Posts de 21 de julho de 2010

Frigoríficos do Brasil apertam cerco a pecuaristas na Amazônia

21 de julho de 2010

Folha.com

DA REUTERS

Os grupos frigoríficos JBS e Marfrig suspenderam juntos relações comerciais com mais de 200 fornecedores de gado que atuam com alguma irregularidade, social ou ambiental, no Bioma Amazônico, informaram as empresas nesta terça-feira.

O JBS, maior produtor de carne bovina do mundo, e o Marfrig, o segundo do Brasil e também um dos maiores participantes no mercado global de carnes, tomaram a decisão após detectarem via satélite que parte de seus fornecedores atuava em áreas de preservação, indígena ou próximas de desmatamentos.

Seguindo um acordo feito com representantes da sociedade civil, entre elas o Greenpeace, o Marfrig suspendeu 170 fornecedores de sua lista de mais de 2 mil que atuam em Mato Grosso e Rondônia. Já o JBS cortou de seu cadastro 31 pecuaristas, colocando ainda 1.491 em situação de “alerta”, enquanto verifica a condição desses criadores de gado nos Estados de Mato Grosso, Pará, Rondônia e Acre.

‘Com isso, garantimos 100% de controle sobre a carne abatida no Bioma Amazônico’, disse à Reuters Ocimar Villela, diretor de Sustentabilidade do Marfrig, cuja produção na região responde por 7% do total da companhia.

‘Os trabalhos de coleta das coordenadas dos currais de embarque de bovinos para abate passou a fazer parte do processo de aquisição de matéria prima da JBS, tornando o procedimento obrigatório em todas as unidades do grupo”, acrescentou Marco Bortolon, presidente da Divisão de Carnes Mercosul, do JBS, lembrando que 100% das 9.813 propriedades fornecedoras ao frigorífico na região estão monitoradas por satélites.

O cerco aos pecuaristas que atuam na ilegalidade tende a se intensificar ainda mais. Seguindo um acordo firmado com o Ministério Público do Pará, o representante do Marfrig afirmou que a companhia, a partir de 13 de novembro, só comprará gado de quem tiver o CAR (Cadastro Ambiental Rural) regularizado.

O avanço da pecuária é tido por especialistas e pelo Ministério do Meio Ambiente como um dos principais responsáveis pelo desmatamento da Amazônia.

Frigoríficos têm sido pressionados no país e no exterior para adotarem práticas sustentáveis de produção no Bioma Amazônico, que se estende por cerca de 50% do território brasileiro.

O Ministério da Agricultura lançou no ano passado um programa para monitorar fazendas de gado do Pará –importante criador de gado e um dos Estados que mais desmatam ao lado do Mato Grosso– com o objetivo de coibir desflorestamentos decorrentes do avanço da criação de bois. E o Ministério do Meio Ambiente tem intensificado a fiscalização na área.

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Folha.com

TRE de Mato Grosso torna deputado Pedro Henry inelegível

21 de julho de 2010

Folha.com

RODRIGO VARGAS – DE CUIABÁ

Por abuso de poder econômico e utilização indevida de veículo de comunicação, o TRE (Tribunal Regional Eleitoral) de Mato Grosso tornou inelegível por três anos o deputado federal Pedro Henry (PP-MT).

O congressista, reeleito em 2006 após ter seu nome envolvido nos escândalos do mensalão e da máfia das ambulâncias (sanguessugas), terá de recorrer da medida para conseguir disputar um novo mandato neste ano.

Ficha Limpa pode tornar inelegíveis 36 congressistas
Impugnações de candidaturas já beiram 3.000 no país

Segundo o TRE, Henry defendeu abertamente, em entrevista a uma emissora de TV de sua família, a reeleição de seu irmão, Ricardo Henry (PP-MT), à Prefeitura de Cáceres (220 km de Cuiabá), em 2008.

A entrevista durou 26 minutos e foi concedida um mês antes das eleições daquele ano, fora do horário eleitoral gratuito.

Para o juiz relator do processo, Jorge Tadeu, o caso configura “uso indevido de um canal de comunicação, por somente uma das partes em disputa”.

“Não se tem notícia de que o mesmo espaço de TV e idêntico tempo foram concedidos aos demais candidatos majoritários naquele pleito.”

OUTRO LADO

A Folha procurou o deputado por telefone e deixou recado, mas ele não ligou de volta. A secretária do advogado José Alvares, que representa o congressista no caso, disse que o defensor está em viagem e não pode comentar a decisão do TRE.

Por meio de sua conta no Twitter (site de microblog), Henry disse que não pediu votos ou citou o nome de qualquer candidato na entrevista que gerou a punição.

“No dia em que um deputado federal não puder mais falar à imprensa, acabou a liberdade de expressão.”

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Folha.com

Desmatamento da Amazônia caiu 47%, indicam satélites

21 de julho de 2010

Estadão

MARTA SALOMON – Agência Estado

Faltando apenas dois meses do período de coleta de dados da taxa anual de desmatamento, o ritmo de abate de árvores na Amazônia indica queda de 47%. O número é maior do que os 42% do porcentual recorde de queda da devastação da floresta, registrado pelos satélites do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) no ano passado. A indicação de nova queda aparece nos dados acumulados durante dez meses – entre agosto de 2009 e maio de 2010 – pelo Deter, o sistema de detecção do desmatamento em tempo real. Divulgado também pelo Inpe, o Deter é usado para orientar a ação de fiscais no combate à devastação da Amazônia.

O sistema Deter já captou desde agosto passado o corte de 1.567 quilômetros quadrados da Floresta Amazônica. Essa área é superior à cidade de São Paulo. Mas conta apenas uma parte da história do que acontece na região. Mais rápido e menos preciso, o Deter não capta desmatamentos em áreas com menos de 50 hectares (meio quilômetro quadrado). Vem daí a principal diferença entre o sistema de detecção do desmatamento em tempo real e o Prodes, que mede a taxa oficial, divulgada ao final de cada ano.

No ano passado, o Prodes mediu redução recorde de 42% no ritmo do desmatamento. A área abatida foi a menor desde o início da série histórica do Inpe, em 1988. Entre agosto de 2008 e julho de 2009 foram devastados 7.464 quilômetros quadrados de floresta, ou cerca de 5 vezes o tamanho da cidade de São Paulo. No ano anterior, a Amazônia havia perdido quase 13 mil quilômetros quadrados de floresta. Essa queda recorde foi registrada depois de um ano de interrupção num período de queda do abate de árvores, que vinha se mantendo desde 2004, e de uma crise no governo. Foi resultado sobretudo do aumento de fiscalização e de medidas como o corte de crédito aos desmatadores e o embargo da produção em áreas de abate ilegal de árvores.

De acordo com dados dos satélites do Inpe, os piores anos para a floresta foram 1995, 2004 e 2003, com mais de 25 mil quilômetros quadrados devastados em cada um desses anos. A nova taxa oficial de desmatamento ainda depende das medições dos satélites nos meses de junho e julho, que tradicionalmente apresentam ritmo acelerado de corte de árvores. O período mais complicado na preservação da floresta começa com o fim das chuvas na região e segue até outubro. Em maio, o Inpe registrou 11,4% de desmatamento a menos do que no mesmo mês do ano passado, dado de contribuiu para a queda de 47% acumulada desde agosto de 2009.

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Estadão

Serra se define ‘presidente da produção’ a empresários

21 de julho de 2010

Estadão

RUBENS SANTOS – Agência Estado

O candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra, derrubou um tabu de campanha, hoje, em sua visita a Goiânia. Mal disse boa-tarde e foi logo declarando, de maneira objetiva, o que pretende fazer caso eleito: “Eu, presidente da República, vou ser o presidente da produção do Brasil”. A frase de Serra arrancou aplausos dos empresários de Goiás, que se reuniram hoje, na Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg). “Esse é um aspecto fundamental, eu estou ligado nisso”, disse o tucano. “Eu nasci num bairro operário de São Paulo, me acostumei a conviver com operários, acostumei a ver riqueza produzida”, disse, referindo-se aos tempos em que morou na Mooca, bairro paulistano onde nasceu em 1942.

O tucano José Serra também afirmou que vai investir em infraestrutura como fator de geração de produção e riquezas no Brasil e em Goiás (9º maior Produto Interno Bruto entre os estados brasileiros), o que desencadeará o surgimento de novos polos de desenvolvimento. “Estou do lado dos que trabalham, com riscos, e produzem”, disse o ex-governador paulista. “O atual governo não é de produção”, criticou.

Serra manteve o foco nas críticas ao governo Lula ao comentar que os empresários assumem riscos no País e investem em inovação. No entanto, disse, há os que fazem o capitalismo socialista, onde socializam os prejuízos e privatizam os ganhos. “O governo ajuda para que isso aconteça. Basta ver os contratos de Belo Monte, e da ferrovia rápida ligando Rio de Janeiro a São Paulo, o trem-bala”, apontou.

“Aí é tudo sem risco”, disse. O ex-governador afirmou que o governo federal terá de pagar em subsídios, pelo trem-bala, o equivalente a R$ 3 bilhões por ano. É ele, governo, quem vai bancar tudo. “Para quem entra no projeto, o risco é nulo. Se o projeto der errado, a receita será do governo”, advertiu. “Se alguém vai pagar é o governo. Se der certo eles ganham”, disse.

Propostas

O candidato afirmou que, para aumentar a produção, um possível governo tucano irá investir em comércio exterior: “Hoje, temos uma política pouco agressiva”. “O Lula vive viajando, mas nos aproximou de alguns países que, somados, não dão 1% do nosso mercado interno.”

Os planos de um possível governo também passam pela redução da Selic – a maior taxa do mundo é a brasileira, segundo Serra -, no aperfeiçoamento de um sistema de crédito via Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), e em aeroportos. “Aeroportos são a questão vital”, disse Serra. “Virou um problema muito sério, porque a Infraero é muito incompetente, está loteada”.

Após explicar o que fará com a caneta, o orçamento trilionário da União e o Diário Oficial – a maior expectativa dos empresários que foram às centenas ouvir o presidenciável – José Serra andou pelas ruas do Centro de Goiânia, onde afirmou que seu governo vai investir também na construção de metrôs.

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Estadão

 



TSE recebe 301 pedidos de impugnação de candidatos paulistas

21 de julho de 2010

Agência Brasil

Daniel Mello – Repórter da Agência Brasil 

São Paulo – O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) recebeu até o momento 301 pedidos de impugnação de candidaturas a deputado por São Paulo (187 para estadual e 113 para federal). Em relação às candidaturas ao Senado, apenas a de Antonio Salim Curiati Júnior teve a impugnação solicitada. 

Estão registrados no TSE 1.847 candidatos a deputado estadual e 1.243 a deputado federal e 16 ao Senado por São Paulo. As nove candidaturas ao governo paulista não apresentam pedidos de impugnação. 

Do total de pedidos, 281 foram requisitados pela Procuradoria Regional Eleitoral (PRE) em São Paulo, 15 com base na Lei da Ficha Suja e o restante por falta de documentação, como a certidão criminal ou a declaração de bens, considerados importantes. Em mais 229 , a PRE fez apenas pedidos de diligência, por causa da ausência documentos de menor importância. 

A partir da notificação da impugnação, os candidatos devem apresentar recurso em até sete dias, contados o sábado e o domingo, já que as secretarias dos tribunais estão funcionando em regime de plantão. O registro das candidaturas deve ser julgado, inclusive em grau de recurso, até o dia 19 de agosto.

Essa notícia foi publicada no seguinte veículo de comunicação:

Agência Brasil