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MNP assumiu o papel de ‘braço político’ dos produtores rurais do país

9 de novembro de 2009

Informe Agropecuário 

João Bosco Leal presidiu o MNP (Movimento Nacional dos Produtores) nos últimos sete anos. Em entrevista ao Informe Agropecuário ele disse que uma das grandes realizações no Movimento foi ter assumido o papel de braço político dos produtores do Brasil. Ele critica o modelo de reforma agrária vigente no País, e avalia que os novos índices de produtividade que serão exigidos dos fazendeiros é só uma estratégia para se desapropriar mais terras, resultado da pressão do MST. Leal vai além, quer que os mesmos índices de produtividade da terra exigidos dos produtores também seja cobrado dos assentados. Como desafios para o futuro, ele prevê que as questões ambientais vão estar na pauta de debates na sociedade pelos próximos anos, e propõe um novo modelo de preservação ambiental baseado na produtividade das florestas. Confira a seguir:

 INFORME AGROPECUÁRIO – Durante os 11 anos de existência do MNP, quais você considera as maiores conquistas do Movimento?

JOÃO BOSCO LEAL – Acho que foram muito válidas as ações nos campos político e jurídico. Por exemplo: recentemente conseguimos mudar o texto de um projeto de lei que estava para ser votado no Senado, o qual tratava sobre o não-pagamento da cobertura florística de propriedades desapropriadas. Mas eles não tinham atentado que sobre tal cobertura entende-se que seria tudo: soja, café, laranja, qualquer plantação. A intenção era não pagar pela mata. Mas algum espertinho colocou cobertura florística. E os senadores iriam votar isso.

Outra conquista, entre as muitas, foi a criação de uma lei de que área invadida  não será sequer vistoriada para fins de desapropriação nos próximos dois anos. Essa foi uma ideia nossa. Outra coisa foi o Ato Declaratório Ambiental, o ADA, no qual o produtor teria de informar ao governo qual o tamanho da área de vegetação nativa dentro da propriedade. Agora, isso teria um custo enorme. Então entramos com um mandado de segurança impedindo a obrigatoriedade do produtor em fazer isso. Se o governo quer, ele que faça, com os custos a cargo dele.

 P – Parecia que antes da criação do MNP, a classe dos produtores estava desmobilizada, cada um fazendo da forma como queria, e que depois passou a agir mais como um grupo. O senhor vê desta mesma forma?

R – Conseguimos muitos abaixo-assinados. Quando o MST [Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra] lançou o Abril Vermelho, nos lançamos o Maio Verde. Mostramos para o País que temos de ter posições construtivas e não destrutivas. E para isso nós contamos com o apoio de pessoas geniais que passaram pelo MNP, com o Hélio Coelho e muitos outros.

 P – Mato Grosso do Sul é hoje o Estado com mais demandas relativas a terras no País. Temos a questão dos estudos antropológicos, que estão parados, mas que podem voltar a qualquer momento. Como achar uma solução para a questão indígena em MS?

R – O Supremo Tribunal Federal já deu uma decisão na qual já estabeleceu um limite sobre o que é e o que não é terra indígena. A área que era ocupada tradicionalmente antes da promulgação da Constituição Federal de 1988 é considerada indígena. Isso já foi uma conquista fantástica para as classes indígena e não-indígena, porque foi estabelecido um tempo fixo.

Agora, dessa maneira como foi colocada, eu acredito que vá pacificar muito. Eu, particularmente, não conheço terra indígena tradicionalmente ocupada antes de 1988, exceto algumas aldeias mais antigas de Dourados. Mas não em Miranda, Dois Irmãos do Buriti, Aquidauana.

 P – Qual é a visão do MNP com relação ao programa de reforma agrária existente hoje no Brasil?

R – Eu respondo esta pergunta não para você o repórter, mas para você o cidadão. É inacreditável o que estão fazendo com o dinheiro público. Um exemplo é a fazenda Itamarati, em Ponta Porã, que já foi a maior produtora de soja do mundo, mas que hoje foi reduzida a alguns casebres, muita mesa de bilhar, bares e prostituição. E isso ocorre no Brasil inteiro. O próprio Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) está reconhecendo, que nos três primeiros anos, o índice de venda de lotes é de 38%. É uma piada. Outra pergunta é: o que estes assentamentos produzem para o País em termos de geração de emprego, divisas, pagamento de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) e outros impostos?

As finanças de municípios com um grande número de assentamentos é prejudicada, isso porque o produtor rural que lá estava, mesmo que não fosse tão produtivo, pagava o imposto, gerava emprego. E, de repente, você inverte toda essa situação, quanto se tira um produtor e se coloca lá cem famílias, que não vão gerar excedente, portanto não vão pagar impostos e não vão gerar emprego. Isso não é reforma agrária.

P – Na opinião do senhor, o que vai mudar com os novos índices de produtividade que estão para ser anunciados pelo governo federal?

R – O que muda é ideológico, porque na realidade o que se percebe é que não existe nenhum interesse na reforma agrária, mas sim na mudança do regime político do País.

P – Por parte de quem não existe preocupação com a reforma agrária?

R – Do MST, e outros movimentos que têm lideranças que usam a população como massa de manobra com o objetivo final de mudar o regime político no País. Por quê? Ora, o próprio Ministério do Desenvolvimento Agrário reconhece que nós, no Brasil, não temos mais terras improdutivas. Tanto é que o governo federal passou a comprar terras para fazer assentamentos. Como não dá mais para desapropriar tem de se alterar os índices de produtividade da terra, porque o interesse é desapropriar. Como diz o [João Pedro] Stédile, “nós não podemos comprar terra de ninguém, nós temos é de desapropriar porque o produtor precisa ser penalizado”. Penalizar o cara que toca a atividade que mais gera emprego do País, que é o agronegócio. Penalizar o cara que tem 42% das exportações brasileiras. É este que tem de ser penalizado? Gente, acorda!

P – O ministro Guilherme Cassel (MDA) disse que os novos índices de produtividade pouco vão alterar a realidade, isso porque a maioria das fazendas já produz acima do que será exigido. O senhor acredita que a realidade é essa?

R – Pessoas como esse ministro não deveriam ter o direito de estar em um cargo desse falando tanta besteira. Ele pegou logo o exemplo de Sorriso (Mato Grosso) que é o maior produtor de soja do País, ninguém consegue aqueles índices. A realidade do País não é a de Sorriso. Um exemplo, Nova Alvorada, eles querem exigir um índice de produtividade igual ao de Rio Brilhante, é uma imbecilidade. Antigamente, eram a mesma Comarca, mas a terra é muito diferente. Outro exemplo é Casa Verde, lá se exigiu um índice de produtividade igual ao de Nova Andradina na margem do rio Paraná onde tem terra roxa. Dentro do mesmo município temos diferenças brutais de padrão de terra e, consequentemente, de produtividade.

P – Se o governo está exigindo do grande fazendeiro uma produção mínima, o senhor não acha que também seria necessário se estabelecer índices para os assentamentos?

R – Mas é claro. Eu gostaria que os mesmo índices que são exigidos de nós também fossem exigidos dos assentados. Se assim fosse, a reforma agrária já teria parado aí. E gostaria de destacar também a falta de preservação do meio ambiente dos assentados, que desmatam as áreas de proteção e caçam os animais. 

P – Quais os grandes desafios que o MNP tem pela frente?

R – O meio ambiente. Não só para o MNP, mas para o mundo. Desde preservação de matas até a das águas. Nossa visão não é necessariamente a do governo. Não preciso ter uma árvore nativa para dizer que estou preservando o meio ambiente. Posso plantar eucalipto, por exemplo, que vai produzir a mesma quantidade de oxigênio que a árvore nativa e pode ser explorada comercialmente. É o que fazem todos os países desenvolvidos do mundo. Preservação do meio ambiente não é essa matinha de cerrado. Nós podemos muito bem preservar o meio ambiente com uma mata que pode ser explorada comercialmente, que é renovável, trabalhar inteligentemente este processo que vai gerar emprego e divisas.

Essa entrevista foi publicada no seguinte veículo de comunicação:

Informe Agropecuário

Demarcação é cilada de ONGs

8 de setembro de 2009

Folha do Povo 

Valdelice Bonifácio

Conhecido pelo engajamento na defesa da classe ruralista, João Bosco Leal anuncia o fim de sua jornada no comando do MNP (Movimento Nacional de Produtores), entidade que ele preside há sete anos. Seu maior desejo é que os fazendeiros se apaixonem pela causa tanto quanto ele. O dirigente revela o sonho de ver o setor fortalecido no Brasil e busca comparações com Estados Unidos e França, onde os produtores recebem gordo subsídio público e tem influência que vai muito além da propriedade rural. Dono de uma fazenda em Jaraguari, Bosco Leal quer descansar da caminhada. “Acho que dei minha cota de contribuição”, diz satisfeito. O dirigente já emitiu convocação para o processo eleitoral da entidade. Ao receber a reportagem da Folha do Povo, Bosco Leal se mostrou um homem orgulhoso por ser brasileiro e por fazer parte da classe ruralista que, como ele mesmo avalia, vive momentos difíceis. Em Mato Grosso do Sul, o tormento é a demarcação de terras indígenas. Na análise de Bosco Leal, a movimentação não passa de uma conspiração internacional contra a produtividade brasileira que se destaca mundialmente. “Eles querem nos arrebentar e usar os índios para isso”, alerta.Folha do Povo – O senhor não quer continuar comandando o movimento?

João Bosco Leal – Já fiz uma convocação para as pessoas participarem das eleições. Eu não participo mais. O MNP não faz parte do sistema sindical brasileiro. É uma coisa mais independente. O sistema sindical brasileiro é muito traiçoeiro neste aspecto de eleição. Você pode reparar que as pessoas que entram não saem mais. Ficam aí. Mas o estatuto destas entidades diz que a convocação das eleições tem de ocorrer uma semana antes com anúncio dois dias no jornal. Não existe possibilidade de ninguém formar uma chapa num período destes. Uma chapa com 12,15 membros (…) Essa sacanagem, com perdão da expressão, nós não queremos no MNP. Estamos tentando fazer algo totalmente diferente, totalmente democrático. Nós mandamos 12 mil e-mails para o Brasil inteiro. Quem quiser se candidatar são cinco membros da diretoria, seis conselheiros e dois suplentes. Estou insistindo com muitos membros. Eu tenho incentivado os companheiros a participar. Eu fico muito chateado com esta falta de interesse político classista. Eu observo muito a classe ruralista em outros países. Veja só, o governo norte-americano não consegue abaixar o subsídio da classe produtora rural, é mais fácil cair senadores e deputados, mas o subsídio ele não consegue tirar. A classe tem muita força. Na França, o presidente Nicolas Sarkozi dá 900 dólares por ano a pecuaristas. Experimenta tentar tirar. Ele não consegue. A classe é organizada e forte.

Folha – Há quanto tempo o senhor está no MNP?

Bosco Leal – Estou há 11 anos no MNP. Presidindo estou há sete. Agora, não me candidato mais. Estou fora. Já dei minha cota de contribuição.Folha – Como o MNP encarou a investida demarcatória da Funai (Fundação Nacional do Índio) no Estado?Bosco Leal – Hoje, o MNP está em oito Estados. Nós batemos duro nesta questão, mas de outra maneira. A demarcação de terras está ocorrendo por uma interferência externa fantástica. Aquelas ONGs do príncipe Charles e outras ONGs estrangeiras que não têm interesse nenhum nos índios. Eu tenho muita satisfação em ser brasileiro e produtor rural. Aquela loirinha que faz propaganda da cerveja não teria emprego se não fosse eu plantando cevada, certo? Estou falando da cadeia. Estou falando de uma pessoa que tem consciência deste poder. Apesar dos Lula e Sarney da vida, nós ruralistas estamos fazendo muito e podemos fazer mais. O Brasil é o único país do mundo que tem agricultura e pecuária em 160 milhões de hectares e ainda tem mais 106 milhões de hectares para abrir sem tocar em um palmo de terra amazônica. A nossa capacidade de produção com as novas tecnologias vai melhorar muito. O ruralista brasileiro tem muito poder de fogo. Nós temos o que ninguém tem. Temos terra e um povo muito trabalhador. O americano não tem 10% disso. Não se esforça como nós. O produtor rural geralmente não é o que as pessoas enxergam. Eu por exemplo, adquiri duas hérnias de disco fazendo esforço com troncos de árvores pesados que recolhemos no meio do mato. Eu tenho todas as vértebras da minha coluna cervical fraturadas por um achatamento devido a um coice que eu tomei de um touro. Eu estava castrando o gado e ele me acertou o rosto. Então, o produtor rural brasileiro é isso. Ele é um peão. Já o americano não é assim. Ele paga para outros fazerem o serviço pesado e não põe a mão na massa. Ele fica no escritório comandando. Nós temos um produtor no Brasil fantástico. Nós temos terra. Temos clima. É por isso que o mundo está apavorado.

Folha – Então, tudo não passa de medo da produtividade brasileira?

Bosco Leal – O mundo todo assiste com pavor o que está se tornando o brasileiro em termos de produtividade rural. Estamos batendo em todo mundo. A única chance dos outros países é destruir a produção nacional. Uma das formas de arrebentar nossa produção é com índio. A nossa visão é essa. Veja bem, em Mato Grosso do Sul, querem tomar 500 mil hectares em 26 municípios que representam 70% da produção agrícola do Estado. Aquela região é a melhor que Mato Grosso do Sul tem. Maracaju, Dourados, Caarapó, Naviraí e outros municípios na região sul concentram a melhor terra do Estado e é justamente a que querem tomar. Então, o foco é minar a produção e só querer enxergar. Tive contato com a inteligência do Exército sobre o MST [Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra]. Aquilo é uma guerrilha. Não tem a ver com reforma agrária. O que querem são duas coisas a mudança do regime político no país e a destruição da produção. Nós estamos vendo o Brasil caminhar para o socialismo. O governo alterou o índice de produtividade. Agora, você não consegue mais provar que a terra é produtiva e aí você toma mais propriedades para a reforma agrária. Depois você aumenta os índices de produtividade de novo até tomar tudo. Quem está em Mato Grosso do Sul discutindo sucessão governamental e alianças com o PT. O Zé Dirceu esteve aí. Como é que pode? Ele não tem mais cargo nenhum. Além do mais foi durante 20 anos casado com uma mulher que nem sabia quem ele era. O cara é tão bandido que a mulher dele não sabia o nome dele. E tem esssa Dilma [Rousseff – ministra chefe da Casa Civil] também. Eu recebi foto e RG de quatro homens que ela matou. E uma mulher desta está cotada para ser presidente da República.

Folha – A produtividade rural é uma grande preocupação?

Bosco Leal – É ridículo. Eu quero que um brasileiro me aponte um lugar no mundo onde se discuta produtividade rural ou produtividade comercial ou industrial. O que existe em um país democrático é o direito à propriedade. Agora, o Brasil ninguém tem propriedade. Lá fora quem tem é respeitado. Existe a lei de mercado, se a pessoa não tem produtividade, ela vai cair fora por si só. Porque é que não se tem direito de propriedade no comércio. Por exemplo, se as Lojas Americanas produzem mais do que os outros estabelecimentos localizados na mesma quadra que ela, então todos os demais deveriam ser desapropriados. Ninguém naquela quadra produz tanto, gera tanto emprego e paga tanto imposto quanto as Lojas Americanas, logo as demais teriam que ser desapropriadas. É o que se quer fazer no meio rural. Isso tudo é incurtido na cabeça do brasileiro sem que se perceba por ONGs internacionais. O objetivo é atingir a produtividade.

Folha – E os índios?

Bosco Leal – E o índio não tem nada de diferente. Os índios só reivindicam as melhores terras e em divisa com outros países. Os indígenas estão ligando as divisas de ponta a ponta. Agora estamos com um problema lá no norte de Mato Grosso que fica na divisa com a Bolívia. Em Santa Catarina, também querem terras na divisa com a Argentina. Quando houve aquela invasão lá em Japorã [sul de MS] eu estive lá. Os padres, sob o comando do Padre Marinone, que é quem financia esse tipo de coisa, pode escrever isso, fizeram a catequização dos índios. Quem faz este tipo de trabalho são os salesianos e quem é o salesiano a não ser um estrangeiro.

Folha – Na região sul alvo de reivindicação dos índios, os fazendeiros afirmam ter títulos daquelas propriedades.

Bosco Leal – Tenho certeza de que 100% dos ruralistas daquela região têm títulos. Lá na Panambizinho foi uma vergonha. O governo Getúlio Vargas assentou gente lá porque queria desenvolver o Mato Grosso do Sul. E aí depois vem dizer que a terra é do índio. Mas que país é esse?

Folha – Pelo que sabe as demarcações de terras em Mato Grosso do Sul já são irreversíveis. Então como deve se comportar o ruralista que corre o risco de perder suas terras a partir de agora?

Bosco Leal – Como sempre, inclusive no caso da reforma agrária, nós temos uma única solução para o país. O governo precisa das terras então ele que pague. O mundo inteiro respeita o direito de propriedade. Quando o ruralista vai pedir um financiamento para a lavoura, o Banco do Brasil exige a certidão negativa da terra para saber se não tem penhora e hipoteca aquela terra, então como é que o proprietário não tem documento. É lógico que ele tem a documentação e registro em cartório. Agora, se com todo este direito de propriedade previsto na Constituição, o governo resolve dar para índio, então que compre e pague.

Folha – Qual seria o caminho para que as demarcações tiremos indígenas da situação de pobreza já que só dar terra não resolve?

Bosco Leal – Se o índio tiver terra, ele arrenda para o vizinho. Não produz nada e continua prostituindo a filha do mesmo jeito.

Folha – O que fazer para melhorar a vida do índio?

Bosco Leal – Considero o modelo canadense interessante. O índio recebe a terra e toda a estrutura para viver na aldeia como escola, saúde e toda a assistência. Lá dentro ele pode viver de acordo com a sua cultura. Porém, se ele deixar a aldeia terá que viver como um cidadão comum. No Brasil, eles querem dar terras para índios que vendem palmito colhido clandestinamente por brancos. Basta ir ao Mercado Municipal que você constata isso.

Folha – Há um temor de que os fazendeiros da região sul se armem contra os indígenas.

Bosco Leal – Eu tenho certeza de que eles vão se armar. Pelo que eu conheço se houver expropriação de terras, eles defenderão suas propriedades à bala. O cara pensa assim eu já estou beirando os 60 anos, posso até levar tiro, mas que eu vou levar muitos junto comigo eu vou. Quem é que vai ser culpado se isso acontecer?

Folha – O ministro do Meio Ambiente está criando um novo agrozoneamento que vai restringir a plantação de culturas como cana e soja em regiões pantaneiras?

Bosco Leal – Nós não podemos expor o Pantanal ao perigo do vinhoto. Quando a gente tiver uma saída clara, ou seja, uma garantia de que é totalmente seguro de que não vai contaminar as bacias aí tudo bem. Mas, enquanto não houver não devemos arriscar.

Folha – E a soja?

Bosco Leal – Aí é ridículo da parte do ministério. Volta daquela preocupação nossa. Internacionalmente ninguém quer que a gente cresça. Ao lado da minha fazenda há uma lavoura de mil hectares de soja, nunca houve um peixe morto na minha fazenda nestes últimos 30 anos. As máquinas que pulverizam a soja soltam os defensivos diretamente nas plantas, não espalham. Neste caso, já temos tecnologia para impedir contaminações, diferente da vinhoto que eu ainda tenho medo.

Essa entrevista foi publicada nos seguintes veículos de comunicação:

Folha do Povo

MNP

Produtor rebate presidente da Funai e vê interesse internacional em demarcação de terras indígenas

27 de agosto de 2008

Canal Rural

João Bosco Leal diz que vistorias em Mato Grosso do Sul atingem 70% da área produtiva do EstadoO presidente do Movimento Nacional dos Produtores, João Bosco Leal, atribuiu a interesses de organizações internacionais as iniciativas pela demarcação de terras indígenas no Brasil. Ele fez a afirmação ao criticar Fundação Nacional do Índio (Funai), que decidiu iniciar estudos em áreas do Estado de Mato Grosso do Sul.– Interessa às Ong’s internacionais. Ninguém está agüentando o poder de fogo da agricultura brasileira – disse Leal nesta terça, dia 26, ao Mercado e Companhia.

Leal comentou declarações dadas pelo presidente da Funai, Márcio Meira, concedidas ao Estúdio Rural também nesta terça, segundo as quais não estão sendo vistoriadas propriedades rurais para demarcação de terras indígenas. Apesar disso, João Bosco Leal disse que os agricultores ainda estão preocupados com a situação.

– A conversa é sempre essa, de que não estão fazendo nada. Ora, se não estão fazendo nada, por que vêm demarcar? Qual é o fundamento disso? – questionou o presidente do Movimento Nacional de Produtores.

De acordo com João Bosco Leal, as declarações de Márcio Meira, na entrevista concedida à jornalista Ana Amélia Lemos, não estão de acordo com portarias divulgadas pela própria Funai a respeito dos trabalhos em Mato Grosso do Sul. Leal disse que as demarcações, caso confirmadas, atingirão grande parte da área produtiva.

– Pelas portarias, pretende-se demarcar áreas de 26 municípios. Isso representa 30% do Estado de Mato Grosso do Sul e 70% da área produtiva. Isso é um caos! – protestou.

O presidente do Movimento Nacional dos Produtores argumentou que os produtores rurais têm as documentações relacionadas aos terrenos em dia e que as propriedades foram ratificadas pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).

Roraima

João Bosco Leal avaliou ainda que o resultado do julgamento de ações contra a demarcação da reserva indígena Raposa Serra do Sol, em Roraima, pode ter reflexos em outras discussões semelhantes. Inclusive sobre as possíveis demarcações em Mato Grosso do Sul. Para ele, é mais um motivo de preocupação.

Segundo o produtor rural, o Brasil tem cerca de 700 mil indígenas, que ocupam 12% do território nacional e a reserva Raposa Serra do Sol terá uma área de 1,7 milhão de hectares para assentar cerca de outros 15 mil índios.

– Hoje, toda a população tem essa exportação, essa geração de empregos da agricultura brasileira em 60 milhões de hectares, entre a lavoura de grãos e lavouras permanente, como cana e laranja. E já temos 102 milhões, praticamente o dobro, nas mãos de indígenas.

O presidente do Movimento Nacional dos Produtores Rurais afirmou também que a possibilidade de demarcação das terras em Mato Grosso do Sul já causou a desistência de compradores que estavam interessados em propriedades no Estado.

– Está sendo destruída toda a estrutura comercial desses pequenos municípios.

Essa entrevista foi publicada no seguinte veículo de comunicação:

Canal Rural

Indice de produtividade pode significar uma situação de risco para a agropecuária

22 de novembro de 2006

Informe Agropecuário

Em entrevista ao Informe Agropecuário, Leal sublinhou a atuação de Lula frente à presidência “Lula sempre foi favorável às invasões de terra e contrário aos produtores rurais, os quais chama de latifundiários”.

Informe Agropecuário: Como fica o setor rural com a reeleição do presidente Lula?

João Bosco Leal: Ideologicamente o Lula sempre foi favorável às invasões de terra e contrário aos produtores rurais, na linguagem dele “latifundiários”. Esperamos que, como ele mesmo diz, tenha adquirido experiência no primeiro Governo para entender a importância do agronegócio brasileiro. Essa atividade que responde por 37% do emprego dentro do país e 42% das exportações brasileiras. Esse agronegócio não pode, de maneira alguma, ser desconsiderado pelo presidente e nem desrespeitado. Além disso, entendemos como sendo de muita gravidade o não respeito aos mandados judiciais (de reintegração de posse e desocupações de áreas) isso implica na quebra do tripé de sustentação da democracia: o Judiciário, o Legislativo e o Executivo têm iguais direitos e obrigações frente ao país e frente ao sistema democrático e quando nós temos um presidente que desrespeita e despreza o Judiciário como nós tivemos, é uma coisa muito grave e de risco para a própria democracia.

Informe Agropecuário: Para essa eleição houve acordos com a base aliada. O PMDB deve estar mais dentro do Governo?

João Bosco Leal: Nem sei se é pelo PMDB ou pela própria necessidade dele entender da importância do agronegócio dentro do país. Claro que vai ser importante a base de sustentação do governo no Congresso Nacional e hoje o PMDB é o grande partido do país em termos de número, mas, além disso, o presidente vai precisar ter um melhor entendimento das atividades ligadas ao campo, não só politicamente, mas estratégica e economicamente.

Informe Agropecuário: Aqui em MS o governador Zeca do PT chegou a dar algumas declarações que gostaria de ser o Ministro do Desenvolvimento Agrário no próximo Governo Lula, ameaçando até alguns desafetos dele pertencentes à classe produtora. Você acredita que Zeca do PT como ministro do Desenvolvimento Agrário é prejudicial à produção rural?

João Bosco Leal: Eu diria que uma declaração, como a que o governador Zeca fez, é irresponsável. Até porque ele citou nome de pessoas e são pessoas e famílias que têm contribuído, não só com o setor, mas com o Estado durante décadas. E são pessoas que utilizam hoje em dia tecnologia de ponta, tanto na agricultura, quanto na pecuária e nosso Governador, como sempre continua muito mal informado ao dizer que pretende desapropriar essa ou aquela pessoa.

Informe Agropecuário: Outro fator é o relacionado à mudança do índice de produtividade rural no Brasil em um momento que a classe passa por sérias dificuldades. Isso pode significar mais uma situação de risco para a agropecuária?

João Bosco Leal: Ideologicamente o PT está muito ligado ao Movimento dos Sem-Terra e nós temos declarações do próprio superintendente do INCRA que não há mais no Mato Grosso do Sul terras improdutivas para desapropriar e agora seria necessário comprar terras. Então essa é uma estratégia do Governo para aumentar o estoque de terras disponíveis à desapropriação ou passíveis de desapropriação. Pode até ser que ele venha utilizar desta estratégia para ter mais áreas, não só no nosso Estado, mas em todo o país, mas volto a insistir: É de muita irresponsabilidade do Governo Federal fazer isso, tendo em vista o sucesso do agronegócio comercial brasileiro para a balança comercial, para a geração de empregos e o fracasso do Programa Nacional de Reforma Agrária.

Informe Agropecuário: No assentamento Itamarati os assentados não conseguiram produzir, alguns venderam suas terras e os que ficaram passam até fome. Este assentamento é resultado dos atuais governos Federal e Estadual. É possível uma reforma agrária nos moldes atuais?

João Bosco Leal: O grande problema hoje do fracasso da reforma agrária é deixar uma pessoa numa área sem assistência técnica alguma, sem instrução nenhuma, até porque hoje nós não temos mais “sem-terra” o que temos são desempregados urbanos se inscrevendo para ganhar terras do Governo. E isso é um complicador muito grande, visto que na Fazenda Itamarati o fracasso, dessa que era a maior produtora de soja do país, está agora gerando renda média de R$ 120,00 por família assentada. Tudo isso a um custo para população brasileira de R$ 100.000,00 por família assentada. Então veja o absurdo: gerar R$ 120,00 e investir R$ 100.000,00 – era melhor o Governo ter dado um salário mínimo para cada família durante 45 anos, para ela ficar quieta em um lugar e por conta do Governo do que desapropriar uma fazenda como aquela e ela estar abandonada como está.

Informe Agropecuário: A cana-de-açúcar, biodiesel, H-bio em Mato Grosso do Sul foi assunto discutido com muita força este ano, tendo já algumas iniciativas no Estado que garantem mais investimentos neste setor. Como você avalia a atividade enquanto alternativa para o produtor rural?

João Bosco Leal: É uma variação de produtividade muito importante, nós acreditamos que vai ocorrer mesmo, talvez, nós venhamos a entrar em uma nova era, produzindo muito açúcar e muito álcool em nosso Estado e colhendo espaço destinado à pecuária e até mesmo à agricultura em nosso Estado.

Informe Agropecuário: Com isso é possível prever que os valores do boi e da soja, por exemplo, possam melhorar? Uma vez que a área para essas culturas vai diminuir?
João Bosco Leal: Não acredito. Acredito que nós vamos buscar novas fronteiras, vamos partir para o cerrado mais ao norte, mais em direção à Bahia, Maranhão, Piauí e ao próprio Mato Grosso, Rondônia. O produtor vai ter de partir para novas áreas para explorar a agricultura e pecuária.

Informe Agropecuário: Em sua perspectiva, como fica a produção rural para os próximos dois ou três anos? Pode-se esperar um quadro de melhoria?

João Bosco Leal: Não. Muito pelo contrário. Pelo menos nesta próxima safra estamos imaginando uma redução muito grande, tanto na área plantada, quanto na quantidade a ser colhida, principalmente em decorrência de uma falta de apoio do Governo Federal para o produtor, que depois de três safras frustradas está totalmente endividado.

Informe Agropecuário: Com a diminuição da área plantada não se limitam também prejuízos futuros?

João Bosco Leal: Não é culpa do produtor, os fatores de perdas estão muito ligados aos fatores climáticos, então chove na hora errada, faz sol na hora errada. Isso independe do tamanho da área plantada ou da capacidade de produção do produtor ou de sua tecnologia aplicada. Um primeiro passo importante dado pelo Governo Federal é o Seguro Agrícola, talvez com esse seguro os produtores consigam alguma coisa de segurança para trabalhar, pelo menos saber que ao plantar se ocorrer uma calamidade de tempo, ele pelo menos terá seus custos garantidos.

Informe Agropecuário: O que considera como fatores que garantiriam a segurança do produtor rural a partir de agora?

João Bosco Leal: Uma política de preço mínimo, esse seguro rural agrícola e uma política cambial mais condizente com a realidade do país. A agricultura não pode continuar plantando com o dólar a R$ 3,20 e vendendo com o dólar a R$ 2,10. não existe matemática que faça essa conta fechar.

Publicada por:

Informe Agropecuário

“Indice de produtividade pode significar uma situação de risco para a agropecuária”

22 de novembro de 2006

Informe Agropecuário

22/11/2006

Em entrevista ao Informe Agropecuário, Leal sublinhou a atuação de Lula frente à presidência “Lula sempre foi favorável às invasões de terra e contrário aos produtores rurais, os quais chama de latifundiários”.

Informe Agropecuário: Como fica o setor rural com a reeleição do presidente Lula?

João Bosco Leal: Ideologicamente o Lula sempre foi favorável às invasões de terra e contrário aos produtores rurais, na linguagem dele “latifundiários”. Esperamos que, como ele mesmo diz, tenha adquirido experiência no primeiro Governo para entender a importância do agronegócio brasileiro. Essa atividade que responde por 37% do emprego dentro do país e 42% das exportações brasileiras. Esse agronegócio não pode, de maneira alguma, ser desconsiderado pelo presidente e nem desrespeitado. Além disso, entendemos como sendo de muita gravidade o não respeito aos mandados judiciais (de reintegração de posse e desocupações de áreas) isso implica na quebra do tripé de sustentação da democracia: o Judiciário, o Legislativo e o Executivo têm iguais direitos e obrigações frente ao país e frente ao sistema democrático e quando nós temos um presidente que desrespeita e despreza o Judiciário como nós tivemos, é uma coisa muito grave e de risco para a própria democracia.

Informe Agropecuário: Para essa eleição houve acordos com a base aliada. O PMDB deve estar mais dentro do Governo?

João Bosco Leal: Nem sei se é pelo PMDB ou pela própria necessidade dele entender da importância do agronegócio dentro do país. Claro que vai ser importante a base de sustentação do governo no Congresso Nacional e hoje o PMDB é o grande partido do país em termos de número, mas, além disso, o presidente vai precisar ter um melhor entendimento das atividades ligadas ao campo, não só politicamente, mas estratégica e economicamente.

Informe Agropecuário: Aqui em MS o governador Zeca do PT chegou a dar algumas declarações que gostaria de ser o Ministro do Desenvolvimento Agrário no próximo Governo Lula, ameaçando até alguns desafetos dele pertencentes à classe produtora. Você acredita que Zeca do PT como ministro do Desenvolvimento Agrário é prejudicial à produção rural?

João Bosco Leal: Eu diria que uma declaração, como a que o governador Zeca fez, é irresponsável. Até porque ele citou nome de pessoas e são pessoas e famílias que têm contribuído, não só com o setor, mas com o Estado durante décadas. E são pessoas que utilizam hoje em dia tecnologia de ponta, tanto na agricultura, quanto na pecuária e nosso Governador, como sempre continua muito mal informado ao dizer que pretende desapropriar essa ou aquela pessoa.

Informe Agropecuário: Outro fator é o relacionado à mudança do índice de produtividade rural no Brasil em um momento que a classe passa por sérias dificuldades. Isso pode significar mais uma situação de risco para a agropecuária?

João Bosco Leal: Ideologicamente o PT está muito ligado ao Movimento dos Sem-Terra e nós temos declarações do próprio superintendente do INCRA que não há mais no Mato Grosso do Sul terras improdutivas para desapropriar e agora seria necessário comprar terras. Então essa é uma estratégia do Governo para aumentar o estoque de terras disponíveis à desapropriação ou passíveis de desapropriação. Pode até ser que ele venha utilizar desta estratégia para ter mais áreas, não só no nosso Estado, mas em todo o país, mas volto a insistir: É de muita irresponsabilidade do Governo Federal fazer isso, tendo em vista o sucesso do agronegócio comercial brasileiro para a balança comercial, para a geração de empregos e o fracasso do Programa Nacional de Reforma Agrária.

Informe Agropecuário: No assentamento Itamarati os assentados não conseguiram produzir, alguns venderam suas terras e os que ficaram passam até fome. Este assentamento é resultado dos atuais governos Federal e Estadual. É possível uma reforma agrária nos moldes atuais?

João Bosco Leal: O grande problema hoje do fracasso da reforma agrária é deixar uma pessoa numa área sem assistência técnica alguma, sem instrução nenhuma, até porque hoje nós não temos mais “sem-terra” o que temos são desempregados urbanos se inscrevendo para ganhar terras do Governo. E isso é um complicador muito grande, visto que na Fazenda Itamarati o fracasso, dessa que era a maior produtora de soja do país, está agora gerando renda média de R$ 120,00 por família assentada. Tudo isso a um custo para população brasileira de R$ 100.000,00 por família assentada. Então veja o absurdo: gerar R$ 120,00 e investir R$ 100.000,00 – era melhor o Governo ter dado um salário mínimo para cada família durante 45 anos, para ela ficar quieta em um lugar e por conta do Governo do que desapropriar uma fazenda como aquela e ela estar abandonada como está.

Informe Agropecuário: A cana-de-açúcar, biodiesel, H-bio em Mato Grosso do Sul foi assunto discutido com muita força este ano, tendo já algumas iniciativas no Estado que garantem mais investimentos neste setor. Como você avalia a atividade enquanto alternativa para o produtor rural?

João Bosco Leal: É uma variação de produtividade muito importante, nós acreditamos que vai ocorrer mesmo, talvez, nós venhamos a entrar em uma nova era, produzindo muito açúcar e muito álcool em nosso Estado e colhendo espaço destinado à pecuária e até mesmo à agricultura em nosso Estado.

Informe Agropecuário: Com isso é possível prever que os valores do boi e da soja, por exemplo, possam melhorar? Uma vez que a área para essas culturas vai diminuir?

João Bosco Leal: Não acredito. Acredito que nós vamos buscar novas fronteiras, vamos partir para o cerrado mais ao norte, mais em direção à Bahia, Maranhão, Piauí e ao próprio Mato Grosso, Rondônia. O produtor vai ter de partir para novas áreas para explorar a agricultura e pecuária.

Informe Agropecuário: Em sua perspectiva, como fica a produção rural para os próximos dois ou três anos? Pode-se esperar um quadro de melhoria?

João Bosco Leal: Não. Muito pelo contrário. Pelo menos nesta próxima safra estamos imaginando uma redução muito grande, tanto na área plantada, quanto na quantidade a ser colhida, principalmente em decorrência de uma falta de apoio do Governo Federal para o produtor, que depois de três safras frustradas está totalmente endividado.

Informe Agropecuário: Com a diminuição da área plantada não se limitam também prejuízos futuros?

João Bosco Leal: Não é culpa do produtor, os fatores de perdas estão muito ligados aos fatores climáticos, então chove na hora errada, faz sol na hora errada. Isso independe do tamanho da área plantada ou da capacidade de produção do produtor ou de sua tecnologia aplicada. Um primeiro passo importante dado pelo Governo Federal é o Seguro Agrícola, talvez com esse seguro os produtores consigam alguma coisa de segurança para trabalhar, pelo menos saber que ao plantar se ocorrer uma calamidade de tempo, ele pelo menos terá seus custos garantidos.

Informe Agropecuário: O que considera como fatores que garantiriam a segurança do produtor rural a partir de agora?

João Bosco Leal: Uma política de preço mínimo, esse seguro rural agrícola e uma política cambial mais condizente com a realidade do país. A agricultura não pode continuar plantando com o dólar a R$ 3,20 e vendendo com o dólar a R$ 2,10. Não existe matemática que faça essa conta fechar.

Publicada por:    Informe Agropecuário