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Supremo decide que titular de cartório não concursado deve sair do cargo

17 de dezembro de 2010

Folha.com

FELIPE SELIGMAN – DE BRASÍLIA

O STF (Supremo Tribunal Federal) confirmou nesta quinta-feira, por 6 votos a 3, decisão do CNJ que determinou a saída dos titulares de cartórios que ocupam o cargo sem terem passado em concurso público.

De acordo com levantamento do Conselho Nacional de Justiça, mais de um terço dos tabeliães estariam nessa condição.

Os ministros entenderam que a Constituição de 1988 criou a necessidade de concurso público para se tornar tabelião. O tribunal analisou um caso específico de um titular de cartório de Cruzeiro do Sul (PR) que foi empossado em 1994 por um decreto editado pelo TJ (Tribunal de Justiça) do Paraná.

A decisão, apesar de valer apenas para o caso em questão, representa o entendimento genérico do Supremo sobre o tema. Ou seja, os demais tabeliães que se sentirem prejudicados poderão até entrar com ação no STF, mas já sabem o destino final do pleito.

No Brasil, o titular tem o direito de ficar com o lucro do cartório. Segundo o CNJ, existem casos de notários que recebem mais de R$ 5 milhões por mês.

Antes da Constituição de 1988, os cartórios eram instituições familiares, passadas de pai para filho. Após sua promulgação e a partir de 1994 –quando foi sancionada lei que regulamentava o tema–, a função passou a ser obrigatoriamente exercida por pessoas concursadas.

De acordo o CNJ, dos 14.964 cartórios existentes no Brasil, mais de 5.561 (ou 37,2% do total) estão nas mãos dos chamados “biônicos” –que não passaram por concurso para assumir o posto.

Em julho deste ano, o conselho havia determinado a realização de concurso público pelos Tribunais de Justiça de todo o país para suprir as vagas em no máximo seis meses.

Na época, ficou estabelecido que os atuais titulares poderão continuar nos cargos, mas seus rendimentos não podem ultrapassar 90% do teto do serviço público (R$ 26,7 mil –o equivalente ao salário de ministro do STF).

Acontece que muitos titulares de cartórios entraram com ações no Supremo e até chegaram a conseguir liminares de alguns ministros do tribunal, garantindo a permanência nos cargos. A partir de agora, porém, o entendimento do Supremo está firmado.

“É pacifico o entendimento de que não há direito adquirido do substituto quando a vaga tiver ocorrido depois de promulgada a Constituição de 1988. A Constituição não pode ser refém de uma lei posterior que apenas regulamentou a matéria”, afirmou Ellen Gracie, que foi relatora do caso.

Ela foi seguida pelos ministros José Antonio Dias Toffoli, Cármen Lúcia, Ricardo Lewandowski, Carlos Ayres Britto e Joaquim Barbosa. Já Marco Aurélio Mello, Celso de Mello e Cezar Peluso defenderam que muitos dos tabeliães que ocupam o cargo sem concurso foram empossados de forma legal, quando o tema ainda não estava regulamentado e, por isso, não poderiam perder a função.

“O Estado pode, administrativamente, após mais de 5 anos, de 15 anos, desfazer qualquer ato? Não reconheço essa supremacia”, avaliou Marco Aurélio.

Publicada por:  Folha.com

Linha do BNDES para compra de ônibus e caminhões por empresas ganha reforço de R$ 3 bilhões

17 de dezembro de 2010

Agência Brasil

Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil

Brasília – A linha de crédito do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para a compra de ônibus e caminhões por empresas ganhou reforço de R$ 3 bilhões. O Conselho Monetário Nacional (CMN) ampliou o orçamento da linha de R$ 31,5 bilhões para R$ 34,5 bilhões.

Os recursos vieram de remanejamentos dos orçamentos das linhas do Programa de Sustentação do Investimento (PSI), programa do BNDES que oferece R$ 134 bilhões para financiar compras de máquinas, equipamentos e bens usados na produção para estimular o investimento.

Dos R$ 3 bilhões destinados à linha de crédito para ônibus e caminhões, R$ 2 bilhões saíram da linha que financia a compra de bens de capital, cujo orçamento caiu de R$ 67 bilhões para R$ 65 bilhões. A quantia restante, R$ 1 bilhão, veio da linha Pró-Caminhoneiro, que teve o volume de recursos disponíveis reduzido de R$ 10,1 bilhões para R$ 9,1 bilhões.

De acordo com Mário Gouvea, assessor econômico do Tesouro Nacional, o remanejamento ajudará no ajuste da oferta de recursos à demanda de cada linha que compõe o PSI. “Foi constatado que poderia ser feita melhoria no programa fazendo a realocação de recursos”, afirmou.

O prazo para a contratação de crédito pelo PSI acaba em 31 de março. Segundo Gouvea, R$ 106 bilhões dos R$ 134 bilhões foram emprestados. Dependendo da linha de crédito, os empréstimos têm prazo de até 30 anos.

O remanejamento reduziu em R$ 400 milhões o custo do Tesouro Nacional para bancar os juros mais baratos nas linhas do BNDES. Isso ocorreu porque a linha que ganhou os R$ 3 bilhões tem juros de 8% ao ano. A linha para os caminhoneiros tem juros de 4,5% ao ano. Para bens de capital, os juros são de 5,5% ao ano. Como os recursos foram repassados para uma linha com juros maiores, o gasto do Tesouro para equalizar (pagar os subsídios) dos juros ficou menor.

Publicada por:  Agência Brasil

 

TJLP é mantida em 6% ao ano, no menor nível da história

17 de dezembro de 2010

Agência Brasil 

Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil 

Brasília – A taxa de juros de longo prazo (TJLP) foi mantida em 6% ao ano, o menor nível da história. O índice foi definido hoje (16) pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). 

A TJLP é usada nos financiamentos concedidos pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A cada três meses, o CMN fixa o nível da taxa para o trimestre seguinte. O conselho é composto pelos ministros da Fazenda, Guido Mantega; do Planejamento, Paulo Bernardo, e pelo presidente do Banco Central, Henrique Meirelles. 

A TJLP está no mesmo patamar desde junho do ano passado, quando foi diminuída como medida de estímulo à economia, durante a crise financeira internacional. Anteriormente, a taxa havia ficado em 6,25% ao ano por oito trimestres. 

Criada em 1994, a TJLP é definida como o custo básico dos financiamentos concedidos ao setor produtivo pelo BNDES. A taxa é definida com base na meta de inflação calculada proporcionalmente aos 12 meses seguintes ao primeiro mês de sua vigência e um prêmio de risco, que segue o risco país.

Publicaada por:  Agência Brasil 

 

Inventário sobre florestas é mais um avanço na política de meio ambiente, diz ministra

17 de dezembro de 2010

Agência Brasil

Brasília – O Serviço Florestal Brasileiro lançou hoje (16) o Inventário Florestal Nacional, que vai levantar dados das florestas do país para construir um retrato geral dessas áreas. Até o ano que vem, equipes de pesquisadores, estudantes e engenheiros florestais vão percorrer 20 mil pontos amostrais. Os principais aspectos a serem analisados são: o diâmetro e a altura das árvores, o número de árvores com diâmetro acima de 10 centímetros, a condição fitossanitária (saúde) das árvores, o tipo de solo, a quantidade de matéria orgânica morta, os vestígios de exploração florestal e o tipo de relevo.

Segundo a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, o mapeamento vai dar subsídios para a elaboração de políticas públicas do clima, de biodiversidade e de uso sustentável das florestas. “Isso vai permitir que a gente conheça não só a nossa biomassa aérea e subterrânea, mas que conheça os estoques de carbono, o status de conservação da biodiversidade na parte de flora. Então, é mais um avanço na política nacional de meio ambiente. O inventário é instrumento absolutamente estratégico para um país como o Brasil”, afirmou a ministra.

O inventário, que será feito a cada cinco anos, também vai coletar informações sobre as famílias que vivem a até 2 quilômetros do ponto de amostragem. O questionário vai avaliar, entre outras coisas, o uso ou não de produtos madeireiros (óleos, cascas e cipós, por exemplo), percepção pessoal sobre as florestas e o conhecimento sobre legislação florestal.

Para o diretor-geral do Serviço Florestal Brasileiro, Antônio Carlos Hummel, conhecer o estado das florestas brasileiras é essencial para analisar o impacto das mudanças no clima. “O mundo inteiro quer saber o que está acontecendo nas florestas em função das mudanças climáticas. As florestas são uma das respostas ao processo de mudança climática. Sabendo a qualidade e a quantidade das florestas, podemos saber a biomassa, o carbono estocado, e tudo isso é fundamental para termos boas políticas públicas no país”, explicou Hummel.

Publicada por:  Agência Brasil

PF prende presidente, vice e desembargador do TJ de Tocantins

17 de dezembro de 2010

Último Segundo

Junto com seis advogados, os magistrados são suspeitos de envolvimento em venda de decisões judiciais e fraude de precatórios

A Polícia Federal (PF) prendeu na manhã desta quinta-feira (16) três desembargadores do Tribunal de Justiça do Tocantins (TJ-TO): a presidente Willamara Leila, o vice-presidente Carlos Souza e Liberato Póvoa. Os três estão sendo ouvidos na Superintendência da corporação, em Palmas.

Liberato Póvoa é o mesmo desembargador que no final de setembro decidiu censurar o jornal O Estado de S. Paulo e outros 83 órgãos de comunicação do Tocantins para evitar que publicassem notícia sobre suposto envolvimento do governador Carlos Gaguim (PMDB) com uma quadrilha especializada em fraudar convênios com Estados e municípios. A censura caiu três dias depois, por decisão do Tribunal Regional Eleitoral (TRE).

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Junto com seis advogados, os desembargadores são suspeitos de envolvimento em venda de decisões judiciais e participação em uma máfia que frauda precatórios, conforme os mandados de prisão, busca e apreensão cumpridos pela Operação Maet, da Polícia Federal (PF).

De acordo com informação da corporação, foi encontrada grande quantidade de dinheiro na casa de um dos advogados suspeitos. Ao todo, a PF usou 120 policiais na operação. As investigações sobre o envolvimento dos acusados na venda de sentenças judiciais começaram há seis meses e foram autorizadas pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Publicada por:  Último Segundo