do PSDB recomendou que se deve procurar fortalecer a bioenergia derivada da cana de açúcar, com aproveitamento de todo o potencial que não está sendo utilizado hoje, além de se investir na energia eólica [ventos] e solar, cujo potencial é grande no Brasil. Segundo Serra, houve poucos avanços em relação a esses dois tipos de energia alternativa no país nos últimos tempos. “Com 10% do que vai [investido] em um projeto malfeito de Belo Monte, você turbinaria a energia solar e dos ventos 100 vezes mais do que é hoje”, afirmou.

    O candidato também falou sobre o processo de capitalização da Petrobras, manifestando uma posição favorável à medida, mas ressaltou que ele precisa ser feito com critério. “Não pode ser um tiro no pé”. Quanto à exploração de petróleo na camada do pré-sal, destacou que o aproveitamento deve ser efetuado de forma racional. “Na América Latina, ter muito petróleo não significou desenvolvimento para três países: o Equador, a Venezuela e o México”.

    Ele observou que a Venezuela, inclusive, tem muito petróleo e uma economia precária. “Significa que o petróleo é ruim? Não. Petróleo é muito bom quando tem políticas inteligentes para explorá-lo e para obter os dividendos econômicos e sociais que o petróleo pode trazer. Mas, para isso, precisa de uma política bem feita. Eu vou fazer uma política bem feita, você pode estar certa, de exploração racional dos recursos existentes e de maneira segura para o meio ambiente”, disse.

    Outro ponto destacado pelo candidato do PSDB, foi sobre a segurança no processo de extração de petróleo no mar. Serra alertou que se não forem tomadas medidas mais apropriadas para prevenir acidentes, poderão ocorrer calamidades naturais, como a registrada este ano no Golfo do México pelo vazamento de óleo devido ao afundamento de uma plataforma de petróleo operada pela British Petroleum (BP).

    José Serra defendeu ainda a criação de um fundo mundial de preservação do meio ambiente e a contribuição do Brasil a esse fundo, porque, a seu ver, o país teria um retorno ainda maior. Dono de um significativo patrimônio florestal, o Brasil poderia, a partir desse fundo, transformar esse patrimônio em riqueza, por meio de ganhos em termos de preço de mercado e valorização, “porque isso é que vai permitir a sua preservação”, afirmou.

    Publicada por:  Agência Brasil

    Leilão da Aneel consagra energia eólica como viável

    28 de agosto de 2010

    Estadão

    CAROLINA MARCONDES REUTERS

    SÃO PAULO – Os leilões de energia de reserva e A-3 realizados nesta semana mostraram que a energia eólica é uma alternativa viável aos combustíveis fósseis e que os preços podem ser ainda mais baixos em eventos futuros.

    Dos 89 empreendimentos que venderam energia, 70 eram usinas eólicas. Os demais eram de biomassa e Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs). Dado o grande número de usinas eólicas habilitados para o certame, tais números já eram esperados.

    O que realmente surpreendeu os organizadores do leilão –a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE)– foi o preço da energia eólica: o valor médio foi de 130,86 reais por megawatt-hora (MWh), abaixo dos verificados para biomassa –de 144,20 reais– e PCHs –de 141,93 reais.

    Tanto no leilão de reserva quanto no A-3 (cuja entrega de energia será iniciada em 2013), o preço-teto inicial para energia eólica era superior ao de biomassa e PCHs.

    Na noite de quinta-feira, o presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim, afirmou que não esperava um valor tão baixo para o preço da energia eólica sem a existência de subsídios federais.

    Já o diretor-geral da Aneel, Nelson Hubner, afirmou que os preços máximos a serem estipulados pelo governo para energia eólica em leilões futuros poderão ser reavaliados.

    “O resultado do leilão mostra o quanto os planejadores do governo estavam errados em não apoiar a eólica por tanto tempo”, afirmou à Reuters nesta sexta-feira o professor da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Heitor Costa.

    De acordo com o especialista, a tendência para os preços da energia eólica é que continuem em queda nos próximos leilões. “O parque industrial vai sendo montado e as condições de financiamento melhoram”, afirmou.

    Em leilão de dezembro de 2009, o primeiro dedicado exclusivamente à fonte eólica, o preço médio ficou em 148,30 reais o MWh, apesar de um deságio de 21,5 por cento.

    O professor da UFPE comentou ainda que tanto as energias a partir do vento quanto biomassa devem contribuir de forma significativa para a substituição das energias fósseis pelas renováveis. “Isso também pode reduzir a necessidade de grandes projetos de energia hídrica, como os da Amazônia, cujos custos são muito altos.”

    O diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE), Adriano Pires, disse que o resultado do leilão deve ser comemorado e lembra que a tendência mundial para os preços da energia eólica é mesmo de queda. Mas faz ressalvas.

    “O Brasil precisa cada vez de energia e não se pode abrir mão de nenhuma. Existe a tendência de queda no preço, mas achar que a energia eólica vai substituir as fósseis é um pouco de exagero”, opinou.

    Publicada por:   Estadão