Posts de agosto \31\UTC 2010

A Sovietização das Forças Armadas

31 de agosto de 2010

Nivaldo Cordeiro

Os movimentos do PT e sua conspiração totalitária de forma alguma estão confinados ao rosário de mentiras institucionais em torno do projeto eleitoral de perpetuação no poder. Esses episódios em torno do vazamento dos dados da base da Receita Federal, gravíssimos em si, nada são perto do que estão fazendo para preparar o tempo do poder total. Refiro-me aqui às modificações que foram introduzidas na estrutura do ministério da Defesa e na criação do Estado-Maior das Forças Armadas por lei recentemente, agora recheado de “assessores” civis. Bem sabemos que o coração das estruturas militares é a sua linha de comando clara, que tem no topo um chefe preparado e respeitado dentro da instituição. Quebrar essa hierarquia personificada, que tem nome, por órgãos colegiados e sem rosto, é algo próprio da ideologia comunista. 

A minha surpresa foi ver a passividade com que a alta hierarquia militar engoliu o fato. É a própria destruição das Forças Armadas que está em curso. É o aparelhamento da estrutura militar, sua sovietização. Finalmente o PT deu o passo mortal para fundir o partido com a estrutura militar, fato que já havia conseguido com demais órgãos e carreiras de Estado. O caso citado de vazamento de dados apenas nos deu um exemplo à luz do dia do que significa essa união partido/estado. É o totalitarismo com todas as letras. A nova estrutura aprovada prepara o caminho para o passo final. A carapaça do Exército de Caxias foi finalmente quebrada e a estrutura de comando diluída. 

Chamo a atenção para o artigo publicado na revista Isto É (Jobim vai à guerra), única publicação que ousou comentar a gravíssima inovação. O jornalista Hugo Marques sintetizou tudo no primeiro parágrafo da matéria:

“Ao anunciar a nova estrutura das Forças Armadas, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, declarou guerra à caserna. Além de subordinar ainda mais os militares ao poder civil, o projeto prevê a redução de postos de comando, transfere o controle sobre as compras de materiais das três Forças e alija os militares de todas as decisões políticas. Se custaram a digerir a criação do próprio Ministério da Defesa há dez anos, os oficiais do Exército, da Aeronáutica e da Marinha agora terão de engolir uma pílula ainda mais amarga. Na opinião de generais ouvidos por ISTOÉ, o abalo maior atingirá o Exército. Um deles, com posto de chefia no comando do Exército, afirma que as mudanças impostas por Jobim serão funestas para os quartéis. “O foco dessa reorganização é a retirada de poder das Forças Armadas. Militar vai virar enfeite”, revolta-se”. 

Se Jobim (leia-se: o PT) declarou guerra às casernas, estas não tiveram nenhum poder de fogo para dar resposta. Nenhum movimento, nenhum abaixo asssinado, nenhuma revolta. Nossos generais estão emasculados, omissos, acovardados diante da ousadia revolucionária. A passividade da geração que está no comando das Forças é total. Estão indo para o matadouro como ovelhas, sem gemer. Nessa viagem macabra estão levando junto todo o povo brasileiro, a quem elas têm a missão contitucional de defender. Ninguém pediu demissão, agarrados como carrapatos a seus carguinhos. Estamos como a Wermacht prussiana diante de Hitler. Deu no que deu. As Forças Armadas viraram a guarda pretoriana dos verdugos do povo no poder. 

Dilma eleita com essa estrutura vigorante o PT terá a faca e o queijo nas mãos para instutir o totalitalitarismo. Não terá oposição eficaz de espécie alguma. Quem viver verá.

 Publicado por:  Nivaldo Cordeiro

PF prende quadrilha que fraudava projetos de reforma agrária, servidores do Incra estão incluídos

31 de agosto de 2010

Agência Brasil

Daniella Jinkings – Repórter da Agência Brasil

Brasília – A Polícia Federal prendeu hoje (30) 20 pessoas acusadas de participar de um esquema criminoso que fraudava projetos de reforma agrária em Mato Grosso do Sul. De acordo com o Ministério Público Federal (MPF), os danos chegam a R$ 12 milhões.

A Operação Tellus, feita em parceria com o MPF, cumpriu os 20 mandados de prisão e 25 mandados de busca. Entre os presos estão o superintendente do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) em Mato Grosso do Sul, Waldir Cipriano Nascimento, servidores do Incra, empresários da região, líderes de assentamentos e dois vereadores do município de Itaquiraí.

De acordo com a PF, as investigações começaram há oito meses. Em 2007, o Incra investiu R$ 130 milhões na aquisição de quatro fazendas do Complexo Santo Antônio, em Itaquiraí. Cerca de 17 mil hectares foram desapropriados e distribuídos em quatro projetos de assentamento de sem-terra nos municípios de Santo Antônio, Itaquiraí, Caburei e Foz do Rio Amambai.

No fim de 2008, os lotes foram sorteados de forma irregular. Os melhores lotes foram reservados aos líderes dos movimentos sociais. Além disso, houve desrespeito ao cadastro prévio de acampados – a Relação de Beneficiários (RB), com a distribuição de 497 lotes a pessoas não habilitadas e a desconsideração de 425 pessoas habilitadas que não receberam lotes.

Segundo a PF, a quadrilha também vendia lotes ilegalmente. Alguns viraram sítios de lazer. Também houve recebimento de propina por parte de servidores do Incra para a exclusão de imóveis rurais do processo de avaliação para verificação de produtividade.

A operação envolveu 137 policiais. Além das prisões, foram apreendidas cerca de R$ 79 mil, sendo R$ 53 mil na casa dos envolvidos. Também foram apreendidas armas, veículos e cheques.

Representantes do Incra estão reunidos em Brasília para apurar as denúncias. O instituto disse que vai divulgar uma nota sobre o assunto ainda hoje.

Publicada por:  Agência Brasil

Incentivo a crédito privado sai em 45 dias, diz Mantega

31 de agosto de 2010

Último Segundo

Modernização do sistema financeiro e redução do “spread” bancário estarão entre medidas anunciadas

AE

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou nesta segunda-feira que o anúncio das medidas de incentivo ao financiamento privado de longo prazo será feito em um mês e meio. Ele ressaltou que entre as medidas estão a modernização do sistema financeiro e a redução do “spread”, da taxa de juros e dos impostos. De acordo com Mantega, já existe no governo uma proposta de reforma tributária, que só não foi colocada em votação por conta do período eleitoral.

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Ele destacou ainda que, entre os desafios do próximo governo, estão a continuidade da desoneração, a redução do custo Brasil e da burocracia. Na avaliação do ministro, o governo atual está criando condições para que a próxima gestão possa avançar no processo de crescimento sustentável da economia brasileira.

Em sua participação no 7º Fórum de Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV), realizado em São Paulo, o ministro fez questão de destacar que a economia brasileira passa por uma nova era. Ele fez menção à tranquilidade pela qual passa a economia brasileira em pleno período eleitoral – o que, segundo ele, é incomum no País.

O ministro acrescentou que o fato de o Brasil ter uma das taxas de juros mais altas do mundo, além de uma taxa de investimento no mercado imobiliário de apenas 4% do Produto Interno Bruto (PIB), o credencia a permanecer crescendo. “O (Ben) Bernanke (presidente do banco central dos Estados Unidos) anda preocupado, porque ele não tem mais como fazer política monetária e nós podemos reduzir a taxa de juros”, avaliou o ministro.

Ainda segundo ele, apesar de as economias americana e europeia estarem crescendo a taxas lentas, a partir de 2012 e 2013 Mantega acredita na recuperação mais consistente no exterior, o que será benéfico para o Brasil. “Claro que não vamos ficar olhando para esta situação. Vamos agir e vamos tomar algumas decisões”, comentou o ministro, citando o “envelhecimento da política concorrencial”.

Mantega lembrou que o Ministério da Fazenda já aprovou um pacote de medidas antidumping para evitar, por exemplo, a triangulação nas exportações de outros países para o Brasil. “Nós temos que tomar cuidado para evitar protecionismo, o que não é bom para ninguém. Mas também não vamos ser bobos”, disse Mantega, referindo-se ao anúncio do governo norte-americano de que tomará medidas para evitar a concorrência desleal.

Publicada por:   Último Segundo

País deve crescer acima de 5,5% em 2011, diz Mantega

31 de agosto de 2010

Economia & Negócios

RICARDO LEOPOLDO Agencia Estado

SÃO PAULO – O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou hoje que o Produto Interno Bruto (PIB) deve crescer acima de 5,5% em 2011. O ministro ressaltou que a economia brasileira está em um caminho sólido de expansão de forma sustentável, com a inflação sob controle, e que deve registrar uma taxa média de crescimento do PIB entre 5,5% e 6% nos próximos quatro anos. Para 2010, ele acredita que o País vai avançar ao redor de 7%, o que não ocorria desde 1986, com uma expansão similar apenas à alcançada pela China e pela Índia neste ano.

Em palestra à noite em evento repleto de empresários na entrega do prêmio Valor 1000, ele destacou que o governo neste ano vai cumprir a meta do superávit primário equivalente a 3,3% do PIB. “Sou ministro há pouco mais de quatro anos e sempre cumpri o prometido, inclusive gerando superávit primário acima do esperado. E posso garantir que neste ano vamos cumprir a meta do superávit primário”, comentou, sem detalhar se tal objetivo seria atingido com ou sem o desconto dos investimentos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

O ministro ressaltou que, com os avanços na área social gerados pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, cerca de 40 milhões de brasileiros ingressaram no mercado consumidor nos últimos oito anos, o equivalente à população da Espanha. Segundo ele, isso praticamente está permitindo a extinção da classe E, com a migração de seus integrantes para as classes D e C. Segundo ele, em valores absolutos, a renda da classe C no Brasil deve chegar a R$ 500 bilhões, superior ao valor da renda da classe A neste ano.

O avanço dos investimentos, que, segundo ele, devem crescer neste ano 20% ante 2009, é um dos principais fatores que estão permitindo a melhoria da renda da população e a evolução de indicadores sociais. Segundo ele, os investimentos em infraestrutura atingiram R$ 120 bilhões em 2009 impulsionados pelo PAC e pelo Minha Casa, Minha Vida. “O Brasil finalmente tem um programa de investimentos no longo prazo”, disse.

“Se os investimentos chegarem a essa expansão de 20% ao ano, que deve ser próxima a três vezes o avanço do PIB, será um número muito bom, pois gera muitos empregos e amplia a capacidade instalada das empresas”, afirmou. O ministro disse que a previsão de projetos de investimento no País dentro do PAC 2 é de aproximadamente R$ 1,3 trilhão no horizonte de tempo que supera 2014. “Devemos criar neste ano cerca de 2 milhões de empregos”, destacou. Segundo ele, isso significa que, em termos relativos, o Brasil estará criando mais empregos que a China, com uma população de 1,3 bilhão de pessoas e uma geração de 10 milhões de empregos.

“Estamos iniciando a criação de um Estado de bem-estar social”, afirmou. “Nossa renda per capita anual estava próxima de US$ 3 mil há cerca de dez anos e hoje está próxima de US$ 10 mil.” “Enfim, estamos comemorando o bom desempenho da economia em 2009 e 2010″, comentou o ministro.

Mantega destacou ainda que as eleições estão ocorrendo em clima de tranquilidade, sem turbulências econômicas e fuga de capitais, com investidores confiantes nas perspectivas econômicas do País nos próximos anos. “Estamos a apenas um mês das eleições com a economia bastante tranquila, diferente de outros períodos.”

Mantega, contudo, ressaltou que, apesar dos avanços nos últimos anos, o nível médio de renda do brasileiro ainda está distante do registrado em países desenvolvidos, próximo de US$ 30 mil por ano.

Publicada porEconomia & Negócios

Classe média encerrará o ano com poder aquisitivo de R$ 500 bi, diz Mantega

31 de agosto de 2010

Folha.com

CAMILA FUSCO – DE SÃO PAULO

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse nesta segunda-feira que a classe C encerrará o ano de 2010 com poder aquisitivo de R$ 500 bilhões. Segundo ele, a economia incorporou 40 milhões de brasileiros com poder de consumo nos últimos anos.

“Isso é o equivalente a colocar uma Espanha inteira dentro do mercado consumidor”, comparou o ministro em um evento em São Paulo. Mantega apontou que o país está iniciando a implantação de um Estado de Bem-estar social. Ponderou, porém, que os indicadores ainda estão longe de países que são referência no tema.

Segundo ele, a indicação de que o Brasil realmente avançou na questão é a evolução da renda per capita. “Há dez anos, a renda média era US$ 3 mil ao ano e agora chegará a US$ 10 mil”, comparou.

Eleições

O ministro descartou a possibilidade de desconfiança econômica causada pelo cenário eleitoral. “No passado, os estrangeiros pensavam em retirar o dinheiro do país às vésperas das eleições. Hoje, ao contrário, querem trazer recurso para cá”, afirmou.

Ele reiterou a solidez das contas públicas como forma de sustentar investimento no país e voltou a garantir que o governo cumprirá a meta de superavit primário, em 3,3%.

Mantega apontou o crescimento dos investimentos em infraestrutura que, segundo ele, somaram R$ 120 bilhões no ano passado e devem registrar crescimento de 20% neste ano. “Isso é ótimo porque é investimento de qualidade”, afirmou

Crescimento chinês

Para o ministro, o resultado da economia neste ano é motivo de comemoração, já que o Brasil atingirá o maior avanço do PIB (Produto Interno Bruto) em 24 anos – 7%, ante 6,5% registrado em 1986.

Mantega vê uma boa equação nas projeções para o fechamento do ano – PIB crescendo a 7% e inflação próxima a 5% – que segundo ele, não deve causar desequilíbrio.

“Em 2009 foi um ano difícil, mas em 2010 não será assim. Eu gostaria de antecipar os meus parabéns às empresas porque no ano que vem não sei se estarei aqui para comemorar”, brincou.

Publicada por:  Folha.com