Posts de 22 de julho de 2010

Deficiências – Mário Quintana

22 de julho de 2010

Uol Mais

DEFICIÊNCIAS – Mario Quintana (escritor gaúcho 30/07/1906 -05/05/1994).

“Deficiente” é aquele que não consegue modificar sua vida, aceitando as imposições de outras pessoas ou da sociedade em que vive, sem ter consciência de que é dono do seu destino.

“Louco” é quem não procura ser feliz com o que possui.

“Cego” é aquele que não vê seu próximo morrer de frio, de fome, de miséria, e só tem olhos para seus míseros problemas e pequenas dores.

“Surdo” é aquele que não tem tempo de ouvir um desabafo de um amigo, ou o apelo de um irmão. Pois está sempre apressado para o trabalho e quer garantir seus tostões no fim do mês.

“Mudo” é aquele que não consegue falar o que sente e se esconde por trás da máscara da hipocrisia.

“Paralítico” é quem não consegue andar na direção daqueles que precisam de sua ajuda.

“Diabético” é quem não consegue ser doce.

“Anão” é quem não sabe deixar o amor crescer.

E, finalmente, a pior das deficiências é ser miserável, pois:

“Miseráveis” são todos que não conseguem falar com Deus.

“A amizade é um amor que nunca morre. “

Esse post foi publicado no seguinteveículo de comunicação:

UOL Mais

As extravagâncias da política externa do governo Lula

22 de julho de 2010

João Bosco Leal

Ao ler que o Presidente Lula autorizou a criação de uma nova embaixada do Brasil em Tuvalu – e sentindo-me ignorante por não conhecer o país -, continuei a leitura em busca de respostas que satisfizessem minha curiosidade. Soube então que Tuvalu é um agrupamento de nove atóis de coral, perto da Polinésia, no oceano Pacífico, onde, desde que foi instituída a monarquia constitucional, a Rainha Elizabeth II é a chefe de Estado e quem nomeia o governador-geral. O Parlamento, composto por 15 membros, é quem indica o primeiro-ministro, que manda de fato.

A capital de Tuvalu é Funafuti, onde residem 4.500 pessoas, de uma população total de 13.000 tuvaluanos, que habita “toda” a Tuvalu. A economia é baseada na exportação da polpa seca do coco, chamada copra, e no pandano, uma planta comestível também usada em artesanato, e a renda total é complementada pelo arrendamento da bandeira nacional a navios de origens tão suspeitas quanto as atividades de seus tripulantes.

O total dessas fontes de renda mantém o PIB local por volta de US$ 15 milhões e, como em Tuvalu não há emissoras de rádio ou de televisão, quem deseja manter-se informado tem como única fonte as edições quinzenais do único jornal do lugar, que possui uma tiragem total estacionada em 500 exemplares.

Fico a me perguntar sobre os motivos que levariam qualquer país do mundo a abrir uma embaixada em Tuvalu, em busca de que tipo de conveniência, política, econômica, ou o que estaria por trás dessa atitude do governo Lula e do “grande” estrategista da política externa Celso Amorim. A resposta está na própria matéria que leio, quando esta diz que o embaixador brasileiro na Nova Zelândia recebeu a missão de garantir o endosso de Tuvalu aos devaneios brasileiros de conseguir uma vaga no Conselho de Segurança da ONU, pleiteada por Lula a mais de sete anos.

Essa também certamente é a resposta do motivo pelo qual o Brasil, no atual governo, não cria embaixadas, mas praticamente espalha verdadeiros “comitês de campanha” em qualquer país que tenha direito a voto nesse pleito, seja a Bélgica ou Tuvalu. Aí está a explicação para tanta irresponsabilidade na ampliação, em massa, das representações diplomáticas realizadas pelo Itamaraty de Celso Amorim.

Sim, porque, pelo descrito, Tuvalu é menor do que milhares de bairros, isso mesmo, bairros, de cidades brasileiras de pequeno porte. E, economicamente, que interesse o país teria em Tuvalu, que justifique a abertura de uma embaixada brasileira? Não precisamos de nada, internamente, no Brasil, onde se aplicaria melhor esse dinheiro?

O governo Lula tem perdido sucessivas eleições na sede da ONU em Nova York, e, ao que parece, quer continuar tentando para ver se, como ocorreu aqui com suas candidaturas, um dia vence. Provavelmente como troco pelas derrotas, tem se afastado dos tradicionais aliados brasileiros, tanto políticos quanto econômicos, e passou a se aproximar, cada vez mais, de aberrações políticas e comerciais como o Irã, a Venezuela e Cuba. Parece que não consegue enxergar que todos esses países juntos não possuem a população de um único estado brasileiro como São Paulo nem a economia ou população de qualquer outro estado brasileiro de médio porte econômico.

Nos últimos anos, a política externa do atual governo brasileiro só tem feito favores e concessões econômicas aos países dos “companheiros” Evo Morales da Bolívia, Fernando Lugo do Paraguai, Néstor e Cristina Kirchner da Argentina, Fidel e Raúl Castro de Cuba, e Hugo Chávez da Venezuela, além, é claro, da nova paixão pelo Irã de Mahmoud Ahmadinejad.

Ainda bem que estamos no final deste governo. Espero que o próximo presidente tenha menos ambição por se tornar um grande estadista, pois sabemos que isso não se impõe ou se compra. Ou se é ou não. E Lula não é.

Publicado por: A Trinuna News ; Alerta Total ; Blog do Cachorro Louco ; Blog do Lúcio Neto ; Blog do Meireles ; Blog do Hélio de Aguiar ; Blog do Tão GomesCampo Grande News ; Feedjit Wake Blogs ; Jornal Bandeirantes News ; Liberesfera ; Libertatum ; MNP Notícias  ; MS Notícias News ; Ponto de Vista ; Prosa e Política ; Revista Veja Brasil ; Yahoo Respostas  

Charge: carne e unha (As FARC e os GARF)

22 de julho de 2010

Prosa e Política

por: Adriana Vandoni 

 

 

 

 

 

 

 

Essa charge foi publicada no seguinte veículo de comunicação:

Prosa e Política

Oposição quer quebrar sigilo de repasses ao MST

22 de julho de 2010

Prosa e Política

Na última hora, DEM e PSDB conseguiram prorrogar CPI e querem tentar provar que dinheiro público financiou invasões de terra

Renata Camargo/ Congresso em Foco

Parlamentares da oposição vão tentar quebrar o sigilo bancário, fiscal e telefônico de entidades ligadas ao Movimento dos Sem Terra (MST). A tentativa será possível após o prazo da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga supostas irregularidades no envio de recursos ao MST ter sido oficialmente prorrogado até o dia 13 de janeiro.

Segundo o deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS), mais de 130 requerimentos que tratam de quebra de sigilo de ONGs estão na pauta da CPI para serem votados. A intenção da oposição é ter acesso a informações sigilosas de entidades como o Instituto de Orientação Comunitária e Assistência Rural (Inocar), a Associação Nacional de Cooperação Agrícola (Anca), a Confederação das Cooperativas da Reforma Agrária (Concrab) e o Centro de Formação e Pesquisa Contestado (Cepatec).

“O exame feito até agora foi apenas dos convênios. Você não consegue enxergar irregularidades, se não se identificam as movimentações bancárias, fiscais. O relatório apresentado parece mais um habeas corpus preventivo. Queremos proceder com as investigações para que se tragam resultados”, diz Onyx.

A intenção da oposição é mudar os rumos da CPI. Os membros da comissão, na maioria governistas, tendem a aprovar o relatório do deputado Jilmar Tato (PT-SP), que concluiu que não há irregularidades nos repasses feitos às entidades ligadas ao MST. Já foram quatro tentativas de votar o relatório de Tato, mas nenhuma votação ocorreu por falta de quorum.

Em seu relatório, Jilmar Tato afirma que não houve desvios de verbas na execução de convênios entre a União e entidades ligadas ao MST. O parlamentar, no entanto, diz que é preciso aprimoramento da reforma agrária no país e defende que a dotação orçamentária e a quantidade de pessoal nos órgãos públicos para atender à redistribuição fundiária no Brasil são insuficientes.

Esa notícia foi publicada no segionte veículo de comunicação:

Prosa e Política

Economia subterrânea movimentou R$ 578 bilhões em 2009, aponta estudo

22 de julho de 2010

Correio Braziliense 

Agência Brasil

As atividades econômicas subterrâneas somaram R$ 578 bilhões em 2009, ou 18,4% do Produto Interno Bruto (PIB) – soma de todas as riquezas do país. O desempenho dos segmentos informais e ilegais foi medido por um estudo realizado pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV), em parceria com o Instituto Brasileiro de Ética Concorrencial (Etco). Estão incluídos nesse total desde o trabalho dos vendedores ambulantes até ocupações criminosas, como tráfico de drogas.

Em números absolutos, a pesquisa aponta para o crescimento desse tipo de transação econômica. Em 2003 foram movimentados R$ 357 bilhões. Percentualmente, entretanto, ocorreu uma redução, uma vez que o valor representava há sete anos 21% do PIB.

Essas atividades, que não pagam impostos ou nem cumprem os direitos trabalhistas, podem oferecer produtos e serviços a um preço menor, enfraquecendo o mercado formal, segundo o pesquisador do Ibre Fernando de Holanda. “Você cria um ambiente ruim de negócios, com uma concorrência desleal.”.

A diminuição proporcional da economia subterrânea foi impulsionada, de acordo com Holanda, pelo crescimento consistente da economia, aumento da oferta de crédito e maior eficiência da fiscalização.

Com a economia mais estável, aumentam as vantagens para o empresário e o trabalhador que estiver regularizado. “Com o crescimento acelerado, firmas pequenas têm que se formalizar para ter acesso a crédito”, assinala Holanda. “Para acessar o crédito imobiliário o trabalhador tem que ter comprovação de renda.”

A melhora da fiscalização de órgãos como a Receita Federal também influenciou na redução da informalidade, mas a vigilância sozinha não é capaz de eliminar a economia subterrânea. Para Holanda, a preferência de trabalhadores ou empresários em ficar fora da lei ocorre, na maioria das vezes, porque a tributação é muito alta e a burocracia complexa demais.

Há atividades, inclusive, que somente são possíveis se exercidas de maneira ilegal, observa Holanda. “Alguns setores só são viáveis se você não pagar imposto. O que causa um problema, porque, apesar de fora da lei, são ocupações que geram trabalho e renda”, afirmou.

Entretanto, ao mesmo tempo, a informalidade traz danos para a economia como um todo. O pesquisador aponta, por exemplo, que quanto mais atividades ocorrem à margem da lei, menor é o ritmo de investimento e crescimento econômico. “A economia como um todo sofre.”

O pesquisador ressalta que a informalidade de parte da economia acaba fazendo com que as empresas legais tenham que pagar mais impostos para compensar os sonegados pelas demais. “Tudo isso cria um ciclo vicioso.”

Publicada por:

Correio Braziliense