Posts de 18 de julho de 2010

Falta de investimentos não impediu Brasil de criar 74% de todas as áreas de conservação no mundo

18 de julho de 2010

Correio Braziliense 

Victor Martins

O Brasil responde por 74% de todas áreas destinadas à conservação no mundo. Com tamanha responsabildade, o país se viu obirgado a criar mecanismos de proteção para toda essa riqueza. Mesmo que por vezes falho, o controle da degradação da fauna e da flora brasileira está sendo realizado. E, neste domingo (18/07), completa 10 anos de existência o Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza (SNUC).

Criado em 2000 pela Lei nº 9.985, o programa proporcionou um salto quantitativo de áreas protegidas no Brasil, com o acréscimo de 378 unidades em níveis federal, estadual e municipal.Em termos percentuais, significa que o país aumentou em 62% o número de unidades de conservação e expandiu a área protegida em 105%, com a destinação de mais de 78,5 milhões de hectares. Frente a outras nações, o Brasil foi responsável pela criação de 74% de todas as áreas destinadas à conservação no mundo no período de 2003 a 2008.

Ainda assim, não há muito o que comemorar. Enquanto essa lei protege, a ação irresponsável de madeireiras, da especulação imobiliária e de agricultores e pecuaristas que ferem a legislação ainda deixa o país entre os maiores vilões do meio ambiente.

Essa disparidade da posição brasileira ocorre em função dos escassos investimentos em proteção ambiental. De acordo com estimativas do próprio Ministério do Meio Ambiente, para que o SNUC funcione plenamente seriam necessários, anualmente, R$ 550 milhões para custeio do sistema federal e de R$ 360 milhões para os sistemas estaduais, além de aproximadamente R$ 600 milhões em investimentos em infraestrutura no sistema federal e de R$ 1,20 bilhão nos sistemas estaduais – recursos esses que nunca foram disponibilizados pelo Governo Federal.

Em 2008, o sistema de gestão das unidades de conservação federais recebeu somente R$ 316 milhões. Entre 2001 a 2008, o orçamento destinado a essas atividaes cresceu 16,35%, expansão que representa menos da metade da inflação registrada no período. Enquanto os recursos andavam a passos de tartaruga, a área somada de conservação federal avançou 78,46%.

Publicada por:

Correio Braziliense 

Ataques pesados

18 de julho de 2010

Correio Braziliense  

Alana Rizzo

Candidato à Vice-Presidência na chapa de José Serra (PSDB), o deputado Índio da Costa (DEM-RJ) usou a internet para atacar a campanha adversária. Acusou o PT de envolvimento com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), com o narcotráfico e com “tudo que há de pior”. As declarações foram feitas em entrevista ao site Mobiliza PSDB. Índio disse ainda que quase foi preso em Cuba por andar com uma publicação “debaixo do braço” que apontava relações entre o partido brasileiro e o governo cubano. “Até queria ser preso para saber como é essa história que tanto falam. Coitado do cubano”, debochou o candidato.

O parlamentar reforçou que a disputa será contra Dilma Rousseff e o PT, aproveitando para lançar mão de um novo terrorismo eleitoral: “Quem é que me garante que, no dia seguinte à eleição, ela não vai dar um chute no Lula e vai governar sozinha com as garras do PT por trás dela?”. Segundo o democrata, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem poder sobre os petistas, mas “eles têm muito poder sobre Dilma”.

As afrontas à candidata continuaram no Twitter. Na madrugada de ontem, Índio chamou Dilma de “esfinge do pau oco” e ironizou a declaração da ex-ministra de que seu vice não caiu do céu. “A candidata do PT diz que eu caí do céu na chapa do @joseserra. Para uma ateia, deve ser duro ter um adversário que cai do céu.”

Por meio do Twitter, o presidente do PT, José Eduardo Dutra, respondeu às duras críticas no mesmo tom: “Esse índio desqualificado quer ser processado. Problema é que ele não vale o custo do papel necessário para a petição”.

Ontem, José Serra passou o dia na Bahia, onde participou de caminhadas em Itabuna e em Ilhéus.

Publicada por:

Correio Braziliense

A capital do estoura-peito

18 de julho de 2010

Correio Braziliense

 Brasília vira ponto de distribuição para a máfia de cigarros falsificados e contrabandeados. Mais de 40% dos produtos são ilegais 

Victor Martins

A máfia do cigarro tem dominado o comércio no Brasil. Com tentáculos no Judiciário, na polícia e em outras esferas do poder público, atua quase impunemente e faz a Receita Federal amargar prejuízos gigantescos. Apenas em 2009, dilacerou os cofres públicos em R$ 2 bilhões — montante de impostos suficiente para erguer 28 hospitais de médio porte ou 40 mil casas populares. A capital do país, planejada para levar o desenvolvimento ao interior do Brasil, tornou-se estratégica para o crime organizado. Como um câncer, a chaga parte do coração para o restante do país. Brasília é o principal ponto de distribuição do tabaco ilegal e, por consequência, o mercado com maior consumo de cigarros piratas. Cerca de 43% do que é vendido no Distrito Federal está irregular.

De acordo com autoridades, a grande dificuldade para o consumidor é diferenciar o produto pirata do original. Muitas vezes, quando se trata de plágio, a aparência é praticamente a mesma. As fraudes são consideradas perfeitas. Em alguns casos, os falsários copiam sistemas de segurança criados pelas companhias regulares. Mas há também o estoura-peito, nome popular do cigarro paraguaio que entra no Brasil sem pagar impostos, como as marcas US, Bollywood, Tigre e Calvert, as mais famosas.

Segundo levantamento feito pela consultoria Nielsen e obtido com exclusividade pelo Correio, grande parte desses produtos clandestinos vem do Paraguai. A principal porta de entrada é o Mato Grosso do Sul. De lá, uma quantidade expressiva chega a Brasília, onde já se criou uma imensa clientela. Quando não recebe produto do contrabando ou da falsificação, aceita também o tabaco roubado. “Não tem crime suficiente para a quantidade de gente que quer esses produtos”, alerta Érito Pereira da Cunha, chefe da Delegacia de Repressão a Roubos (DRR) de Brasília.

Sem hora

O descarregamento ocorre rapidamente. O comum é haver um acordo entre o dono de estabelecimentos e os criminosos. A carga chega sem hora marcada e por menos da metade do preço. Em São Sebastião, região administrativa de Brasília, Wesley Nogueira, dono do supermercado Mega Box, foi preso por receptação do produto roubado. Em 7 de julho, Jader Luciano Santos, proprietário do Supermercado Itatiaia, em Samambaia, teve o mesmo destino de Nogueira: a carceragem da Delegacia de Polícia Especializada (DPE). Ambos revendiam produtos distribuídos pelo crime organizado.

O consumo do cigarro pirata é tão intenso no DF que a Souza Cruz, empresa que mais vende tabaco na capital, está prestes a ser ultrapassada pelo concorrente. Entre 2008 e 2009, a companhia, que detinha 58,7% do mercado candango, perdeu fôlego em meio às baforadas clandestinas e encolheu sua participação para 50,3%. Enquanto isso, no mesmo intervalo de tempo, os ilegais avançaram de 35,2% para 43,6%. “Fica muito difícil competir. Esses cigarros não pagam imposto e são feitos com qualquer tipo de produto”, afirma Paulo Ayres, diretor de Planejamento Estratégico da Souza Cruz.

Concurso

O cigarro pirata no Brasil viciou principalmente o poder público. Segundo o procurador Guilherme Schelb, do Ministério Público Federal em Brasília, a máfia já arrebanhou juízes, integrantes do Ministério Público, policiais e representantes dos poderes Executivo e Legislativo. O crime organizado chega a financiar os estudos de concurseiros para se infiltrar no funcionalismo e representar os interesses ilegais. Os alvos principais são a Receita Federal e as polícias. “Essas organizações são muito voláteis e se auxiliam. Em vários momentos, elas se ajudam porque o crime não é monopólio de ninguém”, afirma Schelb. De acordo com as investigações, o dinheiro da máfia do cigarro também financia armas e até o seu aluguel para assaltos a bancos. Dá ainda suporte a traficantes de drogas e de seres humanos e ao jogo do bicho.

“No DF, a quantidade desses cigarros é grande, porque é rota para outros estados e tornou-se ponto de distribuição”, avalia Ayres. O procurador Schelb concorda e acrescenta São Paulo como outro importante ponto distribuidor. Segundo ele, não existe um único culpado nesse ramo de crime. O cidadão que compra o produto é o maior financiador da máfia e da violência que está atrelada a ela. O poder público também tem sua parcela de débito: quando a burocracia não atrapalha, a omissão e a propina facilitam a impunidade. “Em uma das nossas investigações, descobrimos que uma delegacia inteira em São Paulo trabalhava para o crime organizado”, relata.

Dinheiro

O poder econômico da máfia do cigarro é tão forte que nem mesmo a cadeia é suficiente para impedir que grandes chefões do crime continuem a dar as cartas. O maior nome do ramo é Roberto Eleutério da Silva, o Lobão, considerado o maior contrabandista de cigarros do Brasil. Uma fonte graduada do governo garante que mesmo depois de ter sido apanhado pela Operação Anaconda, em 2003, Lobão continua a dominar o mercado clandestino de cigarros.

Outro grande problema está nas empresas que funcionam por ordem judicial. Sem autorização para aruar devido a dívidas gigantescas com a Receita Federal, essas organizações recorrem a liminares. A maioria delas tem controladores off-shores empresas sediadas em paraísos fiscais. “Eles conseguem operar por ordem judicial, não pagam imposto e a Receita atua tentando derrubar essas liminares”, conta uma fonte graduada do governo. “Eles ganham a curto prazo, sonegando imposto. Protelam os débitos, entrando com recursos em várias esferas do poder público. Lá na frente, a empresa some e não se consegue cobrar, porque os donos estão em paraísos fiscais”, descreve. “Nesse mercado, só tem bandido”, reforça o especialista ouvido pelo Correio.

Paraíso fiscal

A Indústria e Comércio Rei é uma das empresas que funciona com ordem judicial. Apenas 2% do controle são de brasileiros. Uma off-shore com sede nas Ilhas Virgens Britânicas, a Haulover, detém 49% da organização. Outros 49% são da Richley International, com sede no Uruguai. A dificuldade em encontrar os donos recai no fato de não existir um registro nos países de origem. O proprietário geralmente é aquele que detém o documento de titularidade na mão, em algum paraíso fiscal.

O procurador Schelb explica que a máfia do cigarro tem outras características. Uma delas é produzir marcas falsificadas(1) no Brasil e comercializar os produtos como se fossem paraguaios. Outras organizações produzem para exportação e recebem isenções tributárias para isso. “O problema é que esse cigarro fica no Brasil. Eles tentam ludibriar o fisco com essa manobra”, explica o procurador.

No Brasil, a máfia atua em conjunto com escritórios de advocacia que trabalham para blindar as operações criminosas. Entrincheirados do outro lado, a Receita Federal e o Ministério Público combatem os falsificadores e contrabandistas fechando empresas clandestinas e monitorando fortemente as que usam liminares como escudo.

1 – Contaminação

A máfia do cigarro tem contaminado fortemente o varejo formal. Até o último trimestre de 2009, o volume de tabaco ilegal passou a ser vendido em 47% do comércio. No primeiro trimestre do ano passado, essa porcentagem estava em 40%. Entidades de defesa do consumidor recomendam aos fumantes não adquirirem cigarros em camelôs e de ambulantes. A dica é suspeitar sempre de marcas desconhecidas e de preços baixos demais.

Essa notícia foi publicadano seguinte veículo de comunicação:

Correio Braziliense

A justiça brasileira priorizando o indivíduo em detrimento da sociedade

18 de julho de 2010

João Bosco Leal

Tenho acompanhado, pela imprensa, a enorme quantidade de países que já permitem, aos casais homossexuais, tratamento, direitos e obrigações, antes só destinados aos casais heterossexuais.

No Brasil, como em outros países, já se reconhece a sociedade fato, como se fosse uma espécie de união estável, e o companheiro passa a ter o direito à herança do outro, à sua inclusão nos planos de saúde como dependente, ao pagamento de pensão em casos de separações, e, ultimamente, também tem sido permitida a adoção de crianças por estes casais, sejam de homossexuais femininos ou masculinos.

Também é permitida a mudança de sexo, inclusive com o pagamento da cirurgia pela seguridade social. Nesses casos, a justiça brasileira já autorizou a mudança também dos documentos da pessoa operada, com alteração inclusive de sua certidão de nascimento.

Não tenho a intenção de discutir nenhum desses direitos já concedidos pela justiça brasileira em consonância com a comunidade internacional. Não é o caso.

O que me causou admiração foi saber que a justiça brasileira, em pelo menos um caso recente, além de autorizar a cirurgia para a troca de sexo e a alteração de todos os documentos, determinou que não houvesse nenhuma observação sobre tal circunstância na certidão de nascimento do individuo.

Comecei a imaginar a situação da pessoa que conhece outra, ambos adultos, e, apaixonados, resolvem se casar, sendo que um dos dois passou por uma cirurgia de mudança de sexo e teve seus documentos alterados, sem qualquer ressalva sobre esse pequeno detalhe.

Caso não ocorra a confissão, espontânea, por parte do operado, teoricamente teremos problemas com o futuro desse casal, que, por exemplo, não poderá ter filhos e, para quem casa normalmente esse é um desejo comum.

Teremos, então, um dos dois com seu sonho de constituição de uma família destruído, sem a menor chance de ser concretizado, e com o total amparo judicial, que inclusive impede os cartórios de revelar as alterações realizadas. E isso é apenas uma das possíveis consequências.

Parece brincadeira, mas não é, pois, de acordo com publicações jurídicas, a justiça brasileira já tomou pelo menos uma decisão como essa e, isto continuando, no futuro, o que hoje pode parecer muito distante, imaginação, poderá estar ocorrendo com um filho ou uma filha, e no meu caso já estão ambos casados, ou um neto, meu, seu ou de um amigo ou parente.

Claro que estou fazendo divagações, suposições, mas, se esse tipo de alteração, tanto cirúrgica quanto de documentos, é realizado sem qualquer tipo de ressalva nos registros públicos, todo o imaginado poderá ocorrer.

E, então, me questiono, é justo? A justiça brasileira tem esse direito?

As mudanças dos comportamentos sociais sempre ocorreram, e desde o início da humanidade o ser humano tem realizado essas alterações, buscando o interesse geral, da maioria e das minorias, almejando sempre uma melhor convivência em sociedade, onde todos possuam as mesmas oportunidades, direitos e obrigações.

Claro que nem sempre se consegue tudo, mas a busca incessante de todos, desde o início, e em qualquer país, possui, com certeza, essa finalidade.

Entretanto, não podemos permitir que, para atender o interesse de uma minoria, seja colocada em risco a maioria. O assunto precisa ser repensado.

Publicado por: A Crítica ; A Tribuna News ; Blog do Cachorro Louco ; Campo Grande NewsJornal Bandeirantes News ; Jornal Dia Dia ; Ponto de Vista ; Prosa e Política

Critérios duvidosos criaram a casta dos anistiados políticos

18 de julho de 2010

Augusto Nunes

Criada em 2001, a Comissão de Anistia do Ministério da Justiça gastou em nove anos pelo menos R$ 2,4 bilhões, distribuídos entre mais de 14 mil brasileiros supostamente prejudicados por perseguições movidas pela ditadura militar brasileira. A quantia, suficiente para alimentar durante um mês 12 milhões de beneficiários do Bolsa-Família, estabeleceu um recorde internacional: nenhum país gastou tanto com reparações.

A Alemanha, por exemplo, contemplou Israel com cerca de R$ 9,8 bilhões como reparação simbólica pelo massacre de 6 milhões de judeus. Se fosse repartido em fatias idênticas, cada família atingida pelo Holocausto teria recebido R$ 1633. Já as indenizações pagas no Brasil, se igualmente divididas entre os favorecidos, renderiam R$ 171,4 mil por cabeça. Desequilíbrios provocados pela aplicação de critérios duvidosos, contudo, resultaram em diferenças abissais entre os companheiros de folha de pagamento.

Sabe-se que, entre as dez mais altas indenizações, algumas chegaram a quase R$ 3 milhões. Mas a lista dos beneficiados nunca foi publicada pelo governo, e descobrir a identidade dos 14 mil brasileiros que recebem alguma quantia é tarefa especialmente complicada. A Comissão de Anistia não se recusaria a divulgá-la ─ se tivesse a lista atualizada em seu poder. “Se quer informação precisa, procure os ministérios da Defesa e do Planejamento”, avisa Paulo Abrão, presidente da Comissão.

O Ministério do Planejamento, responsável pela liberação do dinheiro entregue aos anistiados civis, alega que o sigilo fiscal proíbe o acesso de pessoas desconhecidas a informações internas da administração pública. Marinus Marsico, procurador do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (TCU), discorda: “É mentira. Não podem alegar sigilo. Divulgar quem recebe o dinheiro é uma garantia constitucional”.

Para remontar a lista misteriosa, portanto, resta consultar a coleção do Diário Oficial da União, que publicou nos últimos nove anos, em incontáveis edições, os nomes e os números dos processos de todos os anistiados. É o que sugerem integrantes do Ministério e da Comissão. Nenhum explicou por que eles próprios não fizeram o que aconselham.

Os casos só chegam à imprensa quando envolvem gente conhecida, como o jornalista Carlos Heitor Cony. Afastado do emprego e preso por um mês por criticar o regime militar no extinto Correio da Manhã, recebe R$ 19,1 mil por mês e está à espera da indenização de R$ 1,4 milhão. A intolerância autoritária não o impediu de ocupar cargos de direção na Editora Bloch.

Da mesma forma que Cony, o cartunista Ziraldo Alves Pinto, igualmente afastado do emprego e preso (mais de cem dias), continuou dirigindo publicações como O Pasquim e editando revistas bem-sucedidas. Mas conseguiu ser incluído na tribo dos perseguidos. Ganha R$ 4.375 por mês e aguarda a liberação de mais R$ 1 milhão. Exemplos do gênero inspiraram a Millôr Fernandes uma boa pergunta: “Quer dizer que aquilo não era ideologia, era investimento?”.

Longe da notoriedade e, portanto, dos holofotes, muitos embolsam em paz os pagamentos. Um dos 24 conselheiros da Comissão de Anistia, o advogado Egmar José de Oliveira, filiado ao PCdoB, entrou na lista. Vai ganhar R$ 554,1 mil, e já recebe R$ 2 mil mensais. Oliveira limita-se a dizer que fez oposição à ditadura militar, sem entrar em detalhes. O relator do processo foi Virginius José Lianza, advogado na Paraíba e colega de conselho do beneficiado.

“Conheço Virginius há dois anos”, admite Oliveira. O anistiado e o relator se juntam toda semana na reunião do conselho. Além de ter sido julgado, Oliveira julga. Em outubro de 2006, relatou o caso do também conselheiro Mário Miranda de Albuquerque, premiado com uma indenização de R$ 171,7 mil. Quase 11 mil requerentes esperam a hora do julgamento.

Em tese, não podem participar do julgamento de qualquer processo os parentes ou amigos do requerente. Na prática, é mais um requisito ignorado pela comissão que administra a maior gastança política da história do Brasil.

(Na próxima semana: o que é preciso fazer para entrar no clube dos anistiados)

Esse post foi publicada no seguinte veículo de comunicação:

Augusto Nunes