Posts de 1 de julho de 2010

Interesses políticos

1 de julho de 2010

João Bosco Leal

A grande maioria dos líderes sindicais – políticos classistas – que conheci abandonou totalmente os interesses pelos quais lutava ao deixar a política classista para entrar na política partidária. Esses políticos classistas a que me refiro eram patronais, mas pelo que tenho observado isso ocorre em todas as categorias, sejam patronais, laborais ou de autônomos.

Procuro entender o que é que muda na cabeça de um homem em relação a seus princípios, objetivos e interesses, se este, quando passa de um setor para outro dentro da mesma sociedade, transforma tanto o seus focos, se esta permanece com os mesmos problemas.

Em determinada ocasião, quando ainda era presidente de uma entidade de classe, viajei mais de 500 km para me encontrar com um político famoso, que já havia sido também uma liderança classista de enorme expressão nacional, talvez o maior que já passou pelo país, para entregar-lhe, em mãos, e discorrer sobre uma proposta da entidade que então presidia, propondo a inclusão de 2 quilos de charque em cada cesta básica distribuída no país pelo governo federal.

Expliquei que fizemos um estudo sobre o assunto e ficou claro que essa inclusão, além de melhorar muito a alimentação da população de menor poder aquisitivo, que recebia a cesta, criaria uma infinidade de empregos e renda para outras famílias, como as que trabalham nas charqueadas, pois teriam de aumentar a produção; nos frigoríficos, que teriam que abater mais para abastecer esse novo mercado; no transporte, tanto das propriedades rurais para os frigoríficos, como dali para as charqueadas e, finalmente, para os centros de distribuição, além de aumentar consideravelmente o consumo de carne bovina, o que certamente geraria mais ganhos para os produtores e impostos para o governo.

Na ocasião, ouvi um sonoro “não”, que ele não tinha o menor interesse em promover essa nossa proposta, pois a cesta básica era um plano do governo de outro partido, que não o dele, e, portanto, não pretendia em hipótese alguma melhorar projetos de outros políticos. Para mim, na época, foi um choque, pois sua origem política classista era exatamente desse meio e, agora, como político partidário, tinha essa postura? Por quem esse deputado foi eleito? Para defender os interesses de quem? Que tipo de raciocínio é esse que leva um homem a se virar contra suas origens para defender, agora, seus próprios interesses, em detrimento de quem o criou?

Na política classista rural são muitos os exemplos como esse, mas percebo claramente que também na política classista dos trabalhadores, rurais ou urbanos, isso ocorre muito. Basta pensarmos um pouco e já nos depararemos com o nome de diversos políticos partidários que tiveram sua origem nas políticas classistas, como o nosso presidente da República e outros diversos membros de seu partido político. Os trabalhadores rurais também apoiaram a conversão de diversos de seus políticos classistas em políticos partidários, que muito rapidamente deixaram os interesses de suas origens para cuidar de outros, muitas vezes não muito dignos.

Mesmo no exterior temos diversos exemplos semelhantes, de político classista que se tornou político partidário, como Lech Walesa, do Sindicato Solidariedade, da Polônia, que, de eletricista no Estaleiro Lênin em Gdänsk, transformou-se, como político classista, em um líder reconhecido mundialmente, por se insurgir contra o comunismo, e, ao se tornar presidente da República daquele país, resultou em enorme fracasso.

A história nos mostra que o líder classista é um político nato, surgido em seu meio, que, com a política de classes, lidera os seus em busca do interesse comum àquele grupo. O político partidário é aquele eleito por diversos segmentos de uma sociedade para cuidar dos interesses gerais da mesma. Salvo raríssimas exceções, não são, nem deverão ser, a mesma pessoa.

Publicado por:  A Crítica ; A Tribuna News ; Alerta Total ; Campo Grande News ; Eduardo Marcondes ; Google MS ; Jornal Bandeirantes News ;  Jornal Dia Dia ;  Jornal de Domingo ; Ponto de Vista ; Prosa e Política ; Três Lagoas MS ; Web 10

Deputado que pede prisão de blogueiros por “macular” sua honra, acusado de desviar mais de meio BILHÃO de reais

1 de julho de 2010

Prosa e Política

Publicado por Adriana Vandoni

Por determinação do juiz titular da Vara Agrária, Pedro SAKAMOTO, este blog está CENSURADO, e não pode emitir opinião pessoal sobre nenhuma das 118 ações civis públicas movidas pelo Ministério Público Estadual contra o deputado estadual JOSÉ GERALDO RIVA (PP). A CENSURA foi reiterada pela 5ª câmara criminal do TJ de MT, pelos desembargadores Carlos Alberto da Rocha, Sebastião de Moraes Filho e pelo juiz Paulo S. Carreira de Souza. Em função disso, republico abaixo a reportagem do UOL Notícias, sem emitir opinião pessoal, como determina a magnífica Justiça de Mato Grosso.

RECURSOS PÚBLICOS

Prejuízo com fraudes no Mato Grosso passa de meio bilhão de reais, diz MP

William Maia – 29/06/2010 – 19h11 – UOL Notícias – Última Instância

O suposto esquema de desvio de recuros na Assembleia Legislativa do Mato Grosso causou um rombo de R$ 209 milhões aos cofres públicos entre 1999 e 2002, segundo fontes do Ministério Público ouvidas pela reportagem de Última Instância. Em valores atualizados, isso representa um prejuízo de mais de meio bilhão de reais.

Desde 2003, a Promotoria já moveu 91 ações de improbidade contra o presidente da Assembleia, deputado José Geraldo Riva (PP), o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado, Humberto Bosaipo, e outras pessoas acusadas de envolvimento com o esquema. Nesta terça-feira (29/6), o STJ (Supeior Tribunal de Justiça) determinou o bloqueio dos bens de ambos.

A descoberta das fraudes teve origem na operação Arca de Noé, da Polícia Federal, que em 2002 desbaratou um esquema de corrupção e lavagem de dinheiro no Mato Grosso liderado por João Arcanjo Ribeiro, o “comendador”. Arcanjo ganhou esse apelido por ter recebido uma comenda da Assembleia Legislativa, que na época já era comandada por Riva. Condenado por uma série de crimes Arcanjo está preso na Penitenciária Federal de Campo Grande.

Durante a operação, a PF encontrou centenas de cheques da Assembleia na factoring Confiança, braço financeiro do grupo de Arcanjo. Esses cheques foram compensados por empresas que supostamente teriam prestado serviços para a Casa.

Segundo a investigação do MP estadual, tratavam-se, na verdade, de empresas fantasmas abertas para lavar o dinheiro desviado da Assembleia. Ao todo, o esquema teria usado 91 empresas de fachada —daí as 91 ações— que recebiam cheques periodicamente por serviços não prestados.

Em outros casos, ainda de acordo com o MP, também houve saque dos cheques diretamente no caixa de uma agência do Banco do Brasil por funcionários da Assembleia. Alguns cheques foram endossados por Riva e Bosaipo.

Dos processos movidos pelo MP, quatro já resultaram na condenação de Riva, Bosaipo e outros envolvidos. No momento, o deputado está afastado das funções administrativas da Casa Legislativa, mas mantém o mandato. Ele recorre na segunda instância de uma sentença que determinou a perda de seus direitos políticos.

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Prosa e Política

Riva aguarda o julgamento de recursos no TJ-MT (Tribunal de Justiça do Mato Grosso) e também responde a 17 ações penais no STJ, além de processos na Justiça Eleitoral.

Lula, o Imperador do Universo

1 de julho de 2010

João Bosco Leal

Realmente, essa superou todas as sandices que já havia visto nosso Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva dizer. Vejam:

Matéria publicada por : Veja – Augusto Nunes – Sanatório Geral

Imperador do Universo

“Um cargo como a ONU não pode ser exercido por um político que tenha tanta importância frente aos outros”.

Lula, depois de candidatar-se a governador-geral da América Latina, do Caribe e da África no artigo publicado pelo Financial Times, explicando que não pode ser secretário-geral da ONU porque os demais governantes do planeta teriam vergonha de discursar perto dele.

Augusto Nunes – Sanatório Geral

No Paraná, Rocha Loures será vice de Osmar Dias

1 de julho de 2010

iG Notícias

Orlando Pessuti, que abriu mão da reeleição ao governo do estado, indicou o deputado federal para a vaga

Francisco Camargo, iG Paraná 

O senador Osmar Dias, do PDT finalmente tomou a decisão de sair candidato ao governo do estado, ao lado de Roberto Requião (PMDB) e Gleisi Hoffmann (PT). Até o início da noite desta quarta-feira, o nome do vice não tinha sido revelado, por divergência no PMDB, onde uma ala apoiava Caito Quintana, líder do governo na Assembleia e, outra, o deputado federal Rodrigo Rocha Loures. A escolha do vice coube ao governador Orlando Pessuti, que abriu mão de concorrer à reeleição e indicou Rocha Loures.

O ex-governador Roberto Requião comentou a escolha, dizendo, no Twitter, disse que “Pessuti impõe sua liderança e emplaca Rocha Loures como vice do Osmar.” Mais cedo, antes da escolha, que “a eleição está decidida” e brincou: “É macuco no embornal”, referindo-se ao ditado popular que significa tiro certeiro.

Em relação ao pleito de 2006, o posicionamento do ex-governador ao lado de Osmar chega a surpreender. Naquela época, Requião disputava a reeleição ao governo e Osmar foi seu adversário. A vitória de Requião só veio no segundo turno e por uma pequena diferença, cerca de 10 mil votos. Houve troca de acusações pesadas durante a campanha.

Para o presidente do PSDB, Valdir Rossoni, o lançamento da candidatura de Osmar não trouxe surpresa, pois Osmar é suscetível a “pressões políticas e domésticas”. E fez uma previsão: o senador talvez não tenha suportado a valorização de seu irmão, Alvaro, “daí sua posição quase suicida do ponto de vista eleitoral de sair a governador”.

Já o deputado federal André Vargas, secretário Nacional de Comunicação do PT, acha que o nome do deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB) é o que mais soma à chapa de Osmar.

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iG Notícias

Ciro Gomes começa a se aproximar de Dilma

1 de julho de 2010

iG Notícias

Candidata do PT à Presidência planeja telefonar para o deputado quando sentir segurança sobre sua disposição em agendar encontro

Ricardo Galhardo, iG São Paulo

Depois de ser alijado da disputa presidencial e dizer que não faria campanha para a candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, o deputado Ciro Gomes (PSB-CE) iniciou um processo de aproximação com a candidata do PT à presidência. Interlocutores de Ciro e Dilma têm conversado nas últimas semanas com o objetivo de articular um acordo. Um encontro chegou a ser agendado mas foi desmarcado a pedido de Ciro, que precisou se ausentar de Brasília.

Os dois podem se encontrar na sexta-feira, em Fortaleza. Dilma foi convidada pela senadora Patrícia Saboya (PSB-CE) para o casamento de Lívia, filha de Ciro e da senadora. Dilma, no entanto, ainda não confirmou presença no casamento que terá como padrinhos o governador do Ceará (e tio da noiva), Cid Gomes (PSB), e o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), aliado histórico de Ciro.

O deputado foi procurado em seu gabinete em Brasília, mas até 19h não respondeu às ligações. O presidente do PSB de São Paulo, deputado Márcio França, acredita em um entendimento, mas disse que a iniciativa tem que partir de Dilma. “É como em uma partida de tênis. Quem ganha pede desculpas e quem perde diz obrigado”, disse França.

Segundo fontes na campanha de Dilma, a candidata deve telefonar para Ciro quando tiver segurança de que o deputado aceitará o convite para um encontro.

Quando seu nome foi definitivamente descartado da disputa presidencial, Ciro deu uma entrevista ao iG, publicada no dia 24 de abril, na qual criticou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, disse que o tucano José Serra (então líder nas pesquisas) tinha mais chances de vencer a disputa e rejeitou a possibilidade de fazer campanha para a candidata do PT.

“Não me peçam para ir à televisão declarar o meu voto, que eu não vou. Sei lá. Vai ver viajo, vou virar intelectual. Vou fazer outra coisa”, disse ele na época.

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iG Notícias