Posts de 26 de julho de 2010

TRE do Maranhão abre brecha na Lei da Ficha Limpa

26 de julho de 2010

Agência Brasil

Débora Zampier – Repórter da Agência Brasil 

Brasília – O Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão (TRE-MA) decidiu hoje (26) manter a candidatura do deputado federal Sarney Filho, do Partido Verde (PV), que tenta mais um mandato nas eleições deste ano e foi condenado por propaganda irregular pelo colegiado em 2006. Com a decisão, o tribunal contraria a orientação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), para o qual a Lei da Ficha Limpa vale para quem foi condenado antes que a lei entrasse em vigor. 

A candidatura foi impugnada pelo Ministério Público Eleitoral (MPE), que também pediu que mais 107 políticos do estado não participassem das eleições deste ano. O MPE ainda pode recorrer da decisão no TSE, que tem até o dia 19 de agosto para julgar os registros de candidatura em grau de recurso. 

Cinco dos seis juízes eleitorais que compõem o tribunal entenderam que no caso de Sarney Filho a inelegibilidade é uma pena que não pode retroagir para prejudicar uma pessoa. O argumento da inelegibilidade como pena já havia sido abordado nas ressalvas feitas pelos ministros Ricardo Lewandowski e Marcelo Ribeiro, do TSE, na hora de responder a consulta sobre a retroatividade da lei. “Não se pode passar uma régua e dizer que a inelegibilidade não é pena em todos os casos”, disse Ribeiro à época, defendendo ainda que a lei não pudesse ser aplicada nos casos já transitados em julgado. 

Além de Ribeiro, o presidente do TSE, ministro Ricardo Lewandowski, havia sinalizado que os pontos que não ficaram claros seriam respondidos nos casos específicos que chegarem ao tribunal, e que havia a possibilidade de variações na aplicação da lei de acordo com os casos concretos.

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Agência Brasil

Forças Armadas têm vulnerabilidades operacionais, diz ministro

26 de julho de 2010

Agência Brasil

Vitor Abdala – Repórter da Agência Brasil 

Rio de Janeiro – O ministro da Defesa, Nelson Jobim, disse hoje (26) que há grandes vulnerabilidades nas operações de defesa das Forças Armadas brasileiras. A constatação foi feita durante acompanhamento dos exercícios militares da Operação Atlântico 2, que reúne Marinha, Exército e Aeronáutica desde o último dia 19 na costa brasileira. 

O ministro pediu aos comandantes do exercício que preparem um relatório completo sobre as principais deficiências dos militares. “Nossas vulnerabilidades são grandes. Nós não podemos ter operações noturnas, por exemplo. Não temos mísseis antisubmarinos que possam ser lançados de aviões. Há uma série de coisas”, disse o ministro, no Rio de Janeiro. 

A Atlântico 2, que reúne 10 mil militares e se encerra no próximo dia 30, é uma das operações conjuntas rotineiras que as Forças Armadas fazem para preparar o emprego do Exército, da Marinha e Aeronáutica em caso de ameaças externas. Entre os exercícios realizados está a defesa de instalações estratégicas, como o Complexo Nuclear de Angra dos Reis. 

Ainda durante a visita ao Rio de Janeiro, o ministro disse que conversará nesta semana com o presidente Luiz Inácio Lula da Lula sobre o programa de renovação da frota de caças da Força Aérea Brasileira (FAB), o chamado F-X2. Três tipos de aviões disputam a concorrência da FAB: o francês Rafale, o sueco Gripen NG e o americano F-18 Hornet. 

Até o momento, o governo não anunciou o resultado da disputa. A Aeronáutica acredita que o anúncio da escolha só será feito depois das eleições de outubro.

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Agência Brasil

Planalto ordena que governo, mídia e militares se calem sobre criação de Estado indígena independente em RR

26 de julho de 2010

Alerta Total

Leia também o Fique Alerta – www.fiquealerta.net  (atualizado nesta Segunda)

Por Jorge Serrão

O Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República não vai se pronunciar oficialmente sobre um relatório reservado que recebeu da Agência Brasileira de Inteligência, advertindo sobre a real possibilidade de quebra da integridade do patrimônio nacional, com o movimento para a criação de um Estado indígena independente em Roraima. A mídia amestrada pelas verbas públicas do governo e suas estatais recebeu orientações do Palácio do Planalto para omitir do noticiário ou não jogar uma carga editorial pesada sobre o assunto. Os militares da ativa também devem manter silêncio obsequioso sobre o caso.

No relatório, a Abin adverte ao GSI que governos estrangeiros e ONGs têm interesse e dão apoio ao Conselho Indígena de Roraima em sua ação para defender, abertamente, a ampliação e demarcação de outras áreas indígenas. A Abin destaca, no relatório, que a Intenção do CIR é transformar a reserva Raposa do Sol no primeiro território autônomo indígena do Brasil. A Abin teme que o próximo Congresso (ou o atual, a toque de caixa, no apagar das luzes) ratifique a Declaração dos Direitos dos Povos Indígenas, assinada em 2007, pelo governo brasileiro, na ONU, que dá status de “independência” aos territórios indígenas.

Atualmente, as 32 “nações indígenas” de Roraima ocupam 46% da área daquele Estado sob ameaça de ser “brasileiro” apenas do ponto de vista formal. Com a homologação do tratado das Nações Unidas, ali será uma área sob proteção internacional, onde quem vai mandar são os interesses da Oligarquia Financeira Transnacional, cujos membros defendem, abertamente, a “internacionalização da Amazônia como patrimônio verde da humanidade”. O risco de perda de soberania brassileira é enorme. Basta recordar que a Raposa do Sol foi homologada, em 2008, com a conivência dos ministros do Supremo Tribunal Federal, exceto Marco Aurélio de Mello.

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Marina diz que Serra demonstra ‘insegurança’ ao faltar debate

26 de julho de 2010

G1 Notícias

Candidata à Presidência também criticou ausência de debate no Rio.
Ela cobrou ainda posicionamento de Serra e Dilma sobre Código Florestal.

Nathalia Passarinho – Do G1, em Brasília 

A pré-candidata do PV à Presidência da República, Marina Silva, disse neste domingo (25) que o adversário tucano à sucessão presidencial, José Serra, demonstrou “insegurança” ao cancelar sua participação em um debate promovido por portais de internet. Depois de saber que a candidata do PT ao cargo, Dilma Rousseff, desistiu de participar, Serra anunciou que também não compareceria. O debate estava marcado para esta segunda (26).

“Diria, talvez, uma certa insegurança. Eu posso ver por outro lado”, disse Marina ao ser questionada se a atitude do tucano demonstra que ele menospreza a candidatura do PV à Presidência, já que Marina havia confirmado presença.

A pré-candidata lembrou ainda que o candidato à reeleição ao governo do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), decidiu que não participaria de nenhum debate durante a campanha por considerar que seus projetos já são de conhecimento da população do estado.

“Lamentavelmente estamos vendo uma subtração do debate. Eu quero aqui afirmar nossa disposição de debater e de achar que o eleitor tem todo um direito de conhecer as propostas”, disse. “Isso não está acontecendo apenas com as candidaturas oficialmente de oposição e de situação, mas também nos estados, aonde, por exemplo, no Rio de Janeiro, o candidato a reeleição não participa de nenhum debate”, criticou.

Código Florestal

Marina Silva voltou ainda a cobrar um posicionamento dos adversários na disputa presidencial sobre a proposta de mudança do Código Florestal, em tramitação no Congresso Nacional. Segundo a pré-candidata, Serra e Dilma não podem prometer a redução dos desmatamentos sem se manifestar a respeito das modificaçõs que, segundo ela, irão comprometer as metas de preservação ambiental assumidas pelo Brasil em 2009, durante a conferência do clima de Copenhague

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“Vejo um silencio muito grande por parte dos dois candidatos, tanto da ministra Dilma quanto por parte do governador Serra, com relação a essas mudanças que estão propondo no Código Florestal. Alguém que está dizendo que vai reduzir o desmatamento com certeza tem que se comprometer primeiro a evitar esse estelionato ambiental que estão tentando fazer no Congresso”, disse.

A proposta do novo Código Florestal dá autonomia para os estados definirem os percentuais de área de reserva legal e para flexibilizar a aplicação das leis ambientais. O novo código também isenta pequenos produtores rurais com propriedade de até quatro módulos rurais da obrigatoriedade de cumprir os percentuais de reserva legal – no caso da mata atlântica e caatinga, esse percentual é de 20%; no cerrado, 35%; floresta amazônica, 80%.

Os médios e grandes proprietários poderão, quando impossível cumprir a regra, fazer compensações em áreas de preservação coletiva, a serem definidas pelo Estado. Com isso, o novo texto legaliza a situação de 90% dos produtores rurais brasileiros, principalmente os das regiões Sul e Sudeste.

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G1 Notícias

Impugnações de Jackson e Roseana devem ser julgadas essa semana

26 de julho de 2010

Último Segundo

O ex-governador teve sua candidatura questionada pelo Ministério Público Eleitoral; já Roseana foi alvo de ação impetrada pelo PSD

Wilson Lima, iG Maranhão

Durante essa semana, deverão ser julgadas as ações de cassação de registro de candidaturas do ex-governador Jackson Lago (PDT), que tenta voltar ao Palácio dos Leões, e da governadora Roseana Sarney (PMDB), candidata à reeleição. A informação é do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Maranhão.

A candidatura de Lago foi impugnada pelo Ministério Público Eleitoral (MPE) por enquadramento da Lei Complementar 135/2010, o Ficha Limpa. Lago foi cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em abril de 2009, por crime de corrupção eleitoral. Já a candidatura de Roseana Sarney foi impugnada pelo PSDB também sob a alegação de enquadramento no Ficha Limpa. O PSDB argumenta que Roseana foi condenada em duas ações civis e foi multada recentemente pelo Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão (TRE-MA) por abuso de poder econômico.

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A defesa de Lago argumentou, na semana passada, que a lei viola o art. 16 da Constituição Federal. Dessa forma, conforme a defesa do ex-governador, a alteração da legislação não se aplicaria à eleição que ocorra até um ano da data de sua vigência. Eles também argumentam que o ex-governador não possui condenação transitada em âmbitos da Justiça porque ele aguardaria julgamento do caso no Supremo Tribunal Federal (STF).

Já a defesa de Roseana Sarney argumenta que uma multa do TRE não a torna inelegível e que nas duas ações referidas pelo PSDB, a governadora é apenas citada, não sendo ré em ambos os processos. “O que existe é uma tentativa desesperada de falsear fatos tentando levar a justiça a erro, incidindo em ação temerária, e por isso, deve ser punido implacavelmente pelas aleivosias perpetradas”, alegou os advogados na defesa da governadora.

Além de Roseana e Lago, também devem ser julgadas essa semanas as impugnações de José Reinaldo Tavares (PSB) e de João Alberto (PMDB), candidatos ao senado e de Sarney Filho (PV), candidato a deputado federal. Tavares é enquadrado no Ficha Limpa por condenações do TRE-MA. Alberto foi impugnado por problemas na sua desincompatibilização de cargo de vice-governador. Sarney Filho também foi enquadrado no “Ficha Limpa”. Ao todo, dos 621 pedidos de registro de candidaturas, 115 foram impugnados tanto pelo MPE, quanto por partidos ou representantes partidários.

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