Posts de 1 de setembro de 2010

Telefônicas podem cobrar PIS e Cofins na conta

1 de setembro de 2010

Consultor Jurídico

O repasse econômico do PIS e da Cofins nas tarifas telefônicas é legítimo. O entendimento foi firmado pelo Superior Tribunal de Justiça, em julgamento de um recurso repetitivo que firma posição para os demais casos analisados em todo o país. Para a maioria dos ministros da 1ª Seção, o valor integra os custos repassáveis legalmente para o usuário com a finalidade de manter a cláusula pétrea das concessões, consistente no equilíbrio econômico-financeiro do contrato.

O relator do recurso é o ministro Luiz Fux. Ele explicou que o direito de informação previsto no Código de Defesa do Consumidor não é violado pela falta de detalhamento dos custos do serviço. O ministro relator esclareceu que as leis que normatizam as concessões (Lei 8.987/1995) e as telecomunicações (Lei 9.472/1997) são leis especiais em relação ao CDC e a ele se sobrepujam. De acordo com essas normas, é juridicamente possível o repasse de encargos, que pressupõe alteração da tarifa em razão da criação ou extinção de tributos.

“Todas as despesas correspondentes a tributos incidentes sobre as atividades necessárias à prestação dos serviços de telefonia estão necessariamente abrangidas nas tarifas, na medida em que o valor tarifário deve ser suficiente para assegurar o reembolso de despesas, compensado por meio da receita tarifária”, afirmou o ministro Fux, em seu voto.

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) informou que a tarifa líquida de tributos a qual homologa não impede que nela incluam-se os tributos, salvo os de repasse vedado em lei, como os incidentes sobre a renda e o lucro (Imposto de Renda).

A posição do relator foi acompanhada pelos ministros Hamilton Carvalhido, Eliana Calmon, Humberto Martins, Mauro Campbell Marques e Benedito Gonçalves. Os ministros Castro Meira, Denise Arruda (já aposentada) e Herman Benjamin votaram no sentido de negar provimento ao recurso.

A discussão

O Programa de Integração Social (PIS) e a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) são contribuições sociais de natureza tributária, devidas pelas pessoas jurídicas. O PIS tem como objetivo financiar o pagamento do seguro-desemprego e do abono para os trabalhadores que ganham até dois salários-mínimos. Já a Cofins é destinada a financiar a seguridade social.

Inicialmente, um consumidor do Rio Grande do Sul ingressou na Justiça com ação de repetição de indébito contra a Brasil Telecom. Ele pedia a devolução dos valores referentes ao repasse econômico das contribuições sociais (PIS e Cofins) incidentes sobre a fatura dos serviços de telefonia prestados de 1991 a 2001.

Em primeira instância, o pedido foi negado. Ao julgar o apelo do consumidor, o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul julgou a ação parcialmente procedente: vedou o acréscimo do PIS e da Cofins na conta telefônica e condenou a Brasil Telecom a restituir ao consumidor os valores cobrados indevidamente, relativos àquelas contribuições.

Para o TJ-RS, as contribuições não poderiam ser acrescidas diretamente à tarifa final (repasse jurídico); apenas poderiam ser computadas proporcionalmente como custos para formar a tarifa final (repasse econômico). No cálculo do tribunal gaúcho, a empresa de telefonia cobraria uma alíquota de 10,19%, em vez de 9,25% (PIS: 1,65% e Cofins: 7,6%, modalidade não cumulativa), e uma alíquota de 5,41%, em vez de 3,65% (PIS: 0,65% e Cofins: 3%, modalidade cumulativa). O valor excedente deveria ser restituído (de forma simples, não em dobro) ao consumidor.

Desta decisão, a Brasil Telecom recorreu ao STJ, que modificou o entendimento. O consumidor também recorreu ao tribunal para ter garantida a restituição em dobro, pretensão que não foi atendida pela 1ª Seção. Com informações da Assessoria de Imprensa do STJ.

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Coligação de Dilma avalia que eleição ‘já acabou’

1 de setembro de 2010

Estadão

VERA ROSA – Agência Estado

Os partidos da coligação que sustenta a candidatura de Dilma Rousseff (PT) à Presidência da República avaliam que a eleição “já acabou” e estão empenhados, agora, em contornar problemas regionais.

Em reunião do Conselho Político da campanha hoje ontem à tarde, dirigentes do PMDB e do PSB pediram “tratamento igualitário” por parte de Dilma e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva aos concorrentes de todas as siglas que compõem a aliança nos Estados. “A eleição já está ganha, não tem mais eleição”, afirmou o líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN). “Agora é hora de nos unir nos Estados e nos vacinar contra intrigas”, acrescentou.

“A não ser que haja um terremoto no céu, um tsunami no Paranoá ou um maremoto em Mato Grosso, a campanha já acabou”, completou o vice-presidente do PSB, Roberto Amaral. Para evitar polêmica, a cúpula do PMDB tenta agora negar que esteja de olho nos cargos de eventual governo Dilma.

“Não estamos discutindo o pós-eleição”, insistiu Alves. Embora o presidente do PT, José Eduardo Dutra, tenha saído do encontro com discurso mais cauteloso, sob o argumento de que “não se pode subir no salto alto”, todos os aliados deram a disputa como favas contadas no primeiro turno. “A oposição, capitaneada por José Serra (candidato do PSDB), renunciou, não apresentou qualquer modelo alternativo”, comentou Amaral.

A ordem, agora, é evitar marolas e fazer de tudo para que nada desande na campanha. Até mesmo o lançamento do programa de governo de Dilma foi suspenso. Em conversas reservadas, dirigentes do PT alegam que o importante é apresentar os principais eixos do programa na propaganda de televisão e não dar margem para que a imprensa “procure polêmicas com lupa”.

Blindagem

Mesmo com toda essa blindagem, os atritos entre partidos que integram a aliança de Dilma ganharam força nos últimos dias porque todos querem que ela e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva apareçam no horário eleitoral de seus concorrentes nos Estados. Cobram, ainda, que a candidata do PT e o presidente subam nos palanques de todos os aliados.

Na última sexta-feira, Dilma e Lula fizeram comício em Salvador com o governador Jaques Wagner (PT), candidato à reeleição. Agora, o ex-ministro Geddel Vieira Lima (PMDB), que também disputa o governo baiano, pede que a dupla retorne à capital da Bahia para outro comício, desta vez com ele.

No Ceará, o governador Cid Gomes (PSB), candidato a um segundo mandato, não quer que Dilma suba no palanque de Lúcio Alcântara (PR). Diante do impasse, a ex-ministra da Casa Civil já marcou e desmarcou várias vezes o retorno a Fortaleza, agora previsto para meados deste mês.

Dilma esteve na capital do Ceará há quatro meses, quando o deputado Ciro Gomes (PSB-CE) ainda não havia retirado oficialmente sua candidatura ao Palácio do Planalto. Na ocasião, a visita provocou protestos e ciumeira. Agora, ela espera que os aliados se entendam. O encerramento da campanha de Dilma será em São Paulo, em comício com Lula, na Praça da Sé, provavelmente no dia 28.

Publicada por:   Estadão

Serra acusa PT de fazer ‘jogo sujo’ na campanha

1 de setembro de 2010

Estadão

Para Serra, responsável por dossiê com dados sigilosos de tucanos é o ex-prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel

Jair Stangler/São Paulo – Estadão.com.br

O candidato do PSDB ao governo de São Paulo, José Serra,voltou a acusar o PT de fazer ‘jogo sujo’ na campanha, em entrevista ao SBT Brasil nesta terça-feira, 31. O candidato afirmou que o vazamento de dados sigilosos de Eduardo Jorge ocorreu para tentar prejudicar os tucanos. Para Serra, o responsável pelo dossiê é o ex-prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel.

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O tucano também comentou as pesquisas, que dão ampla liderança à candidata do PT. ‘Se pesquisa ganhasse eleição, eu podia ter encerrado há quatro meses atrás’, afirmou.

Serra voltou a afirmar que “o PT está sentando na cadeira antes do Lula sair. Estão discutindo se o (José) Dirceu vai ou não para o governo”. Serra também disse acreditar na vitória, pois está em sua nona campanha e nunca viu “as pessoas olharem desse jeito, com essa fibra”.

O candidato do PSDB também negou que esteja sendo escondido por aliados na campanha. “Não, não, muito pelo contrário. Eu e o Alckmin estamos na mesma batalha”, disse. “Minas sabe o que parece? Que eu estou na minha rua”, acrescentou.

Questionado sobre como pretende reverter o resultado até o momento da eleição, Serra lembrou que “Lula não vai estar no governo a partir de 1º de janeiro”. “As pessoas vão procurar quem pode tocar o Brasil. Os problemas brasileiros não estão todos resolvidos. Na saúde, o Brasil andou para trás. Na segurança, o Brasil tem andado para trás. A pessoa se preocupa com o bolso, com a saúde, com a segurança, com a educação… Eu manteria a economia no bom caminho. Sou economista, tenho uma longa vivência nesse assunto”, acrescentou.

Ele aproveitou para dar um alfinetada na candidata governista: “O chefe de imprensa dela instrui para ela falar, ela raramente diz alguma coisa espontânea, é tudo ensaiadinho.”

Serra, que é palmeirense, também comentou a decisão da Fifa de fazer a abertura da Copa do Mundo no estádio novo do Corinthians. “O Palmeiras nunca se propôs a ter um estádio para abertura, o estádio do Palmeiras será menor que o estádio necessário para a abertura”. O ex-governador e ex-prefeito de São Paulo garantiu que “toda a infraestrutura necessária, transporte, metrô estão comprometidos, é do interesse do povo de SP.”

Publicada por:  Estadão

Proposta do Orçamento 2011 prevê R$ 50 bilhões para obras de infraestrutura

1 de setembro de 2010

Correio Braziliense 

Agência Brasil

A proposta do Orçamento Geral da União para 2011 destina R$ 43,5 bilhões para o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), o maior valor desde a criação do programa. Em relação a este ano, o aumento é de R$ 11,7 bilhões. Em termos percentuais, o reajuste é de 36,6%.

No próximo ano, a maior fatia do PAC irá para investimentos em infraestrutura social e urbana, com R$ 25,2 bilhões. As obras de infraestrutura logística, como estradas, portos e aeroportos, passaram para R$ 17,9 bilhões. Além disso, a proposta destina R$ 354 milhões para a infraestrutura energética, como usinas hidrelétricas e linhas de transmissão.

Além das obras do PAC, o Orçamento prevê cerca de R$ 5 bilhões para obras de infraestrutura, totalizando R$ 48,5 bilhões para a área. Segundo o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, o valor é expressivo e revela o comprometimento do governo federal em investir. “Em 2003, o orçamento reservou apenas R$ 6,3 bilhões em infraestrutura. Praticamente multiplicamos esse valor em oito vezes”, destacou.

Para as obras em portos, no entanto, a proposta reduz a verba de R$ 1,281 bilhão em 2010 para R$ 912 milhões no próximo ano. De acordo com a secretária de Orçamento Federal, Célia Corrêa, a diminuição ocorreu porque o cronograma de obras prevê menos gastos em portos em 2011.

O Orçamento prevê ainda investimentos de R$ 444,1 milhões para a Copa do Mundo de 2014. A maior parte, R$ 280 milhões, será aplicada em ações preventivas de segurança pública. A proposta também reserva R$ 1,1 bilhão para os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2016, sendo R$ 500 milhões para o programa Bolsa Olimpíada.

O ministro Paulo Bernardo, no entanto, afirmou que os números abrangem apenas os investimentos do próprio Orçamento da União. “Há uma série de ações com recursos do FGTS [Fundo de Garantia do Tempo de Serviço] e do BNDES [Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social] que não está incluída na proposta enviada ao Congresso”, explicou.

Publicada por:  Correio Braziliense 

Sigilo fiscal de filha de Serra foi violado, diz Receita Federal

1 de setembro de 2010

Estadão

Leandro Colon e Ana Paula Scinocca/BRASÍLIA – O Estado de S.Paulo

A Receita Federal descobriu que o sigilo fiscal da filha de José Serra (PSDB), Verônica Serra, foi violado no dia 30 setembro do ano passado, dias antes da consulta ilegal aos dados de outros quatro tucanos. Foram consultadas as declarações de renda de 2008 e 2009. Por isso, os nomes das servidoras Ana Maria Caroto Cano e Lúcia de Fátima Gonçalves Milan foram incluídas no rol de “acusados” pela Corregedoria no processo administrativo que apura o acesso ilegal aos dados de outros quatro tucanos.

As duas estariam envolvidas no acesso aos dados de Verônica Serra. Lúcia de Fátima Gonçalves Milan é funcionária da Receita Federal em Santo André e Ana Maria Cano trabalha na agência de Mauá (SP), onde foram violados os dados do vice-presidente do PSDB, Eduardo Jorge, e de Luiz Carlos Mendonça de Barros, Ricardo Sérgio e Gregório Marin Preciado, ligados ao alto comando do PSDB.

Publicada por:  Estadão