Posts de 9 de julho de 2010

Serra evita criticar Dilma e privilegia promessas no Rio

9 de julho de 2010

Estadão

BRUNO BOGHOSSIAN – Agência Estado

Depois de um início de campanha com trocas de farpas entre os dois principais adversários na corrida presidencial, o candidato do PSDB, José Serra, evitou criticar Dilma Rousseff (PT) e privilegiou as promessas de ações nas áreas de segurança, educação e saúde, passando pelos mutirões de prevenção à hipertensão ao combate ao crime organizado. Durante uma caminhada em Bangu, na zona oeste do Rio de Janeiro, Serra citou iniciativas tomadas por ele no governo de São Paulo e na prefeitura da capital paulista.

Entre as oito promessas feitas por Serra, em menos de dez minutos, está a criação de um milhão de vagas em um novo programa de bolsa de estudos para o ensino técnico, o ProTec, nos moldes do Programa Universidade Para Todos (ProUni). “Conversei com um jovem hoje e ele me disse que é importante o treinamento profissional para a juventude. Temos que ter ensino técnico em grande quantidade e, por isso, vamos manter o ProUni e criar o ProUni do ensino técnico”, afirmou o candidato.

Serra viajou de trem da Central do Brasil (centro) até Bangu, acompanhado pela primeira vez do seu candidato a vice, deputado federal Indio da Costa (DEM-RJ). No trajeto de 55 minutos, o tucano cumprimentou passageiros e ouviu reivindicações, enquanto o deputado fluminense aproveitou para se apresentar aos eleitores, apesar de estar em sua base eleitoral.

Evitando criticar diretamente o governo Lula e opositores políticos, José Serra adotou um discurso de ampliação da atuação do governo federal e de conciliação de partidos adversários. “No governo, eu trabalho com todo mundo, independentemente da carteirinha partidária. A gente tem que trabalhar para as pessoas, para as famílias”, disse.

O candidato do PSDB voltou a afirmar que o Brasil precisa de policlínicas para reduzir as filas nos hospitais públicos, de um Ministério da Segurança e de mais investimentos em educação. “Não adianta só o trololó, ficar dizendo isso e aquilo. Temos que valorizar o professor e seu treinamento.

Serra defendeu também o adiamento das discussões sobre as mudanças do Código Florestal, cujo debate, para ele, “não tem cabimento no calor de uma campanha eleitoral”. “Acho que temos que esperar o próximo governo para fazer um projeto duradouro e responsável, que permita compatibilizar o meio ambiente com o desenvolvimento”, afirmou o candidato.

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Estadão

Rebelo rebate críticas por anistia a ruralistas

9 de julho de 2010

Estadão

FELIPE WERNECK – Agência Estado

O deputado federal Aldo Rebelo (PCdoB-SP), autor da proposta de alteração do Código Florestal, afirmou hoje que o programa de anistia a produtores rurais que desmataram áreas florestais é uma “cópia” de decreto proposto pelo então ministro Carlos Minc (Meio Ambiente) e assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em novembro de 2009. Ontem, a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, que ocupava a secretaria-executiva da pasta na época, afirmou que a anistia prevista no projeto de Rebelo pode chegar a R$ 10 bilhões em multas a desmatadores.

“Quem propôs a perda de arrecadação foi a ministra. Eu copio exatamente o decreto do ministério, que converte as multas aplicadas, desde que o proprietário regularize a sua atividade. Não há nada de diferente”, disse o deputado. “A boa vontade é dela (Izabella). O cálculo deve ser resultado do decreto que ela fez para converter as multas no programa Mais Ambiente, que eu só fiz copiar. Mas pode ser que ela ache que o Executivo pode propor e o Congresso não pode.”

Rebelo negou que ambientalistas sejam contrários ao seu projeto e afirmou que “quem está contra é o Greenpeace, não as ONGs nacionais”. A reportagem pediu que ele citasse aos menos uma dessas ONGs, mas ele disse que não se lembrava. Sobre outra proposta polêmica, a redução da área de proteção em margens de rios, Rebelo afirmou que a crítica representa “falta de sensibilidade social e de inteligência, insensatez, indiferença e desprezo pelas pessoas”. “O que fiz foi, para os cursos d”água de 5 metros, reduzir a área de proteção de 30 para 15 metros. Todos os técnicos garantem que isso é suficiente para proteger o rio e, ao mesmo tempo, garantir que fique um espaço para o proprietário produzir alguma coisa que lhe dê sustentação.”

Amazônia

O deputado fez as declarações durante o seminário “Amazônia: desafios para um projeto inclusivo e sustentável”, realizado na sede da Fundação Getúlio Vargas, no Rio. O evento também teve a participação do professor Mangabeira Unger, ex-ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República. Em palestra, ele defendeu que a população da Amazônia seja resgatada da “ilegalidade”.

O professor destacou que o processo de regularização ambiental deve enfrentar um problema decorrente da mudança de um período de estímulo ao desmatamento, até a década de 1970, para outro de restrições em relação ao uso da terra. “Com essa reviravolta de regimes legais, a população da Amazônia foi jogada numa ilegalidade retrospectiva, da qual agora temos que resgatá-la.” Para ele, deve haver uma “reconciliação do desenvolvimento inclusivo com o desenvolvimento sustentável”.

Professor em Harvard, Mangabeira Unger disse que havia acabado de chegar ao País e que por isso não tinha como comentar o projeto de mudanças no Código Florestal. Ele criticou a regulação da atividade mineradora no Brasil, afirmando que é necessário elevar o valor da cobrança de royalties do setor e rever o regime de concessões. Mangabeira disse que vai votar na candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff.

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Estadão

Roriz diz que não vai desistir da candidatura

9 de julho de 2010

Correio Braziliense 

Juliana Boechat

O candidato ao governo do Distrito Federal Joaquim Roriz (PSC) comentou, na tarde desta quinta-feira (8/7), o pedido de impugnação da candidatura protocolado no Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF) nesta manhã pelo PSol.

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“Não vou desistir da candidatura, a Justiça sabe o que faz. Ainda não sei se vou recorrer, porque posso ganhar em 1ª instância”, disse o ex-governador. De acordo com a assessoria de imprensa do candidato, se o partido decidir recorrer, os advogados do partido é que deverão tomar as providências.

Roriz está reunido neste momento com presidentes dos partidos da coligação Esperança Renovada, formada pelas siglas PSC, PR, PMN, PTdoB, PSDC, PTS, PRTB, PSDB, DEM e PP. Concorrente ao GDF pela 5ª vez, o ex-governador se mostra confiante. “A campanha vitoriosa. Vou ganhar em primeiro turno”, disse minutos antes do econtro com os líderes dos partidos.

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Correio Braziliense 

Construtora citada na Caixa de Pandora ganha licitação do Mané Garrincha

9 de julho de 2010

Correio Braziliense 

Depois de mais de sete meses do prazo inicial, chegou ao fim a licitação da reforma e ampliação do Estádio Mané Garrincha para a Copa do Mundo de 2014. Com o menor valor apresentado, o consórcio vencedor foi o “Brasília 2014″, da Andrade Gutierrez em parceria com a Via Engenharia, que se propôs a realizar as obras a um custo de R$ 696,6 milhões aos cofres públicos.

A promessa é gerar aproximadamente 1.500 empregos diretos e até 3.500 indiretos. “Ganhou quem apresentou o preço mais baixo, já que não havia nenhuma irregularidade nas propostas”, explica Félix Vieira de Almeida, assessor especial de cadastro e licitação da Novacap.

Uma das empresas vencedoras, a Via tem o nome envolvido no escândalo deflagrado pela operação Caixa de Pandora da Polícia Federal, que culminou no afastamento do governador do DF, José Roberto Arruda, e de seu vice, Paulo Octávio, além de diversos secretários de Estado e deputados distritais.

A construtora estaria envolvida num esquema de favorecimento em licitações de obras do governo. De acordo com as investigações, cerca de R$ 76 milhões foram repassados pelo GDF à Via entre os anos de 2007 e 2009. Esse favorecimento, segundo a PF, está relacionado à doação de R$ 300 mil feita pela empresa à campanha de Arruda nas eleições de 2006. A Via, no entanto, nega tal doação.

“Foi uma licitação aberta e transparente. Não há nem haverá qualquer irregularidade durante a obra”, garante o gerente da candidatura de Brasília a cidade-sede da Copa 2014, Sérgio Graça, ao se referir à reforma do Mané Garrincha.

Atraso

O novo estádio de Brasília será uma das mais caras obras para o Mundial de 2014, mas o comitê da capital jura que o custo/benefício será um dos melhores. “Esse valor ainda vai diminuir. O contrato é por preço unitário, então as fases que a Novacap já adiantou terão que ser abatidas no valor final da obra”, explica Sérgio Graça.

Inicialmente prevista para janeiro, a abertura dos envelopes aconteceu somente no meio de junho, devido a embargos do Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF), que exigia maior transparência no processo e garantias de verba por parte do atual governo. Porém, a Novacap só finalizou a análise técnica das propostas nesta quarta-feira (7/7).

Como a Federação Internacional de Futebol (Fifa), organizadora do Mundial, exigia que as obras estivessem iniciadas desde o início de maio, a Novacap começou a fazer intervenções no estádio para agilizar a reforma, como a demolição de arquibancadas e a retirada de equipamentos e de órgãos que funcionovam no local, como a Secretaria de Esporte e federeções esportivas.

Mesmo com o atraso em mais de meio ano para o inicio das obras, Sérgio Graça garante que as empresas vencedoras terão de cumprir o prazo determinado pela Fifa. “Eles têm até dezembro de 2012 para acabar o estádio. Isso está no contrato, terá que ser cumprido. Brasília estará com o estádio pronto para receber jogos da Copa das Confederações.”

Para isso, a reforma do Mané Garrincha deverá ser concluída num prazo de 29 a 30 meses, no máximo, apesar de o projeto inicial estabelecer como tempo hábil para a execução um total de três anos. “A empresa deve começar as obras ainda em julho, assim que assinarmos o contrato, na semana que vem”, afirma Graça.

Abertura

Com a saída do Morumbi da briga, o caminho de Brasília para sediar o jogo de abertura da Copa do Mundo de 2014 ficou mais fácil. Para Sérgio Graça, é praticamente certo que a partida de estreia será na capital federal. “Brasília vai abrir a Copa. Temos que pensar alto. Temos a cidade mais bem preparada, com o maior IDH e o maior número de leitos em hotéis. São 25 mil leitos já existentes aqui. Não há por que a Fifa não escolher fazer a abertura aqui na capital federal. Se quiserem fazer em outro lugar, poderão fazer. Mas terão que explicar o motivo.”

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Correio Braziliense 

Campanha de Dilma terá 80 comitês nos principais centros urbanos

9 de julho de 2010

Reuters Brasil

BRASÍLIA (Reuters) – De olho no eleitorado dos principais centros urbanos do país, a campanha de Dilma Rousseff (PT) à Presidência da República inaugurará nos próximos dias comitês em cada um dos 80 municípios com mais de aproximadamente 200 mil votantes.

Segundo o secretário de Mobilização do PT, Jorge Coelho, o objetivo da legenda é reforçar o plano de ataque nas grandes cidades, onde o partido tem maior potencial de crescimento.

Ele ressaltou, por outro lado, que a sigla não descuidará dos municípios de menor porte em que vem tendo um desempenho bom nas últimas eleições e bom nível de intenção de voto. Por isso, a estratégia também prevê a instalação de um escritório político para cada 20 pequenas cidades em todo o Brasil.

“Queremos dar enfoque às capitais e aos grandes centros urbanos, mas nunca esquecendo das pequenas (cidades), até porque as pesquisas mostram que é onde a gente está melhor”, afirmou Coelho à Reuters na quinta-feira.

“A gente sabe que quase 60 por cento ou 70 por cento do eleitorado está nas maiores cidades, mas não podemos relegar as pequenas.”

A legenda também contará com comitês setoriais voltados a militantes de áreas específicas, como mulheres e igualdade racial.

A campanha de Dilma inaugura na próxima terça-feira seu comitê central, na capital federal. As últimas pesquisas de intenção de voto mostram Dilma tecnicamente empatada com seu principal adversário, José Serra (PSDB). A eleição presidencial está agendada para outubro.

(Reportagem de Fernando Exman)

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Reuters Brasil