Posts de 11 de julho de 2010

Lula assiste final da Copa com José Alencar no hospital

11 de julho de 2010

Estadão

FERNANDA YONEYA – Agência Estado

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva visitou o vice-presidente José Alencar neste domingo, no fim da tarde. Lula permaneceu no hospital por cerca de meia hora e, segundo informou o médico Roberto Kalil Filho, que acompanhou a visita, Lula e Alencar “conversaram um pouco” e assistiram à final da copa. “Foi tudo tranquilo. O presidente chegou, ficou vendo o final do jogo com ele, conversaram um pouquinho e Lula foi para Brasília. Ficaram batendo papo e vendo o jogo, nada de mais”, disse o médico. Alencar está na UTI acompanhado da mulher, Mariza, segundo o médico.

Kalil Filho voltou a explicar aos jornalistas que o vice-presidente passou hoje de manhã por uma angioplastia, procedimento realizado para desobstruir uma das artérias do coração. “Foi feita a desobstrução da principal artéria do coração. Isso foi feito hoje de manhã e foi feito com sucesso. O vice-presidente Alencar se encontra estável. Ele está tranquilo e conversando”, afirmou o médico. A recuperação desse tipo de cirurgia é rápida, segundo Kalil, e leva de dois a três dias.

O médico informou, ainda, que José Alencar passará pelas próximas sessões de quimioterapia entre amanhã e quarta-feira, antes de ter alta do hospital. As sessões de quimioterapia já estavam previstas, segundo Kalil Filho. “O estado do vice-presidente Alencar está estável, está ótimo. A alimentação está normal e tudo está dentro do esperado, graças a Deus”, garantiu o médico.

Sem falar com os jornalistas, o presidente Lula deixou o hospital Sírio-Libanês por volta das 18 horas, de helicóptero. De acordo com informações da assessoria de imprensa da presidência, Lula seguiria ainda hoje para Brasília.

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Estadão

O Brasil suportará

11 de julho de 2010

João Bosco Leal

Enquanto no Brasil os apagões energéticos continuam, e grande parte deles por falta de mais torres de transmissão, o consórcio binacional Itaipu construirá torres de transmissão de energia ligando a usina à capital paraguaia, Assunção, a pedido do “companheiro” Fernando Lugo.

Para se assegurar do fornecimento do produto em caso de novos apagões elétricos, o Brasil fez um acordo para a aquisição de uma quantidade enorme de gás da Bolívia, bem maior que nosso atual consumo, e pagará por todo ele, mesmo não utilizando, para ajudar o país do “companheiro” Evo Morales, o mesmo que, pelo preço pago, praticamente surrupiou os ativos da Petrobrás naquele país e está expulsando os brasileiros que lá possuem terras e vivem da agricultura.

Ao mesmo tempo em que, no Brasil, membros do atual governo reconhecem que o país não suporta um crescimento constante superior a 5,5% ao ano por não possuir infra-estrutura para isso, o Brasil construirá em Cuba, por solicitação dos “companheiros” irmãos Castro, aeroportos e hotéis, infra-estrutura básica para a recuperação do turismo na ilha caribenha.

Contra tudo e todos, que inclusive contavam com o chancela da ONU, o Brasil abraçou a causa do enriquecimento de urânio pelo Irã, que o mundo todo entende ter fins militares, visando, em troca do “apoio”, exportar etanol para o país do “companheiro” Mahmoud Ahmadinejad, de irrisória população consumidora. Após isso, já tivemos problemas com barreiras à exportação de carne para os Estados Unidos, França e Rússia, os grandes consumidores mundiais de diversos produtos brasileiros.

Também contra o mundo todo, o Brasil acolheu o “companheiro” chapeludo Manuel Zelaya na embaixada brasileira de Honduras, que foi transformada em um pensionato da equipe do ex-presidente, deposto por pretender aplicar um golpe contra a Constituição daquele país, perpetuando-se no poder.

Nosso governo não reconhece as FARC da Colômbia como um grupo terrorista, até porque já se provou o envolvimento de “companheiros” de São Bernardo do Campo, que chegavam a guardar, em sua casa, dinheiro desse grupo, proveniente da venda de drogas e destinado à aquisição de armas.

A Eletrobrás construirá várias usinas hidrelétricas no Peru, que, em troca, venderá ao Brasil a energia que não utilizar, e, enquanto isso, no Brasil, os “verdes”, ignorantes a serviço de ONGs internacionais, fazem de tudo para impedir a construção de novas usinas hidrelétricas, alegando que as águas vão invadir áreas e, com isso, provocarão a mudança de local de alguns animais ou mesmo de seres humanos que lá habitam.

A corrupção no atual governo é tão grande, e alastrada em tantos níveis, de todos os poderes, que a população exigiu, com milhões de assinaturas, a criação de uma lei conhecida como “Ficha Limpa”, que teoricamente aboliria da política os corruptos e ladrões lá instalados. Advogados a serviço desses ladrões já estão procurando brechas jurídicas que impeçam que isso ocorra com seus “clientes”, que a justiça já declarou culpados.

O Presidente da República brasileiro acaba de declarar, pela imprensa, que o Brasil irá repassar tecnologia agrícola e de TV digital para a África do Sul, e que a quer como “parceira comercial” em vários outros projetos, como na construção de aviões militares.

A política externa brasileira realmente é excelente, para os “companheiros”, e não para os brasileiros, mas estou certo de que o país suportará e sobreviverá a todos os Lulas e a todos corruptos e ladrões.

Publicado por: A Tribuna News ; Blog do Horácio CB ; Casa da Çogra ; Dica Geral ; Dourados News ; Jornal Bandeirantes News ; Jornal Dia Dia ; Jornal do Brasil ; Ponto de Vista ; Prosa e Política ; Revista Veja Brasil ; Sindicato Rural de Campo Grande ; Tinybjd Brasil Mesmo ; Veja Brasil ; Veja Brasil.org 

Um texto 5 estrelas de Celso Arnaldo: Sete dias de campanha oficial escancaram a gravíssima fragilidade mental da candidata

11 de julho de 2010

Augusto Nunes

CELSO ARNALDO

“Eu digo pra vocês uma outra coisa”, inicia Dilma mais um vídeo vexaminoso de discurso de campanha disponível em seu site oficial – desta vez na favela de Heliópolis, a maior de São Paulo, onde o governo Lula mantém vagos programas.

Uma pessoa que sempre inicia um pensamento por muletas do tipo “Eu digo pra vocês uma outra coisa”, ou suas variáveis “Eu quero dizer uma coisa” ou “Eu queria dizer uma coisa pra vocês”, não sabe o que quer dizer, nem como dizer, uma coisa ou outra coisa. No caso de Dilma, ela não sabe dizer coisa alguma.

A boia introdutória e os gestos que a acompanham, vê-se no vídeo, são seguidos por um vácuo verbal de súbita apoplexia de segundos, com a mão repousada ao peito, que parece durar uma eternidade – essa “outra coisa” que ela quer dizer é apenas mais um pensamento nulo, pela redundância oca, expresso numa forma ainda mais primitiva:

– Nesta questão da moradia, essa é uma questão fundamental, é uma questão de cidadania.

Uma bolha de ar tem mais consistência que isso. O assunto é moradia? Dilma não sabe do que está falando. Nem sabe que mente:

“Nós estamos prevendo um milhão de moradias até o final deste ano tem de tá contratada e já deixamos pronto um projeto para mais 2 milhões a partir de 2011”

A indigência verbal disfarça o número falso, desonesto, impossível de cumprir até com peças de Lego. Ela apenas repete o que ouviu ou leu, por alto, em algum papel deixado sobre sua mesa.

O assunto é educação? A começar de sua própria, Dilma nada sabe também. José Serra passou-lhe um pito nesta sexta-feira, por Dilma ter insinuado estupidamente que, no sistema de dois professores por sala de aula, implantado em São Paulo com bons resultados, um único salário é dividido pela dupla. Não foi apenas má-fé, mas desconhecimento puro, produto de uma extraordinária incultura geral. Dilma nada sabe sobre o Brasil, sequer sobre o governo Lula, de quem se apresenta como “coordenadora geral”.

O assunto é saúde? Dilma não tem uma única ideia saudável sobre o tema, nem sequer sobre o câncer que teve – como informa o vídeo que gravou para um simpósio de ginecologia, deixando como mensagem que o câncer “passa, com certeza absoluta”.

O assunto é Bolsa-Família? Pelo menos disso – menina dos olhos encachaçados de Lula – ela entende, pois não? Nada. Neste vídeo em Heliópolis, ela chuta uma informação sobre o sistema em São Paulo. Mercadante, com a boca encoberta, parece tentar corrigi-la de um erro grosseiro. Ela fez cara feia e insiste no erro, mas fica claro o constrangimento.

O início oficial da campanha presidencial, sem os travos da hipocrisia pré-eleitoral, escancarou para a opinião pública, pelo menos para quem quiser ver e ouvir, o que há nove meses vinha sendo solidificado, através de transcrições, trechos de vídeo e “denúncias” em fóruns de discussão inteligente, mas alternativos, como esta coluna – nunca na grande imprensa, que se mantém até hoje estranhamente omissa diante da aberração: Dilma Rousseff, com seu assombroso despreparo pessoal, intelectual e gerencial, envergonha não só os brasileiros que votarão em Serra, e correm o risco de ter uma fraude como presidente, como deveria envergonhar também os petistas que fecham os olhos, por causa dos bilionários interesses em jogo, diante da absurda unção e ascensão da candidata fabricada perversamente por Lula.

Os dirigentes petistas sabem disso desde o momento em que Lula colocou Dilma na rua, ordenando – se soubesse o que isso significa –“Parla”.

Mercadante, Temer, Marta perceberam isso desde o começo, assim que ouviram o primeiro discurso de Dilma. Tremeram na base, achavam que estava tudo liquidado.

Não contavam, porém, que no Brasil de Lula, o Brasil da falta de educação, Dilma subiria nas pesquisas na mesma proporção de sua extraordinária produção de sandices.

Justiça seja feita: Dilma sempre foi absolutamente democrática na escolha das tribunas para expor sua ignorância essencial — de encontros com misses, numa TV local, ao programa nacional da Luciana Gimenez; de uma modesta emissora comunitária do interior da Paraíba aos estúdios da maior rádio do país, a Jovem Pan de São Paulo. Da quadra “multiesportiva” de Heliópolis, como neste vídeo, ao auditório principal da Fiesp.

Nunca disse nada que se aproveitasse, rigorosamente nada. E – fenômeno – Dilma tem piorado a olhos vistos. Ao final do primeiro mandato de quatro anos, a analfabeta funcional de hoje terá regredido à condição de analfabeta de nascença, de dona Lindu.

Só nestes sete dias de campanha oficial – período saudado euforicamente pelo site dela com a manchete “milhares de pessoas com Dilma na primeira semana de campanha à presidência” – seu portfólio de cretinices e erros grotescos de concordância, lógica, sintaxe, geografia, história, teoria política e qualquer outra cadeira do conhecimento humano já é o maior da história de nossa pobre República.

Dilma na presidência, com essa gravíssima fragilidade mental, será joguete na mão da petralhada sedenta por mais oito anos de botim — uma rubrica da presidente valerá milhões.

E ela nem poderá ser tratada como Rainha decorativa, pois falta-lhe a nobreza.

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Augusto Nunes

O ímpeto liberticida denunciado numa carta exemplar

11 de julho de 2010

Reinaldo Azevedo

Como sabem, rompendo as manhãs, sempre há um texto, dois, três ou mais da lavra deste criado. Hoje, abro uma exceção. Faço minhas as palavras contidas na “Carta ao Leitor” da VEJA que começa a chegar aos leitores neste sábado. Hoje, ela é o editorial deste blog.

Reinaldo Azevedo

Uma reportagem desta edição de VEJA analisa o episódio – bizarro – em que Dilma Rousseff, candidata do PT à Presidência da República, assinou e depois voltou atrás a respeito do conteúdo de seu programa de governo, dando publicidade a uma segunda versão do texto, mais amena do que o original furiosamente esquerdista.

Além de revelar a falta de controle da candidata sobre os radicais de seu partido, o fato deixa evidente o descaso dos governistas com um documento programático que, por sua natureza, deveria ter sido fruto da mais detida atenção. Mas não reside nessa confusão o potencial de dano maior do episódio. O mais espantoso é a permanência no segundo documento petista de uma visão de mundo distorcida e perigosa, em especial no que se refere a um dos pilares consagrados da democracia – a liberdade de expressão.

Estava no primeiro texto, e foi mantida no segundo, a afirmação de que os órgãos de imprensa são “pouco afeitos à qualidade, ao pluralismo, ao debate democrático”, sendo, portanto, necessário “compensar o monopólio e concentração dos meios de produção”.

Além do uso ignorante do adjetivo “afeito”, a proposta do PT trai o mesmo e irrefreável ímpeto liberticida que na União Soviética, Cuba e Coréia do Norte serviu de base para a supressão da imprensa independente. A liberdade de jornais, revistas, televisão e rádio começa a morrer quando um governo acredita ser seu papel avaliar e aprimorar os meios de comunicação.

Expressões como essas não passam de eufemismos para esconder as reais intenções. Ninguém pode cobrar do PT que entenda o papel da imprensa nas democracias, como não se pode cobrar de um índio do Xingu que formule a Segunda Lei da Termodinâmica. Mas nenhum programa de governo, petista ou não, pode se arvorar em juiz da imprensa ou quaisquer outras atividades que, por serem conquistas civilizatórias, não pertencem ao universo oficial.

A imprensa não tem lições a receber de quem não compreende esse valor universal da democracia – à esquerda ou à direita. Para justificar a supressão de jornais livres, o ditador comunista Vladimir Lênin disse que “nosso governo não aceitaria uma oposição de armas letais. Mas idéias são mais letais que armas”. Na mesma linha, o ditador fascista Benito Mussolini afirmava que “os franceses eram decadentes por culpa da sífilis, do absinto e da liberdade de imprensa”.

Que o PT não perca de vista que ambos, e suas respectivas ideologias, foram varridos da história – enquanto a imprensa livre sobreviveu aos totalitarismos que ajudou a combater.

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Reinaldo Azevedo

Juízes atacam PEC que prevê perda do cargo por irregularidade

11 de julho de 2010

Veja

Aprovada pelo Senado, proposta segue para a Câmara. Entidades dizem que texto é inconstitucional e ameaçam recorrer ao STF

Mirella D’Elia

Senador Demóstenes Torres: “Não podemos ser moralistas para uns e não ser para outros. Como pode quem defende o Ficha Limpa ser contra limpar a própria categoria?”

Entidades que representam a magistratura não gostaram nada da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 89/2003, que prevê a perda de mandato de juízes em caso de falta grave. Ameaçam entrar no Supremo Tribunal Federal (STF) com uma ação caso a matéria, aprovada pelo Senado, passe pelo crivo da Câmara.

A PEC muda a punição máxima aplicada atualmente a juízes e também integrantes do Ministério Público por decisão dos órgãos de controle externo: a aposentadoria compulsória com vencimentos proporcionais, ou seja, o magistrado, promotor ou procurador continua recebendo salário, mesmo afastado das funções. Pelo texto, a decisão precisa ser tomada por dois terços dos integrantes do tribunal ou conselho ao qual o profissional estiver vinculado. Atualmente, a perda do cargo só ocorre por via judicial.

Para o presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), Mozart Valadares, a PEC entra em choque com direitos da categoria, assegurados pela Constituição. Ele cita o princípio da vitaliciedade, segundo o qual o juiz, após dois anos de exercício da profissão, só pode ser punido com a perda do cargo se tiver contra ele uma decisão final da justiça.

Sem citar nomes, Valadares ataca o processo de discussão da matéria no Congresso, tachada por ele de “açodada”. E diz que o processo eleitoral pode ter contaminado a tramitação da PEC. “Quem é que não quer apresentar, às vésperas do processo eleitoral, um projeto que passa para a sociedade a ideia de ser uma medida moralizadora?”, indaga.

O magistrado diz que vai lutar para derrubar a proposta na Câmara. A Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra) divulgou nota, nesta sexta-feira, em repúdio à proposta.

Anseio – O relator da proposta na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, Demóstenes Torres (DEM-GO), saiu em defesa da PEC. E disse que o esperneio das entidades é natural. “Elas estão no papel delas”, afirma.

Mas, para ele, há um anseio popular para punições mais rígidas para juízes. “Não podemos ser moralistas para uns e não ser para outros. Como pode quem defende o Ficha Limpa ser contra limpar a própria categoria?”, questiona o democrata, que é do MP.

A PEC, de autoria da senadora Ideli Salvatti (PT-SC), foi aprovada pelo plenário do Senado na última quarta-feira, 7, e segue para votação na Câmara. Se for modificada, volta para o Senado antes da sanção presidencial. Em tempos de campanha, a discussão, no Congresso, deve ser adiada.

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Veja