Posts de 5 de julho de 2010

Pesquisa Ibope aponta empate entre Serra e Dilma, inclusive em possível segundo turno

5 de julho de 2010

Correio Braziliense 

Mônica Harada

A disputa entre os principais candidatos à pPresidência da República está acirrada. Pesquisa Ibope encomendada pela Associação Comercial de São Paulo, divulgada neste domingo (4/7), mostram o tucano José Serra e a candidata do PT, Dilma Rousseff, com 39% das intenções de voto cada um. Marina Silva (PV) aparece com 10 pontos percentuais. Os votos brancos e nulos totalizam 6% e os indecisos são 7%. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, considerando um grau de confiança de 95%.

Considerando os outros candidatos à Presidência, a pesquisa também revela um empate entre Dilma e Serra. Cada um aparece com 36%, Marina fica com 8% e dos partidos nanicos, apenas Ciro Moura atinge 1%. O percentual de “brancos/nulos” é de 7% e 11% declaram-se indecisos. O empate persiste até na simulação de um possível segundo turno entre os dois. Ambos receberiam os votos de 43% dos eleitores.

Na mídia

Um dos fatores para que Serra tenha crescido alguns pontos e alcançado petista pode ter sido a exposição em comerciais ou programas de propaganda política em que apareceu. De acordo com o Ibope, quando perguntados se nas duas últimas semanas, os entrevistados assistiram ou ouviram os candidatos, 33% declaram que viram participações de José Serra, 27% de Dilma e 10% de Marina.

Lula continua em alta

Avaliação do governo Lula mantém-se elevada, com 76% dos eleitores considerando a adminitração federal ótima ou boa e apenas 4% avaliaram o governo como ruim ou péssimo. A pesquisa foi realizada entre os dias 27 e 30 de junho com 2002 eleitores entrevistados.

Publicada por:

Correio Braziliense 

O trem-bala é o Fura-Fila de Dilma

5 de julho de 2010

Augusto Nunes

Ambos deslumbrados com os altos índices de aprovação registrados nas pesquisas, o prefeito Paulo Maluf em 1995 e o presidente Lula em 2007 deduziram que conseguiriam eleger qualquer sucessor. Preocupados exclusivamente com o próprio futuro, de olhos postos no próprio umbigo, Maluf e Lula resolveram escolher alguém que não tivesse autonomia de voo para sucedê-los politicamente, nem qualquer vestígio de luz própria que pudesse, no futuro, ofuscar o brilho do chefe.

Maluf encontrou no secretariado municipal um negro economista. Lula encontrou no ministério uma mulher economista. Até o lançamento das candidaturas, os eleitores não conheciam sequer a voz das duas nulidades. Foi Maluf quem fez São Paulo, repetiu o prefeito ao apresentar o candidato. Mas foi Celso Pitta, secretário de Finanças, quem arranjou o dinheiro. Foi Lula quem planejou a reconstrução do Brasil, repetiu o presidente ao apresentar a candidata. Mas quem fez a coisa acontecer foi Dilma Rousseff, chefe da Casa Civil e Mãe do PAC.

Assessorado pelo marqueteiro Duda Mendonça, Pitta atravessou a campanha esquivando-se de debates, evitando entrevistas, declamando banalidades e elogiando o chefe de meia em meia hora. Assessorada pelo marqueteiro João Santana, que foi pupilo e sócio de Duda, Dilma tenta percorrer a rota que leva ao Planalto driblando debates, fugindo de entrevistas, recitando platitudes e elogiando o chefe a cada cinco minutos. Para que a história inteira se repetisse como farsa, só faltava um Fura-Fila, fantasia que enfeitou a temporada eleitoral de 1995. Não falta mais nada, avisam os apitos do trem fantasma que Lula e Dilma inventaram. O Fura-Fila de Pitta também tem sucessor.

Foi esse o codinome malandro de um “veículo leve sobre pneus” que, se cumprisse o que prometeu o candidato no horário eleitoral, resolveria no céu os congestionamentos em terra. Armado de plantas, maquetes, desenhos, números e listas de empresas interessadas na execução da grande obra do século 20, o candidato de Maluf impressionou a plateia com o milagre nos ares. Que metrô, que nada. Que trem de subúrbio que nada. A solução dos problemas de São Paulo e do país começava pelo Fura-Fila.

Eleito pela popularidade de Maluf e pela insensatez dos paulistanos, Pitta começou a torrar dinheiro na inutilidade em 1997. Depois de alguns desmaios, a obra parou de vez. Quando o pior prefeito da história de São Paulo se foi, ficaram as regiões degradadas, as ruínas das casas desapropriadas, as estações em ruínas e os empreiteiros que haviam deixado ser ser milionários: tornaram-se bilionários, graças ao esqueleto medonho que seria parcialmente ressuscitado em 2008 com o nome de Expresso Tiradentes.

Os paulistanos que acreditaram no candidato votaram numa mentira. Pitta foi a Dilma de Maluf. Como faltaram ao Fura-Fila, faltam ao trem fantasma verbas, projetos detalhados, cronogramas, rotas definidas, parceiros confiáveis ─ tudo. Se as obras começassem neste instante, não seriam concluídas em menos de oito anos. A autora do Discurso sobre o Nada promete um quilômetro de trilhos por dia, uma estação por semana e um ramal por mês. E garante que o colosso será inaugurado antes da Olimpíada de 2016. Em qualquer país sério, seria denunciada como farsante. No Brasil, é tratada como candidata.

São Paulo descobriu tarde demais a fraude que Maluf consumou e Lula tenta agora reeditar em escala nacional. Não conseguirá. Além de demonstrar que o trem-bala é o Fura-Fila do século 21, a sequência de debates entre os candidatos cuidará de escancarar a advertência: Dilma Rousseff é o Celso Pitta de Lula.

Publicada por:

Augusto Nunes

Pinheiro Guimarães destaca potencial energético do País

5 de julho de 2010

Agência Estado

MARCÍLIO SOUZA Agencia Estado

AIX-EN-PROVENCE, FRANÇA – O desenvolvimento de uma nova fronteira com a utilização de recursos naturais ainda inexplorados representa uma grande oportunidade para o Brasil, inclusive em energia hidrelétrica e nuclear, disse o ministro de Assuntos Estratégicos, Samuel Pinheiro Guimarães. Em entrevista concedida ontem à noite à agência Dow Jones, nos intervalos de uma conferência sobre economia na França, Guimarães disse que o desenvolvimento de “riquezas naturais ainda desconhecidas significa um dos desafios estratégicos mais importantes que o Brasil enfrenta.

Segundo ele, em 70% do território nacional os recursos do subsolo são ainda desconhecidos. Guimarães afirmou que o Brasil já possui “as sextas maiores reservas de urânio”, mas uma pesquisa completa de partes do território pode fazer com que o País passe ao primeiro ou segundo lugar. O Brasil também detém capacidade técnica e industrial de enriquecer urânio sozinho, acrescentou.

De modo semelhante, a maior parte dos 260 mil megawatts de potencial hidroenergético continua intocada, afirmou. Guimarães disse também que o Brasil já construiu de 80 mil a 90 mil megawatts de capacidade de energia hidrelétrica, acrescentando que o restante “continua por ser construído”. Esse tipo de energia, afirmou, é “muito importante” para o desenvolvimento futuro do País. Segundo ele, o Brasil planeja construir pelo menos quatro novas usinas até 2022.

Na entrevista, Guimarães também falou de política econômica. Ele afirmou que o Brasil deveria ampliar a oferta de bens e serviços na economia para ajudar a limitar a tensão inflacionária entre oferta e demanda e que “neste momento” ele “não acredita” que o Brasil precise elevar as taxas de juros para combater a inflação. “Temos de fazer um esforço maior para aumentar a oferta”, disse. “Essa é uma questão para a iniciativa privada”.

Em sua última reunião, no início de junho, o BC elevou a Selic em 0,75 ponto porcentual, para 10,25%; a maior parte dos analistas acredita que haverá um novo aumento da taxa básica de juros neste mês. As informações são da Dow Jones.

Publicada por:

Agência Estado

O leninismo de resultado: Petistas criam empresa para fazer negócio da China. E tiveram o apoio de Lula

5 de julho de 2010

Reinaldo Azevedo

O negócio do momento é o socialismo de resultados!

Em nenhum país do mundo, com as prováveis exceções das máfias russa e chinesa, a esquerda se deu tão bem quando se meteu, como dizer?, com a economia de mercado como no Brasil. Em breve, os “radicais petistas” estarão fazendo seminários mundo afora sobre como se dar bem no capitalismo pregando o socialismo. Por que isso?

O Brasil tem uma verdadeira dinastia de “vermelhos”, uma família de “radicais autênticos”. O nome mais conhecido hoje é Valter Pomar, expressão da dita extrema esquerda petista. Ele tem sempre uma porcentagenzinha dos votos que lhe permite a fama de autêntico esquerdista e lhe garante o posto de Secretário de Relações Institucionais do partido. Entre 14 e 29 de maio, Pomar, o Valter, fez uma excursão política pela Espanha, França, Suécia e Inglaterra, com uma parada em Frankfurt, na Alemanha. Recebeu tratamento VIP do Itamaraty, coisa de autoridade mesmo!

Valter é filho de Wladimir e neto de Pedro, lendário dirigente comunista morto durante o regime militar. E é Wladimir — nome que homenageia seu xará mais famoso, o Lênin — um dos protagonistas da reportagem abaixo, de Ricardo Balthazar, na Folha deste domingo. Vejam que mimo. Eu já começo a me encantar com o fato de um notório comunista ser “consultor de empresas”…

Na parede atrás da mesa de trabalho do consultor de empresas Wladimir Pomar, há uma fotografia que mostra seu pai apertando a mão do primeiro-ministro chinês Chu En-lai ao final de um encontro político, em 1971. O empresário Marco Polo Moreira Leite faz negócios com a China desde a década de 90, quando procurava produtos chineses para abastecer redes de varejo brasileiras e viveu perto de Pequim. Os dois trabalham juntos hoje em dia, abrindo portas no Brasil para um punhado de gigantes estatais chineses que querem entrar no país. Uma pequena empresa de comércio exterior que eles criaram há três anos, a Asian Trade Link (ATL), representa um consórcio interessado no trem-bala que ligará São Paulo ao Rio, uma indústria que quer vender turbinas para a hidrelétrica de Belo Monte e uma empresa que está de olho no petróleo do pré-sal.

“A China tem dinheiro e tecnologia”, diz Pomar. “Em vez de ficar com medo, o Brasil deveria ter políticas para atrair esses investimentos.” Pode parecer ambição demais para uma empresa tão nova, mas Pomar e Moreira Leite têm uma vantagem que poucos possuem nesse ramo: uma vasta rede de relacionamento que ajuda a abrir caminho no Brasil e na China.

Aproximação

Filho de um dirigente do PCdoB que foi morto pela polícia na ditadura militar, Pomar, 74, participou da fundação do PT e é amigo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele foi o coordenador da primeira campanha presidencial de Lula, em 1989. Moreira Leite, 66, começou a trabalhar com Pomar em 2002. Lula estava prestes a assumir o poder e os amigos de Moreira Leite na China o procuraram. “Eles queriam muito se aproximar do novo governo”, diz o empresário.

Pomar levou o assunto a Lula, e a dupla recebeu dinheiro do governo para realizar seminários promovendo o comércio entre o Brasil e a China. Eles participaram da organização da primeira visita de Lula à China, em 2004. Na mesma época, Pomar apresentou à então ministra de Minas e Energia, Dilma Rousseff, o grupo Citic. A Eletrobras depois o contratou para construir uma usina termelétrica em Candiota (RS).

Pomar diz que evita tirar proveito de sua amizade com Lula para fazer negócios. Mas sabe como os chineses valorizam esse tipo de conexão. “Aprendi com eles que você precisa ter relações com todo mundo”, afirma Pomar. A ATL tem 13 sócios. Entre eles, estão o ex-vice-governador de Mato Grosso do Sul Egon Krakhecke, que é do PT e hoje é secretário de Extrativismo e Desenvolvimento Rural Sustentável do Ministério do Meio Ambiente. São sócios o deputado estadual Jailson Lima, do PT de Santa Catarina, e o ex-deputado federal Luciano Zica, que deixou o PT para entrar no PV.

Encerro

Bem, leitor, leia a reportagem completa na Folha. Eu me confesso encantado com o socialismo de mercado. E fico também mais tranqüilo quanto ao futuro de Valter, o radical de plantão no PT. Neto de Pedro, o lendário comunista; filho de Wladimir, o esquerdista consultor de empresas, tem tudo para ser o pai de potentados do capitalismo, né?

Só espero que os Pomares não se descuidem dos frutos da utopia jamais!!!

Esse post foi publicado no seguinte veículo de comunicação:

Reinaldo Azevedo