R. Ney Magalhães (*)
A chamada Revolução de 64, também conhecida como Revolução Militar que resultou nos bons e progressistas Governos Militares aconteceu sem que se ouvisse um tiro pelo menos. Aconteceram sim, Fogos de Artifício pela conquista de muitas Copas do Mundo de Futebol, durante aquele período.
Aqueles acontecimentos políticos foram motivados pela falta de comida e pela corrupção e desmandos dos cidadãos que estavam no Poder.
A única diferença dos dias atuais se deve a fartura de alimentos baratos, os outros itens negativos retornaram e estão de vento em pôpa.
Este quadro produtivo é transitório e ao custo do suor e sangue dos Produtores Rurais que estão esvaindo seu potencial e suas vidas cultivadas e armazenadas durante aqueles memoráveis Governos desde Castelo Branco até à Abertura Geral e Irrestrita permitida erroneamente por Figueiredo. Tudo que o Brasil conquistou está sendo dilapidado pelo inconseqüente sistema socialista aplicado nas linhas da Constituição de Ulisses que determina Direitos demais e exige Deveres de menos.
O atual desrespeito aos produtores de alimentos, muito bem declarado pelo Deputado Aldo Rebelo ao relatar o Novo Código Florestal Brasileiro exprime verdadeiramente a situação desta Classe em extinção no País.
Textualmente ele afirma, “assim vai o nosso Produtor Rural, notificado, multado, processado, embargado na sua propriedade, sentenciado, e mal consegue arrancar da Terra o sustento de sua família. Da cidade, o homem urbano olha com desdém e desprezo a sua labuta”.
A persistir a total insensibilidade e a incapacidade dos Políticos Governantes em aplicar uma política agrícola que permita remuneração ao Trabalho dos agricultores, em um futuro muito próximo vamos amargar o encarecimento dos alimentos, a ausência de excedentes para exportação e o conseqüente desequilibro da Balança Comercial, hoje mantido pelo agronegocio.
Nova Ordem Democrática com Nova Constituição podem e devem acontecer para o bem da Nação, com Reforma da Política Partidária e Tributaria, diminuindo drasticamente o numero de vereadores, deputados, senadores, funcionalismo publico, bem como a extinção de Ministérios e outros órgãos públicos que servem apenas para cabide de empregos. A maquina governamental está onerosa e esse Custo Brasil inviabiliza o desenvolvimento.
O carro-chefe dos Governos Militares pós 64 foi a implantação de Infra-estrutura com o avanço da abertura de Novas Fronteiras Agrícolas e Instalação de capacidade Energética e ainda a Construção de Rodovias. O País cresceu e gerou Produção e Empregos, com a Mesa farta trazendo tranqüilidade às famílias brasileiras.
Hoje, a hipocrisia demagógica dos burocratas políticos de plantão, direcionada principalmente aos fatores ambientais aponta e atira suas frustrações funcionais para o alvo mais vulnerável e desprotegido que é o humilde homem do campo, ainda por aqui denominado de Fazendeiro. A retomada do desenvolvimento com aumento de produção só poderá acontecer com prioridades setoriais. Historicamente este Sul do MS tem aptidão para a criação de animais e produção de cereais.
Nossos antepassados demarcaram e amainaram as terras, antes cobertos por matas ou cerrados onde hoje produzimos os alimentos que sustentam a economia como um todo.
Amainar a terra não foi um crime, e sim um ato de amor para com a nossa geração.
As matas forneceram a madeira para a construção de nossos lares e nossas Igrejas, para os Bancos Escolares e para a Cátedra dos Juizes. As terras ficaram aptas então em produzir o pão nosso de cada dia. Bendito seja o Produtor Rural.
É patente e reconhecidamente comprovado que a grande responsável pela poluição, emanação de gases, aterramento de vertentes e lagoas é a obrigatória concentração urbana com a formação dos lixos e outros dejetos, sem esquecermos dos veículos automotores geradores de gazes com suas conseqüências.
A solução não é “a caça às bruxas” e sim voltar a “priorizar a produção primaria de Grãos e Animais para que novamente o Campo volte a crescer gerando matéria prima para as Indústrias, desenvolvendo as Cidades, gerando empregos e riquezas para todos os Brasileiros”.
(*) Produtor Rural em Amambai.
Fundador do Sindicato Rural.
agroney@bol.com.br