Posts de 23 de julho de 2010

PSDB protocola ação na PGR sobre caso Lina

23 de julho de 2010

Veja

O PSDB acaba de protocolar na Procuradoria Geral da República uma representação pedindo investigação sobre novas acusações de ex-funcionário da Presidência envolvendo Dilma Rousseff. Em reportagem publicada na edição de VEJA desta semana, Demetrius Sampaio Felinto declarou ter cópia de vídeos que confirmam encontro da candidata petista com a ex-secretária da Receita Federal Lina Vieira. Dilma nega a existência da reunião.

Em um inquérito da Polícia Legislativa concluído no início ano, Demetrius confirma ter enviado e-mail a senadores. No texto, ele diz que foi o responsável pelo sistema de câmaras e controle de acesso do Palácio do Planalto e está disposto a contar tudo o que sabe, “inclusive com provas”. Já o Gabinete de Segurança Institucional da Presidência diz que as fitas que comprovariam se o encontro ocorreu foram apagadas.

A representação pede a apuração de “eventuais atos de improbidade administrativa a envolver a Presidência da República”. “Sem falar no envolvimento da ex-ministra Dilma Rousseff no episódio de interferência de natureza fiscal”, diz o documento, que também solicita ao Ministério Público Federal que instaure inquérito civil para apurar o caso.

Para esclarecer os fatos, segundo a representação, o Ministério Público deve requisitar os procedimentos adotados pelo GSI, bem como documentos comprovando a “suposta destruição das imagens, a autorização de Demetrius Felinto para entregar o HD de seu computador à GSI, entre outros que o Ministério Público entender cabíveis para os esclarecimentos dos fatos”.

(Fernando Mello)

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Veja

Pesquisa Vox Populi mostra Dilma com 8% de vantagem sobre Serra

23 de julho de 2010

Agência Brasil

Marcos Chagas – Reportér da Agência Brasil

Pesquisa do instituto Vox Populi encomendada pela Rede Bandeirantes e o portal IG mostrou, hoje (23), que na pesquisa estimulada a candidata Dilma Rousseff (PT), da coligação Para o Brasil Seguir Andando, abriu uma vantagem de 8% das intenções de votos sobre seu principal adversário José Serra (PSDB), da coligação O Brasil Pode Mais. A candidata Marina Silva, do Partido Verde, aparece com 8%.

Neste cenário, os votos em branco e nulos somaram 4% e 13% dos entrevistados ainda não sabem em quem votar. Na pesquisa espontânea, de acordo com o Jornal da Band, Dilma está com 28%; Serra com 21% e Marina Silva com 5%. Em um eventual segundo turno entre a petista e o tucano, a Dilma Roussef teria 46% e Serra 34%.

O maior índice de rejeição, de acordo com a pesquisa Vox Populi, recai sobre José Serra, com 24%, 20% disseram que não votariam em Marina Silva e 17% rejeitam Dilma Rousseff.

A margem de erro é de 1,8 ponto. Esta é a primeira pesquisa divulgada após a oficialização das candidaturas à Presidência. Ela foi feita entre os dias 17 e 20 de julho, e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número 19.920/10. Foram feitas 3.000 entrevistas em 219 cidades de todas as regiões do país.

Essa notícia foi publicada no seguinteveículo de comunicação:

Agência Brasil

“Presidência ninguém terceiriza”, diz Serra, reforçando que o candidato do PT não é o Lula

23 de julho de 2010

Correio Braziliense

Zero Hora

O candidato à Presidência da República José Serra (PSDB) participou nesta sexta-feira (23) da primeira edição catarinense do Painel RBS especial de eleições, na sede da RBS TV, em Florianópolis (SC). Durante a entrevista exclusiva aos jornalistas da RBS, o candidato apresentou suas propostas de governo para o Estado.

O programa será reprisado ainda hoje na TVCOM, às 23h30min. Confira os principais momentos da entrevista:

BR-101

José Serra diz que terminar as obras de duplicação na BR-101 é um compromisso, não uma promessa. Em geral, ele avalia que há poucas contrapartidas de investimentos federais em Santa Catarina, principalmente, quando se leva em conta a importância do Estado e sua economia. Ele acredita que boa parte das BRs deve ser estadualizada

Aeroporto de Florianópolis x Copa

Serra diz que o problema para o atraso de obras em aeroportos de cidades que não irão sediar jogos não é a Copa. Ele salienta que aeroportos de todo o país sofrem com apagões e reclama da Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuaria (Infraero). “A Infraero é a pior empresa federal. Ela anda devagar e o que faz é caro e encrencado. A minha experiência com órgãos fiscalizadores sempre foi muito boa.”

O candidato diz que uma saída é fazer concessões para poder investir em aeroportos menores.

Estaleiro em Biguaçu x meio ambiente

Para o presidenciável, tanto o meio ambiente quanto o estaleiro são temas relevantes. Ele se diz a favor de uma política de compensação. Citou como exemplo o Rodoanel, umas das maiores obras viárias da América Latina, na região metropolitana de São Paulo. Segundo Serra, foram gastos R$ 500 milhões só para preservar o meio ambiente no local.

Carvão

O candidato diz que a política energética deve ser a mais limpa possível. Também garantiu estar confiante que estudos com combustível fóssil estejam avançados para torná-lo menos poluente. Dessa forma, seria possível investir no carvão catarinense.

Desastres naturais

“Precisa existir uma força nacional (de atendimento) que, se estiver em Brasília, vá para outros lugares em até três horas”, avalia Serra.

O tucano defende a criação de um grupo bem equipado, com técnicos especializados em socorro e áreas de risco, para agir em situações de emergência. Lamentou que em Alagoas não havia sequer transporte para mandar Bombeiros.

“O que temos hoje no país é visita de solidariedade”, diz Serra, referindo-se ao apoio dado às famílias atingidas.

Saúde

O tema é questão prioritária para o candidato. Ele defende as Organizações Sociais (OSs) e a instalação de policlínicas.

Privatização

Questionado por um internauta do clicRBS se irá seguir a mesma linha de privatizações do ex-presidente Fenando Henrique Cardoso, Serra revida afirmando que o governo Lula não mudou em nada neste estilo. Também garantiu que “privatização não é plano de governo” e que só se coloca em prática conforme a necessidade.

Educação

Serra afirmou que uma das prioridade do seu governo, se for eleito, será o investimento em ensino médio profissionalizante.

“O ensino técnico é a chave do desenvolvimento do Brasil e futuro da juventude do país”, afirma o candidato.

Porque votar em José Serra?

O tucano acredita que o país não elege por delegação e reforça que a concorrente pelo PT à Presidência é Dilma Rousseff e não quem está ao lado dela.

“Lula não é candidato. E Presidência ninguém terceiriza.”

Essa notícia foi publicada no seguinte veículo  de comunicação:

Correio Braziliense

Mais burocracia: Código do Consumidor obrigatório nos estabelecimentos

23 de julho de 2010

Libertatum

Klauber Cristofen Pires

A sanha burocratista não tem fim: agora, a lei 12.291/2010, sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e publicada nesta quarta-feira, 21 de julho, no Diário Oficial da União, obriga todo e qualquer estabelecimento comercial a guardar uma cópia do Código de Defesa do Consumidor.

Seria de se perguntar se antes não seria obrigatório toda e qualquer pessoa andar com um exemplar da Constituição dentro de casa, no carro ou até mesmo debaixo do braço. Como alguém que vez a ou outra a consulta, desisti de comprar novos exemplares atualizados, de pois de colecionar uma pilha, cada qual substituído por conta de uma nova emenda. Hoje, o que faço simplesmente é acessar na internet.

Internet? Pôxa, qualquer pessoa pode ter acesso, não é mesmo? Eu costumo acessar justamente no site do Sr Presidente, e a vantagem é que lá as leis já estão permanentemente atualizadas e linkadas com outras que tratam de matéria correlata. Os sites da Câmara e do Senado também possuem um sistema de consulta à Constituição e à legislação. Imagino que os parlamentares e Sr Lula nunca devam ter visitados seus próprios sites, ou senão teriam pensado melhor antes de terem editado tão ridícula norma.

Com mais esta burocracia, fragiliza-se ainda mais uma vez a figura do empresário. Além de estabelecer uma multa de até R$ 1.064,10, impagável para a maioria das pequenas lojas, a lei funciona como aquela criminalização prévia que fica lá, latente, esperando para ser somada a outra qualquer, para funcionar como agravante.

A dita norma só não se tornou mais truculenta porque um sábio assessor jurídico do Ministério da Justiça houve por aconselhar o Sr Lula a vetar outros dois dispositivos, que previam a “suspensão temporária” e a “cassação do estabelecimento”, e pior, sem a previsão no texto de que deveriam ser aplicados sequencialmente, de modo que a autoridade administrativa porderia, ao seu talante, decidir por um deles logo à primeira vez!

Em um dos artigos que escrevi recentemente, apontei a atitude de um procurador militar que houve por denunciar a cobrança de consumação em barracas de praia no balneário de Salinópolis -PA, mas, de forma cínica, covarde e venenosa, conjuntamente com o fato de as ditas barracas estarem lá instaladas ocupando terreno da União de forma irregular.

Diga-me, leitor, o que você acha que estava fazendo um procurador militar nas badaladas praias de Salinópolis justo em plena alta estação? Caçando recrutas gazeteando a escala de guarda? O quê pretendo dizer com isto? Ora, que avento da possibilidade de que o dito sujeito deva ter ingressado em uma destas barracas como um cidadão qualquer, para degustar uma cervejinha gelada, e ter saído de lá indignado com o aviso de cobrança da consumação, disposto a fazer valer a força do seu cargo e assim satisfazer seu ego pessoal. Em resumo: entrou indivíduo e saiu procurador.

Se o caso fosse a ocupação irregular do terreno, ele nem sequer teria tido conhecimento da cobrança da consumação, até por ser irrelevante; simplesmente trataria de providenciar a expulsão daqueles negociantes, segundo a forma da lei. No entanto, tal medida soa impopular, e mesmo procuradores, que não são de ferro, apreciam uma loira gelada com sombra, banheiro e ducha de água doce, certo? Desta forma, a “irregularidade” se converte em “concessão precária”, pronta a ser revogada como caráter agravante para qualquer outra acusação futura.

É o que virá a acontecer com a lei 12.291/2010. A partir do início de sua vigência, qualquer comerciante será tratado como contumaz praticante de má-fé pela simples ausência do documento, se solicitado por um cliente dono de uma queixa qualquer ou por algum tipo de fiscal. Aliás, a probabilidade de o dado fiscal exigir a sua “multa pessoal “, vai aumentar ou não?

Saliento, não bastasse tanto absurdo, que a lei não exige que a cópia do CDC seja “atualizada”. Isto vai dar confusão. Ter uma cópia desatualizada importará na mencionada multa? Ademais, hoje em dia, poucas são as pessoas capazes de interpretar corretamente a letra da lei, que necessita ser harmonizada com a Constituiçãoe com outros dispositivos normativos, e não raro, a jurisprudência aponta decisões completamente diversas do que dizem os textos legais.

As casas de comércio, antes lugar de interação social onde as pessoas se ajudavam mutuamente trocando títulos de propriedade, estão sendo transformadas em uma arena de desconfiança, delação, chantagem e outros lamentáveis ardis, graças ao positivimo levado aos seus últimos cimos.

Esse artigo foi publicado no seguinte veículo de comunicação:

Libertatum

PT, Farc, meia verdade e ambiguidade

23 de julho de 2010

Prosa e Política

Clovis Rossi – Folha de SP

O candidato José Serra não deixa de ter alguma razão em sua afirmação de que o PT tem, sim, laços com as Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia).

O laço, que Serra não especificou, chama-se Foro de São Paulo, conglomerado de partidos de esquerda criado em 1990 por iniciativa do PT. As Farc fazem parte do Foro. Logo, o laço existe e é facilmente encontrável em documentos oficiais tanto do PT como do Foro.

O que Serra não explicitou é que o PT cortou tais laços depois que chegou ao poder. Ou, pelo menos, a parte mais importante do partido. Devem ter sobrado alguns nostálgicos do tempo em que o PT era de esquerda que ainda acham que as Farc são revolucionárias e não um grupo narco-terrorista.

Já em 2005, a Folha informava que o PT vetara a participação do grupo colombiano na reunião que marcaria o 15º aniversário do Foro, realizado em São Paulo –e com a participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Eis o que dizia então a Folha: “A tentativa frustrada [de participação no encontro de São Paulo] está registrada em e-mail atribuído a Raúl Reyes, obtido pela Folha, e foi confirmada pelo advogado colombiano Pietro Lora Alarcón. Professor da PUC-SP. Lora disse que foi procurado pelo padre Olivério Medina, então embaixador das Farc no Brasil.

Porém, o pedido de Medina foi rejeitado pela secretaria executiva do Foro, que era dominada pelo PT“.

Entre parêntesis: Raúl Reyes foi um dos principais líderes das Farc, morto há dois anos em ataque do Exército colombiano a seu acampamento no Equador, junto à fronteira com a Colômbia. Os militares colombianos ficaram com os computadores de Reyes e dele extraíram uma coleção de informações preciosas.

Fecha parêntesis, voltemos ao futuro.

Dois anos depois do veto, as Farc voltaram a ser marginalizadas no encontro realizado em San Salvador.

Declararam à época: “Cremos ser oportuno manifestar nossa inquietação e desagrado pela posição de alguns companheiros que, em forma e sob responsabilidade pessoal, publicamente dizem que as Farc não podem participar no Foro, por ser uma organização alçada em armas. A luta armada não se criou por decreto e tampouco se acaba por decisão similar; é a expressão de um povo que sofreu a devastação de sua população em mais de um milhão de pessoas que, nestes 60 anos, foram assassinadas, é a expressão dos milhares de militantes que foram assassinados do Partido Comunista e da União Patriótica, é a expressão de milhares de sindicalistas que foram assassinados nestes últimos anos”.

A manifestação serve de demonstração cabal de como o poder transforma os partidos e os políticos. Quando o Foro de São Paulo foi criado, em 1990, só um dos partidos nele representados estava no poder (o Partido Comunista Cubano, que, aliás, continua até hoje). No encontro de San Salvador, já eram oito os países governados por partidos do Foro: além de Cuba, Venezuela, Bolívia, Nicarágua, Equador, Brasil, Uruguai e Argentina.

Ou seja, em vez de o poder abrir portas para um sócio como as Farc, elas se fecharam.

O problema é que se fecharam dessa forma indireta. Ninguém teve a coragem de propor a expulsão das Farc, por, como elas próprias dizem, ser “uma organização alçada em armas”.

É essa ambiguidade que o PT tem agora a obrigação de esclarecer de uma boa vez. As Farc são ou não um companheiro de viagem aceitável?

Se precisarem de ajuda para se definir, sugiro a leitura de “As Farc, uma guerrilha sem fins?”, de Daniel Pécaut, diretor de estudos na École des Hautes Études en Sciences Sociales de Paris. Acaba de sair pela “Paz e Terra”.

Trata-se de um relato tão objetivo quanto possível, cuja conclusão adianto: “A impopularidade da guerrilha tornara-se [nos últimos anos] quase unânime, mais ainda depois que perderam a oportunidade política oferecida pelas negociações [iniciadas no governo Andrés Pastrana, antecessor de Álvaro Uribe]. Definitivamente, o fracasso de sua estratégia é militar apenas em parte; o fracasso é, acima de tudo, político”.

Publicada por:

Prosa e Política